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Pimenta-do-reino é digestiva e antimicrobiana, veja os tipos

Luciana Mastrorosa

12/03/2020 04h00

Crédito: iStock

A pimenta-do-reino (Piper nigrum) é muito difundida na cozinha mundial, inclusive no Brasil. O cultivo dessa especiaria foi introduzido no país por meio da colônia japonesa. A mesma planta dá origem a três temperos diferentes: a pimenta-do-reino preta, a branca e a verde, geralmente vendida em conserva.

Em formato de pequenos grãos arredondados, essa especiaria apresenta atividade antioxidante e anti-microbiana. Isso significa que, além de proteger o organismo contra doenças crônicas não-transmissíveis, como hipertensão e diabetes, também auxilia no combate do desenvolvimento de micro-organismos nocivos nos alimentos.

Por conta dessa propriedade, a pimenta-do-reino, principalmente nas versões preta ou branca, são muito usadas como condimentos em receitas caseiras ou industrializadas. É fundamental para temperar embutidos, como salame e linguiças, ajudando a conservar esses produtos por mais tempo.

Além disso, a pimenta-do-reino é fonte de piperina, composto que atua como termogênico no organismo, acelerando o metabolismo. Age ainda como digestivo e, ao ser consumida com outros alimentos, ajuda na absorção de outros nutrientes. Para potencializar e otimizar o efeito da cúrcuma, por exemplo, recomenda-se o consumo desse tempero, riquíssimo em antioxidantes e com propriedades anti-inflamatórias, junto com pitadas de pimenta-do-reino.

Preta, branca, verde

Como disse mais acima, essas três "versões" de pimenta são provenientes da mesma planta. Tanto a preta quanto a branca são consumidas depois de secas. O que difere as duas é que, no caso da branca, os grãos têm suas cascas removidas antes da secagem.

A pimenta verde nada mais é do que o grão fresco da planta. Em outros países, como no Chile, esse tempero é consumido in natura, mas, por aqui, é mais fácil de encontrá-lo em conserva ou em salmoura. Essa versão é bastante usada para fazer o famoso prato francês filet au poivre, composto por um filé-mignon grelhado servido com molho cremoso de pimentas moídas.

O principal composto da pimenta-do-reino é a piperina, que se desdobra em ácido pipérico e em piperidina. A piperidina estimula a produção dos sucos digestivos, por isso estimula a digestão. Porém, não se recomenda seu consumo exagerado, pois ela pode irritar e inflamar a mucosa gástrica. Assim, pessoas com gastrite, úlcera gastroduodenal, pancreatite ou hemorroidas são desaconselhadas a consumir esse tempero.

Como usar a pimenta-do-reino

O sabor e o aroma variam bastante entre as pimentas preta, branca e verde. A preta, mais clássica, tem um sabor ligeiramente picante e amadeirado que a branca. Em geral, combina mais com carnes vermelhas e carne de porco. A branca é indicada para peixes e outros preparos, como ensopados de legumes e molhos brancos.

A verde tem um toque mais cítrico e, se em conserva, mais ácido. Combina com molhos cremosos à base de manteiga e creme de leite, mas também fica muito saborosa em preparos frescos, como vinagretes, molhos de saladas, saladas de verduras e legumes, etc.

A pimenta-do-reino em grãos é ingrediente fundamental para aromatizar e dar sabor a caldos caseiros como o de legumes, de frango e de carne. Como pode oxidar rapidamente, o melhor é comprar as pimentas em grãos (no caso da preta e da branca) e moê-los na hora de usar. Isso ajuda a preservar sabor, aroma e os óleos essenciais contidos nessas especiarias.

A pimenta verde é mais macia em textura, podendo ser processada com mixer ou batida no liquidificador, se quiser. Em geral, é usada com os grãos inteiros.

A pimenta preta é tão saborosa e perfumada que fica gostosa até em sobremesas. Vale usar os grãos em caldas e compotas ou doces de frutas, ou finalizar um sorvete com um fio de mel e uma pitada da pimenta moída na hora. Diferente e delicioso!

Você gosta de pimenta-do-reino? Qual tipo prefere usar? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a Autora

Luciana Mastrorosa é apaixonada por escrever, cozinhar e comer. Jornalista especializada em gastronomia e pesquisadora da área de alimentação, passou pelos principais veículos do país. Formada no Le Cordon Bleu Paris e Université de Reims Champagne-Ardenne, atualmente cursa o Mestrado em Nutrição Humana Aplicada, na Universidade de São Paulo. É autora do livro Pingado e Pão na Chapa - Histórias e Receitas de Café da Manhã (editora Memória Visual) e do e-book "Natal Feliz - 30 Receitas Incríveis para a Sua Ceia".

Sobre o Blog

Menu do Dia é o blog de culinária, receitas, gastronomia e nutrição, da jornalista e pesquisadora Luciana Mastrorosa. Aqui, você vai encontrar notícias, reflexões, receitas, degustações e muito mais sobre uma das melhores coisas da vida: comer.