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Farinhas de castanhas são proteicas e ajudam na low carb, aprenda a fazer

Luciana Mastrorosa

09/05/2020 04h00

Crédito: iStock

Para quem segue a dieta low carb, ou seja, aquela que restringe a ingestão de carboidratos, as farinhas de castanhas – como amêndoas e castanhas de caju – podem ser uma boa ideia na hora de enriquecer pães, bolos e outros preparos à base de farinha de trigo.

Esse tipo de farinha está disponível para compra, geralmente a granel, em lojas de produtos naturais, mercearias e empórios. Mas também dá para fazer em casa, acaba saindo mais barato e você terá um produto mais fresco em mãos para usar como quiser.

As mais comuns de encontrar são a de amêndoas, a de castanha de caju e a de amendoim (que é, na verdade, uma leguminosa da família das fabáceas, a mesma do feijões, porém é rico em gorduras e proteínas, parecendo-se bastante com as castanhas).

A amêndoa é bastante proteica e rica em gorduras boas, que fazem bem ao sistema cardiovascular. Como toda castanha, é bastante calórica, ou seja, a farinha elaborada com essas sementes também são. Porém, é uma fonte ótima de fibras, cálcio e magnésio, dois minerais importantíssimos para a saúde do organismo, além de potássio, bom para os hipertensos, e fósforo que, em conjunto com o cálcio, protege os ossos e dentes. O único senão é que as amêndoas, de todas as opções que falarei aqui, costumam custar mais caro, por serem, em geral, importadas. Por isso, fazer a farinha delas em casa também pode sair mais barato.

O amendoim, das três opções, é o mais barato e acessível. Como já comentei neste post, essas sementes são proteicas também e fornecem uma boa quantidade de ácidos graxos monoinsaturados, do tipo ideal para proteger a saúde cardiovascular e prevenir doenças crônicas não transmissíveis. Também oferece antioxidantes, como o resveratrol, que trazem uma proteção extra contra doenças crônicas.

E a castanha de caju, além de ter um sabor delicioso, dependendo da região do Brasil onde você mora, pode ser mais acessível em termos de preços. Comparativamente, ela tem menos cálcio que as amêndoas, mas oferece bastante magnésio, que atua no metabolismo, e ainda tem mais potássio e fósforo, sendo igualmente rica em proteínas e gorduras de boa qualidade.

Farinhas de castanhas: como fazer e usar

O primeiro passo para fazer sua própria farinha de castanhas é comprar o ingrediente principal in natura, ou seja, sem ser torrado nem salgado. Com as amêndoas cruas, o primeiro passo é remover a pele. Para isso, basta colocá-las em água fervente e deixá-las de molho por alguns minutos. Depois disso, escorra a água, deixe amornar e retire a pele das amêndoas apertando-as entre os dedos, ela sai inteira. Feito isso, é preciso tostar um pouco as amêndoas, para que percam a umidade. Pode fazer isso numa frigideira grande. Quando começarem a chiar, mas sem ganhar cor, retire-as do fogo e bata-as num processador ou liquidificador até obter uma farinha grossa, com textura de areia. Volte à frigideira, em fogo baixo, apenas para secar mais um pouco a farinha, mas sem deixar pegar cor. Deixe a farinha esfriar e guarde-a num pote de vidro bem limpo e seco, fechado, ao abrigo da luz e da umidade. Dura bastante tempo!

Para a farinha de amendoim, é preciso remover a pele. Eu acho mais fácil comprar o amendoim já sem pele, porém cru e sem sal. O processo é igual ao da farinha de amêndoas: tostar os amendoins, batê-los no processador, voltar a farinha para o fogo baixo para secar e guardar da mesma forma.

A castanha de caju vem naturalmente sem pele. Se puder comprá-la crua e tostá-la em casa, como nos casos anteriores, melhor. Caso não seja possível, compre as castanhas de caju torradas, mas sem sal, e bata-as diretamente no processador de alimentos ou liquidificador, até obter uma textura de areia. Se estiver muito úmida, volte ao fogo baixo por pouco tempo, apenas para deixá-la um pouco mais seca, e guarde num recipiente de vidro, com os mesmos cuidados que citei anteriormente.

Esse tipo de farinha é base para uma infinidade de receitas, principalmente doces. Os macarons franceses, por exemplo, são feitos tradicionalmente de farinha de amêndoas, mas a de castanha de caju substitui superbem.
Essas farinhas não contêm glúten, pois não são feitas de cereais como o trigo. Então, os bolos e pães que levam apenas esses ingredientes não crescem tanto. Mas, em compensação, ficam bastante úmidos, molhadinhos, porque essas farinhas soltam sua gordura e deixam a massa com uma textura agradável.

Além disso, você pode usar essas farinhas para complementar outras receitas, como farofas salgadas e doces, coberturas de bolos e pães, trazendo mais proteínas e fibras para as frutas picadas matinais… Ou ainda substituindo uma parte da farinha de trigo em panquecas e crepes, bolos, muffins, pãezinhos salgados de minuto, etc.

Você costuma usar farinhas de castanhas? Qual a sua receita favorita? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

Sobre a Autora

Luciana Mastrorosa é apaixonada por escrever, cozinhar e comer. Jornalista especializada em gastronomia e pesquisadora da área de alimentação, passou pelos principais veículos do país. Formada no Le Cordon Bleu Paris e Université de Reims Champagne-Ardenne, atualmente cursa o Mestrado em Nutrição Humana Aplicada, na Universidade de São Paulo. É autora do livro Pingado e Pão na Chapa - Histórias e Receitas de Café da Manhã (editora Memória Visual) e do e-book "Natal Feliz - 30 Receitas Incríveis para a Sua Ceia".

Sobre o Blog

Menu do Dia é o blog de culinária, receitas, gastronomia e nutrição, da jornalista e pesquisadora Luciana Mastrorosa. Aqui, você vai encontrar notícias, reflexões, receitas, degustações e muito mais sobre uma das melhores coisas da vida: comer.