Menu do Dia http://menudodia.blogosfera.uol.com.br Menu do dia é o blog de culinária, receitas, gastronomia e nutrição, da jornalista e pesquisadora Luciana Mastrorosa. Aqui, você vai encontrar notícias, reflexões, receitas, degustações e muito mais sobre uma das melhores coisas da vida: comer. Sat, 20 Jul 2019 07:00:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Livro destaca cozinha brasileira de raiz, rica em ingredientes naturais http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2019/07/20/livro-destaca-cozinha-brasileira-de-raiz-rica-em-ingredientes-naturais/ Sat, 20 Jul 2019 07:00:40 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2373

Romulo Fialdini

Milho, mandioca, peixes de rio e de mar… E, também, goiaba, abacaxi, guariroba e outros ingredientes tipicamente brasileiros estão presentes no novo livro da chef Heloísa Bacellar, do restaurante Lá da Venda, em São Paulo, e do site Na Cozinha da Helô. Na obra, chamada de “Cozinha Brasileira – Histórias e Receitas” (Editora DBA, R$ 40), a autora destaca as receitas da cozinha brasileira, de norte a sul do país, que considera mais emblemáticas e representativas dos povos que influenciaram a formação das nossas tradições culinárias.

Como o livro tem 144 páginas, e nosso país é vasto em ingredientes e receitas típicos, o desafio de Heloísa foi encontrar os pratos que fossem bastante característicos dos principais biomas do país. Para isso, ela se dedicou a fazer uma espécie de mapeamento focando principalmente na nossa riqueza de ingredientes. “A mandioca não poderia faltar, porque, de fato, é um dos alimentos que estão presentes do Oiapoque ao Chuí, em todos os cantinhos do Brasil”, diz ela.

Quem imagina que cozinha brasileira é pesada, por vezes rejeitando até o arroz e feijão, por medo de engordar ou outros mitos relacionados a isso, o livro de Heloísa vai na contramão. É sim um apanhado de receitas, algumas mais substanciosas, outras mais leves, mas todas com uma característica em comum: o uso de ingredientes frescos, naturais e locais, em linha com o que defende o Guia Alimentar para a População Brasileira (2014) como uma das diretrizes para uma alimentação saudável. Assim, estão no livro a galinhada, prato único, fácil e barato de fazer, que combina as proteínas do frango, com uma série de outros nutrientes presentes em alimentos como o pimentão vermelho e os tomates, ricos em licopeno (um dos antioxidantes mais potentes de todos, com ação preventiva do câncer e anti-inflamatória de uma maneira geral), o arroz branco de todos os dias, fonte de carboidratos e energia, além de temperos como alho, cebola e salsa – todos ricos em compostos bioativos que ajudam a manter o organismo funcionando bem, além de terem ação benéfica sobre as taxas de glicemia e sobre a imunidade, como é o caso da cebola e do alho. A salsa, rica em fibras e com ação diurética, é um dos ingredientes mais usados também na cozinha brasileira de raiz, sendo também barata, de fácil acesso e muito saborosa.

Cinco biomas e seus ingredientes naturais

A autora não tratou apenas de privilegiar ingredientes nativos, mas também aqueles que foram se tornando a cara do Brasil ao longo do tempo e da ação dos diversos povos que compuseram e compõe as nossas tradições, hábitos e modos de comer tradicionais. Assim, estão presentes no livro receitas dos cinco biomas do país – norte, nordeste, sul, sudeste e centro-oeste – com ingredientes como bacalhau, uma herança portuguesa, rico em proteínas e pobre em gorduras, geralmente preparado com muitos legumes e verduras. Mas a autora também destaca a nossa variedade de frutas, todas elas repletas de vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes, contribuindo para uma alimentação saudável, baseada em produtos in natura. Há receitas que levam banana, caju, maracujá, laranja

Não poderiam faltar também as receitas dedicadas ao milho, ao feijão e aos pescados. O interessante é que, mesmo que na sua região falte algum tipo de ingrediente específico, como o pirarucu, peixe típico da Amazônia, Heloísa dá sempre dicas para preparar os pratos com o que tiver disponível de fresco e com bom preço na sua região. Assim, não é preciso ter o ingrediente específico em mãos, já que as receitas podem ser adaptadas com o que você encontrar e puder pagar. “Prefiro sempre que as pessoas façam o prato, mesmo sem o produto original, pois poderão ter acesso a um pouquinho das formas de comer e dos sabores encontrados nos diferentes lugares do Brasil”, afirma Heloísa.
O milho, que divide com a mandioca o posto de ingrediente dos mais consumidos no país, também se revela como astro em diversos preparos. Rico em fibras, versátil e fácil de preparar e de obter diversos derivados, o milho é ainda fonte de luteína, um tipo de antioxidante fundamental para preservar a saúde da visão, evitando a catarata.

