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Gosta de salsa e cebolinha? São diuréticas e ricas em fibras

Luciana Mastrorosa

25/04/2019 04h00

Crédito: iStock

A salsa e a cebolinha formam um dos pares mais usados na culinária brasileira, o famoso "cheiro-verde". Essas duas ervas, consumidas, em geral, frescas, apresentam componentes excelentes para a saúde.

Ambas são ricas em vitaminas, minerais e antioxidantes, que ajudam a combater a inflamação do organismo (por isso também são benéficas para quem tem artrite, por exemplo). São fontes de luteína (principalmente a salsa), que – assim como falei no post sobre milho – ajuda a proteger a saúde dos olhos. Além disso, são ricas em cálcio, que auxilia a manter ossos e dentes sempre fortes (e são uma fonte a mais para quem não consome leite e derivados, evitando a osteoporose).

Ricas em fibras, ambas contribuem para o bom funcionamento dos intestinos e favorecem a digestão. Como são pouquíssimo calóricas, podem ser consumidas sem medo por quem está mudando os hábitos alimentares para emagrecer. Além disso, são também diuréticas, evitando o inchaço.

Propriedades anti-inflamatórias

Tanto a salsa quanto a cebolinha são abundantes em carotenoides e vitamina C. Ambos possuem ação que ajuda na prevenção do câncer e também combatem as doenças crônicas não-transmissíveis, principalmente as cardiovasculares, ajudando a manter o coração e a circulação em dia.

A salsa também tem ação anti-hipertensiva. E ambas as ervas são ricas em potássio, o que favorece os que têm pressão alta e os praticantes de exercícios físicos. Outro fitoquímico presente na salsinha é a apigenina. Estudos recentes mostram que esse flavonoide tem propriedades anticancerígenas e possui efeitos positivos sobre o sistema nervoso, favorecendo a memória e ajudando a proteger e a fortalecer as sinapses.

Usos culinários

Encontradas praticamente o ano todo, e fáceis de cultivar em casa – mesmo em vasos diminutos – a salsinha e a cebolinha podem ser usadas em uma infinidade de pratos. Secas ou frescas, seu sabor é muito mais gostoso (e o aroma também) quando as ervas são consumidas in natura. Embora se recomende que as ervas frescas sejam adicionadas apenas no final do preparo, no caso dessas duas pode-se adicionar durante o cozimento também (leia mais sobre ervas frescas e secas aqui). A cebolinha fica ótima no feijão, em ensopados com carnes, para finalizar sopas e no preparo de cogumelos. A salsa tem um sabor delicado e ligeiramente mentolado, trazendo frescor para qualquer preparo.

Na hora de picar, a cebolinha, dependendo do tamanho e da variedade, pode liberar uma espécie de goma, então use uma faca afiada ou uma tesoura de cozinha e não fique batendo muito com a faca, para não machucar a erva. Já a salsa tem folhas bem resistentes e você pode picar bem, com uma faca afiada, até deixar as folhas bem miúdas. Elas não se machucam facilmente.

Enriqueça saladas com essas duas ervas frescas, principalmente a salsa, como se fosse uma folha a mais no mix. Você pode usar também as ervas, finamente picadas, para trazer mais sabor e todos os seus benefícios aos molhos de salada, como o vinagrete (uma parte de limão ou vinagre para três partes de azeite ou óleo, mais sal e pimenta-do-reino moída na hora).

A cebolinha também fica muito gostosa para finalizar o missoshiru, uma sopa oriental à base de missô (pasta de soja fermentada, rica em probióticos). Ambas ficam excelentes também para complementar um simples macarrão ao alho e óleo ou mesmo na manteiga. Faça uma manteiga temperada simples, com bastante salsa, cebolinha, um pouco de alho, pimenta-do-reino, sal e um pouco de mostarda Dijon. É só misturar tudo (use a manteiga em temperatura ambiente), transformando numa pasta, enrolar em papel-filme e congelar. Na hora de usar, é só cortar em fatias e deixar derreter naturalmente com o calor da massa ou sobre uma carne grelhada.

Com a salsinha, você pode fazer também um patê típico da culinária italiana, a alichela. Basta usar um maço de salsinha bem picada temperada com bastante azeite de oliva, um pouco de pimenta dedo-de-moça picada e pedacinhos de aliche (peixe seco e salgado, conservado em óleo) picado, além de um pouquinho de alho. Fica uma delícia para comer com pão.

Você usa esses temperos na sua cozinha? Como prefere utilizá-los? Conte para mim! Estou no Facebook e também no Instagram.

Sobre a Autora

Luciana Mastrorosa é apaixonada por escrever, cozinhar e comer. Jornalista especializada em gastronomia e pesquisadora da área de alimentação, passou pelos principais veículos do país. Formada no Le Cordon Bleu Paris e Université de Reims Champagne-Ardenne, atualmente cursa o Mestrado em Nutrição Humana Aplicada, na Universidade de São Paulo. É autora do livro Pingado e Pão na Chapa - Histórias e Receitas de Café da Manhã (editora Memória Visual) e do e-book "Natal Feliz - 30 Receitas Incríveis para a Sua Ceia".

Sobre o Blog

Menu do Dia é o blog de culinária, receitas, gastronomia e nutrição, da jornalista e pesquisadora Luciana Mastrorosa. Aqui, você vai encontrar notícias, reflexões, receitas, degustações e muito mais sobre uma das melhores coisas da vida: comer.