Os pescados, por sua vez, são fontes de proteínas e de uma série de minerais, como o zinco, que atua sobre a saúde do sistema imune, além de contribuir com diversos processos metabólicos. Por isso, os peixes, crustáceos e moluscos consumidos de norte a sul do país estão em destaque em receitas como a torta capixaba, as caldeiradas e moquecas.

Abaixo, divido com você uma das receitas do livro novo da Heloísa, a Galinhada. Fácil de fazer, é barata e cheia de nutrientes, fibras e antioxidantes que vão deixar sua mesa mais gostosa e sua saúde em dia. Prato único, ainda contribui para evitar bagunça na cozinha. As crianças vão amar:

GALINHADA, da chef Heloísa Bacellar
Rendimento: 6 porções

“Prato único que faz parte de muita mesa de domingo pelo Sudeste, mas também no Centro- Oeste, onde também se acrescenta pequi. Use frango caipira, que faz a diferença no prato. Vale tanto um frango inteiro em pedaços quanto só os pedaços que se preferirem. Apesar de muita gente gostar dos pedaços inteiros na panela, prefiro cozinhar os pedaços normalmente e depois soltar a carne dos ossos, descartar os ossos e voltar com as lascas para a panela.”

Ingredientes:

1,5 kg de frango, em pedaços
2 dentes de alho, esmagados com 1 colher (sopa) rasa de sal
suco de 1 limão Taiti
1 colher (sopa) de colorau
1 cebola grande, em cubinhos
1 pimentão vermelho, sem sementes, em cubinhos
4 tomates maduros, sem sementes, em cubinhos
6 xícaras de água
1½ xícara de arroz branco, lavado e escorrido
4 colheres (sopa) de salsinha ou coentro picados
óleo vegetal
sal e pimenta-do-reino moída na hora

Modo de preparo:
Tempero:
Besunte o frango com a pasta de alho, pimenta e o suco de limão e deixe repousar por pelo menos 1 e por até 12 horas na geladeira.

Ensopado:
Numa panela grande, aqueça um fio de óleo e doure o frango de todos os lados. Misture o colorau, a cebola e o pimentão e espere murchar. Acrescente o tomate e a água e cozinhe em fogo baixo por uns 45 minutos, até que o frango esteja bem macio.

Arroz:
Deixe o molho na panela e retire os pedaços de frango. Descarte a pele e os ossos e volte com a carne para a panela. Aqueça, ajuste o sal, misture o arroz e cozinhe por uns 15 minutos, até que os grãos estejam macios. Junte as ervas, passe para uma travessa e sirva.

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Não gosta de alho e cebola? Veja alimentos que temperam sem gosto forte http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2019/07/18/nao-gosta-de-alho-e-cebola-veja-alimentos-que-temperam-sem-gosto-forte/ Thu, 18 Jul 2019 07:00:25 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2366

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O alho e a cebola são uma dupla inseparável na cozinha, usados para temperar quase tudo. E, como já contei aqui neste post, são alimentos que fazem muito bem à saúde, reforçando a imunidade e ajudando a controlar a glicemia. Porém, apresentam sabor muito forte e característico, que incomoda a algumas pessoas, deixam cheiro nas mãos ao serem picados e, ainda, podem ser indigestos para outros indivíduos, principalmente se ingeridos na forma crua. Se você se enquadra nessas situações, mas gosta de deixar sua comida temperada e cheia de nutrientes, vale apostar em outros temperos que lembram o sabor do alho e da cebola, porém com muito mais delicadeza.

Dentre eles, estão o alho-poró, a cebolinha verde e o nirá. Abaixo, falo um pouco de cada um deles e como você pode usá-los para deixar sua comida mais gostosa e nutritiva:

Alho-poró

Embora seu nome seja alho-poró, seu sabor é mais parecido com o da cebola. Não é algo inusitado, pois tanto o alho-poró quanto a cebola, o alho e a cebolinha pertencem à mesma família e dividem alguns elementos em comum, como o enxofre. É ele que dá um aroma característico a esses alimentos, além de exercer função cardioprotetora. Porém, no caso do alho-poró, seu sabor é muito delicado, especialmente depois de cozido. Com a vantagem de que, ao ser cortado, não deixa aquele cheiro forte nas mãos, como seu primo alho. Mas, apesar de mais leve no paladar, o alho-poró também contém alicina, um composto presente no alho, que ajuda a reduzir o colesterol, protege contra lesões e favorece a circulação sanguínea. Rico em fibras, o alho-poró exerce leve efeito laxativo e ajuda a desinchar.
Em termos nutricionais, o alho-poró não perde para o alho e a cebola. Fornece minerais como cálcio e fósforo, fundamentais para a saúde de olhos e dentes, potássio, bom para os hipertensos, e ainda vitamina C e carotenoides, que atuam como antioxidantes, prevenindo doenças crônicas e protegendo pele, cabelos e olhos. Como é rico em prebióticos, ajuda a proteger o organismo contra diarreias e ajuda na absorção de outros nutrientes.

Na cozinha, o alho-poró pode ser usado como substituto do alho e da cebola em refogados e bases para cozimento de sopas, feijão, ensopados de grãos, arroz, etc. Pode ainda entrar como ingrediente principal, principalmente em sopas com batatas e outros tubérculos e raízes, ou também assado com manteiga, vinho branco, queijo ralado, creme de leite… Depois de cozido, fica macio e com textura amanteigada, com gosto suave. Fica uma delícia servido com carnes, aves e peixes. Se costuma assar filés de pescados em papillote (dentro de um envelope de papel alumínio ou papel-manteiga), use alho-poró fatiado para temperar, junto com uma pitada de sal e de pimenta e uma colher (sopa) de algum líquido para cada envelope, como vinho branco, saquê, caldo caseiro ou mesmo água.

Cebolinha

Eis uma erva coringa na cozinha e que não decepciona em aroma e sabor. No paladar, a cebolinha lembra a cebola, mas de maneira muito mais sutil, com um toque herbáceo. Além disso, não deixa aquele gosto forte na boca, como ocorre quando consumimos a cebola crua. É fonte de luteína, assim como a salsa, que ajuda a proteger a saúde dos olhos. Também fornece uma boa quantidade de cálcio, ajudando a combater a osteoporose. Da mesma forma que o alho-poró, a cebolinha é rica em fibras, favorecendo o bom funcionamento do sistema digestório como um todo.

Em termos de cozinha, prefiro usar a cebolinha para finalizar os pratos. De textura bem mais delicada que o alho-poró, seu sabor e textura se perdem um pouco com longos cozimentos. Porém, pode ser usada como tempero em marinadas de carnes bovina e suína, aves e pescados. Picada finamente, é uma delícia para complementar o sabor de sopas e caldos, acrescentando vitaminas e minerais e trazendo um sabor fresco e delicado, além de uma textura agradável ao se mastigar. A cebolinha não é tão versátil quanto o alho-poró em termos de uso como ingrediente principal, mas fica particularmente boa para incrementar pratos com ovos, como omeletes e suflês. Também é ótima para temperar patês de queijos, cremes, maionese e legumes. No mercado, encontram-se principalmente dois tipos de cebolinha: a tradicional, mais longa e de talos mais grossos, e a ciboulette, bem fina e delicada, mais usada para finalizações, com sabor suave e agradável. Fica ótima também em patês e para envolver queijos cremosos (só fazer bolinhas com o queijo cremoso e passá-las na ciboulette picada).

Nirá

Este é um alimento menos conhecido, mas muito delicioso, e que poderia muito bem ser popularizado. O nirá, também conhecido como cebolinha chinesa, cebolinha japonesa ou alho japonês, é da mesma família do alho-poró, da cebolinha, do alho e da cebola. Por isso, possui alguns dos mesmos elementos favoráveis à saúde, como os compostos sulfurosos. Porém, tem uma particularidade: diferentemente da cebolinha e do alho-poró, o nirá tem um sabor que lembra mais o alho do que a cebola, muito mais delicado e sem deixar cheiro nas mãos. Suas folhas são longas e finas, lembrando o aspecto da cebolinha, e suas flores pontudas e amareladas também são comestíveis.

Mais usado nas cozinhas orientais, o nirá também é empregado na medicina popular. Atribui-se a essa planta efeitos regenerativos e depurativos, além de cicatrizantes (por isso, pode agir favoravelmente no combate a gastrites e inflamações do estômago). Além disso, ajuda a combater a hipertensão e contribui para uma boa circulação sanguínea. Possui minerais importantes para a saúde, como o cálcio e fósforo (bons para os ossos), o ferro (para evitar a anemia) e ainda o zinco (que atua, dentre outras funções, sobre o sistema imune). Na Medicina Tradicional Chinesa, é usado como tratamento para combater a impotência sexual masculina. Como também possui alicina, apresenta funções antimicrobianas, por isso é excelente para usar no tempero de marinadas e no preparo de maioneses e outros patês à base de ovos, cremes e queijos.

Em termos culinários, o nirá fica delicioso em omeletes. Basta picá-lo miúdo e refogá-lo com azeite, manteiga ou outra gordura de sua preferência antes de adicionar os ovos batidos. Fica ótimo também como tempero para carnes e aves, principalmente os salteados com legumes e cogumelos (com shoyu, combina muito bem). Use-o para trazer um gostinho de alho bem suave a sopas, ensopados, cremes e outras comidas com caldos. Fica muito bom refogado com outras verduras, como escarola, brócolis, couve, folhas de mostarda e catalônia, etc. É mais fácil de encontrar em feiras livres e em mercados de produtos orientais e seu preço se assemelha ao do alho-poró.

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Aposte em saladas mornas que valem por uma refeição, veja como preparar http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2019/07/13/aposte-em-saladas-mornas-que-valem-por-uma-refeicao-veja-como-preparar/ Sat, 13 Jul 2019 07:00:18 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2359

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Mesmo no inverno, ainda dá vontade de comer coisas mais fresquinhas de vez em quando. Porém, apostar em saladas feitas apenas de verduras e legumes crus nem sempre parece tão apetitoso quando a temperatura cai. Nessas horas, já pensou em experimentar uma salada morna, bem rica, que vale por uma refeição? É fácil de fazer e bastante nutritiva, caindo bem tanto num almoço mais leve quanto num jantar rápido e prático.

A ideia é fazer uma base de folhas e legumes, que podem entrar crus, cozidos ou refogados. E complementar a salada com alguma proteína quentinha, além de uma porção de carboidratos e uma fonte de gordura de boa qualidade. Esses nutrientes, presentes nos alimentos que vou mencionar abaixo, ajudam a compor uma refeição equilibrada, com tudo o que seu corpo precisa para funcionar bem. E o melhor: tudo num prato só.

Formando a base: muitas folhas e legumes

Não é preciso abrir mão das folhas. Como disse acima, tanto as verduras quanto os legumes podem servir de base para os complementos mais substanciosos, como tirinhas de frango ou cubos de queijo. Gosto de fazer uma base de folhas cruas variadas – alface, escarola, rúcula e até couve, picada finamente. Sobre ela, coloco alguns legumes, que podem ser tomates – crus ou mesmo confitados por alguns minutos, em forno baixo, com ervas, azeite de oliva e alho – cenoura ralada ou salteada, abobrinha grelhada, fatias de berinjela assadas no forno com molho de tomate e queijo ou ainda quiabos grelhados em um fio de azeite bem quente. Pimentões verdes, vermelhos e amarelos grelhados ou assados, em tiras, também ficam deliciosos. Tanto os legumes quanto as verduras garantem uma série de nutrientes importantes e são pobres em calorias (claro, isso vai depender da quantidade de gordura que você usou para refogá-los). Fornecem inúmeras vitaminas, minerais e compostos bioativos, como carotenoides e licopeno, no caso das cenouras e dos tomates, respectivamente, que ajudam a proteger o organismo contra doenças crônicas e a manter a saúde do coração em dia. Ainda são ricos em fibras, que garantem saciedade e contribuem para o bom funcionamento do intestino, evitando a prisão de ventre.

Cereais, grãos, raízes e tubérculos para trazer energia

Como estamos falando de uma salada morna, é interessante usar uma parte de ingredientes crus, como os que mencionei no item acima, e outra parte de ingredientes cozidos, salteados, assados ou grelhados. Como fontes de carboidratos, que fornecem energia, use desde arroz integral ou negro, que ficam mais soltinhos, até massas curtas previamente cozidas e escorridas. Outra ideia é misturar raízes e tubérculos, como batata cozida, batata doce, mandioca, mandioquinha ou mesmo cará e inhame. Esses ingredientes podem ser apenas cozidos em água com sal, se preferir sabores mais delicados, ou refogados com alho, cebola, cebolinha, hortelã, coentro e salsa. O alho e a cebola ajudam a manter a imunidade em dia, ótimo para os dias em que as temperaturas baixam, e as ervas frescas trazem fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos que combatem a inflamação e deixam as doenças crônicas bem longe.

Aqui, você pode usar também grãos, como soja cozida, feijão fradinho, grão-de-bico, ervilhas frescas ligeiramente cozidas em água com sal ou ainda lentilhas cozidas al dente, mais durinhas. Esses alimentos contribuem com uma boa dose de proteínas, nutrientes que ajudam a compor a nossa massa muscular e atuam em diversas funções metabólicas fundamentais. Milho cozido e debulhado também fica uma delícia para compor as saladas mornas, principalmente se forem salteados em manteiga com uma pitada de sal e de pimenta-do-reino moída na hora. O milho é rico em fibras e antioxidantes, como a luteína e a zeaxantina, que protegem a saúde da visão. A pimenta-do-reino, como já disse por aqui, além de contribuir com aroma e sabor, ainda ajuda na absorção de outros nutrientes.

Mais proteína? Acrescente carnes, pescados, cogumelos…

Para compor uma refeição balanceada, é preciso também trazer um aporte de proteínas, que podem ser de origem animal ou vegetal. Caso você siga dietas vegetarianas estritas ou veganas, capriche na quantidade de grãos como feijões, amendoim, grão-de-bico, lentilhas, ervilhas e nos cogumelos. Os fungos frescos, como champignon, shitake ou shimeji, salteados com um pouco de azeite, alho, cebola, suco de limão e gotas de shoyu, ficam deliciosos nas saladas mornas. Deixe que fiquem bem dourados e sequinhos antes de acrescentar à tigela com os demais ingredientes, pois salada boa de verdade pede um molho gostoso que deve ser adicionado ao final de tudo. Caso você consuma proteínas animais, aposte em tirinhas de carne grelhadas com sal, manteiga, azeite ou óleo, lascas de frango assado, filé de frango à milanesa (ou mesmo grelhado na manteiga de ervas) e camarões salteados com um pouco de azeite, alho, vinagre de boa qualidade, salsa e cebolinha. Aposte também em cubos de queijo ou em fatias de queijo grelhado. Deixe para acrescentar as proteínas quentes ao final do preparo da salada, para que o calor desses ingredientes, em contraste com os alimentos frios, deixe a salada morna e agradável para se consumir, sem murchar demais as folhas cruas. A salada niçoise, tipicamente francesa, é uma dessas receitas completas que ficam ótimas nesta época do ano: só misturar atum (fresco e selado ou até o em conserva, escorrido), azeitonas pretas de boa qualidade, ovos cozidos, vagens, batatas e folhas frescas. Se gostar, acrescente também rodelas de cebola roxa, bem fininhas, para trazer mais textura e uma certa picância.

Capriche nos molhos

Por fim, dê uma bela caprichada nos molhos para deixar a salada morna ainda mais gostosa e cheia de nutrientes bons para o organismo. O tempero clássico que uso é um vinagrete preparado com uma parte de vinagre de boa qualidade para três partes de azeite de oliva, sal e pimenta-do-reino a gosto. Mas se tiver pesto de manjericão ou de outras ervas frescas em casa, fique à vontade para usar, fica delicioso. Gosto de molhos à base de azeite porque esse ingrediente oferece gorduras mono-insaturadas, excelente para a saúde cardiovascular, além de ter um sabor mais agradável que o da maioria dos óleos vegetais, que são bem neutros no paladar. Mas nada impede de usar gotas de óleo de gergelim, por exemplo, ou mesmo os de girassol e de milho, que também favorecem o organismo. Gotas de shoyu e de suco de limão, assim como raspas dessa fruta cítrica, também são bem-vindos no molho de salada. Se preferir algo mais substancioso, vale até preparar molhos encorpados com tofu fresco, abacate ou mesmo maionese. Nesses casos, gosto de diluir com um pouco de água, suco de limão ou de outras frutas cítricas (ricos em vitamina C, um antioxidante e protetor do sistema imune), vinagre (aprenda a fazer o seu em casa, natural e sem conservantes) e um pouco de azeite, para afinar a textura e misturar tudo. Outra opção bacana é refogar ligeiramente um dente de alho bem picado em um pouco de azeite de oliva, temperar com sal e pimenta e misturar com suco de limão. Use esse molho, ainda quente, para temperar a salada. Se gostar, dissolva um filezinho de aliche no azeite em que refogou o alho, que traz uma profundidade de sabores e contribui com um sabor salino – neste caso, não é necessário acrescentar sal.

O ideal é temperar a salada morna quando todos os ingredientes já foram acrescentados. Mas se você quiser um visual mais bonito, monte a salada em camadas e vá temperando uma a uma, até chegar aos quentes, no final.  Complete com ervas frescas picadas, como salsa e cebolinha, e castanhas, gergelim ou sementes de girassol ligeiramente aquecidas numa frigideira sem óleo. As ervas trazem um frescor agradável e as castanhas e sementes contribuem com um contraste de texturas, além de trazer um pouquinho mais de proteínas e de gorduras de qualidade. Feito isso, é só misturar tudo, se gostar, e comer sem passar frio.

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Rico em ferro e cálcio, melado de cana é alternativa saudável para adoçar http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2019/07/11/rico-em-ferro-e-calcio-melado-de-cana-e-alternativa-saudavel-para-adocar/ Thu, 11 Jul 2019 07:00:25 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2352

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O melado de cana é um produto obtido a partir do caldo da cana de açúcar cozido e evaporado. Como é menos processado que o açúcar refinado, concentra mais minerais e vitaminas, além de ter um sabor pronunciado e intenso.

Fonte de ferro, o melado é um alimento excelente para quem tem anemia ou precisa de um aporte maior desse mineral, como crianças e gestantes. Também oferece uma boa quantidade de cálcio e fósforo, fundamentais para manter a massa óssea, e outros nutrientes, como potássio, que favorece os hipertensos e os praticantes de atividades físicas, o magnésio, que atua em diversos processos biológicos importantes, e vitaminas do complexo B, como a piridoxina (B6), que ajuda no metabolismo das proteínas, e a riboflavina (B2), que também atua no metabolismo de nutrientes como proteínas, carboidratos e gorduras.

Como o Brasil é grande produtor de cana, não é difícil encontrar o melado no mercado, a bons preços. Se bem conservado, esse produto dura bastante e pode ser usado no lugar do açúcar comum para adoçar as bebidas e preparos do dia a dia, ajudando a trazer energia (é rico em carboidratos) e contribuindo com os outros nutrientes que mencionei acima.

Usos do melado na cozinha

Nas receitas, o melado pode ser usado de diversas formas, em doces e salgados. Pode entrar na composição de caldas, bolos, pudins. Deve-se lembrar sempre que ele tem uma cor bem escura, quase preta, trazendo essa coloração para os preparos. Tem uma textura viscosa que lembra a do mel, mas, por ser extraído da cana, pode ser consumido tranquilamente pelos que seguem dietas veganas.

Uma combinação muito gostosa é melado com queijo, principalmente o queijo de coalho bem tostado na chapa, grelha ou frigideira, como se consome bastante no Nordeste. Se adicionar algumas fatias de banana grelhada, terá uma sobremesa fácil, saborosa e cheia de nutrientes.

Nos sucos e vitaminas, traz um sabor intenso de cana e pode ser usado até mesmo em drinques alcoólicos, como na tradicional caipirinha. No café da manhã, também faz bom par com manteiga, tahine ou mesmo as manteigas de castanhas, coco ou amendoim, espalhados sobre uma fatia de pão tostado ou sobre raízes cozidas, como a mandioca e o inhame.

Nestes dias frios, se você curte uma bebida quente diferente, como as que mencionei neste post aqui, use o melado para adoçar e trazer uma energia extra. Gosto de usá-lo no preparo do chocolate quente e também para trazer um sabor doce para os chás e infusões, como o de hortelã com limão ou camomila e erva-doce. Só não vale exagerar, pois o melado é bem calórico: 100 gramas do produto oferecem cerca de 300 calorias.

O melado também fica muito gostoso na composição de molhos para carnes de sabor intenso, como a bovina e a suína. Para fazer um molho simples, adicione algum líquido na panela onde fritou, assou ou salteou as carnes, para soltar a crostinha saborosa que se forma no fundo da panela. Pode acrescentar um pouco de vinho, manteiga, ervas, alho e cebola e deixar cozinhar. Ao final, adicione uma porção de melado de cana e misture bem, deixando apurar até obter um molho grosso. Sirva sobre as carnes, fica ótimo com bisteca de porco grelhada ou carnes bovinas assadas e braseadas.

Também gosto de servir o melado nas panquecas do café da manhã, em vez de geleia ou mel. Com uma fatia de queijo minas, compõe uma refeição saudável e muito saborosa. Também pode ser usado como calda de sorvete. Se o melado ficar muito duro ou cristalizado, aqueça-o ligeiramente em banho-maria, sem ferver, até ficar líquido de novo.

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4 bebidas quentes e nutritivas para deixar o frio bem longe http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2019/07/06/4-bebidas-quentes-e-nutritivas-para-deixar-o-frio-bem-longe/ Sat, 06 Jul 2019 07:00:58 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2347

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Parece que o inverno finalmente decidiu das as caras, pelo menos em São Paulo, com uma queda expressiva nas temperaturas de uma hora para outra. Nesta época de frio, é importante manter o corpo aquecido e bem nutrido para evitar as doenças típicas deste momento, como gripes e resfriados.

Chá, café e chocolate quente são bebidas sempre lembradas quando o assunto é tomar alguma coisa gostosa para esquentar. Mas você pode potencializar seus drinques apostando em receitas que são não apenas saborosas, como também ricas em nutrientes e compostos bioativos que favorecem o organismo, reforçam a imunidade e ajudam a combater a inflamação. Ingredientes como limão, gengibre, canela, especiarias, chá verde, cacau e até cúrcuma podem e devem compor essas bebidas diferentes e deliciosas para espantar o frio. Pensando nisso, deixo algumas sugestões de preparos para você curtir os dias de inverno com mais saúde e sabor:

Potencialize o chá

Os chás à base de Camellia sinensis, como o preto, o verde e o branco, são ricos em polifenois, que atuam como antioxidantes e ajudam na prevenção de doenças crônicas, como o câncer e a hipertensão. Além disso, contêm também cafeína, que ajuda a trazer disposição e a acelerar o metabolismo. Aposte em misturas diferentes para potencializar o chá e infusões de ervas, como mate, hortelã e camomila, adicionando fatias de gengibre fresco, rodelas e gotas de limão e fervendo a água junto com especiarias, como canela e cravo. O limão é as frutas cítricas em geral são fontes de vitamina C, que agem dando um reforço na imunidade e contribuindo para um bom funcionamento do corpo como um todo. O gengibre fresco, que traz um sabor ligeiramente picante, é bastante digestivo e auxilia no combate a náuseas, resfriados e dores de garganta e nas articulações. Já a canela ajuda a controlar a glicemia, traz um perfume delicioso ao chá e um sabor picante, amadeirado e adocicado. O cravo faz boa dupla com essa especiaria, tendo ainda função antisséptica e naturalmente anestésica. Use um ou dois paus de canela para aromatizar 500 ml de chá, assim como 1 colher (chá) de cravos e 1 colher (sopa) de gengibre fresco ralado na hora ou cortado em rodelas. Gosto de colocar 1 rodela de limão para cada xícara e ainda espremer algumas gotas no chá ou infusão prontos. Prefiro beber sem adoçar, mas com mel ou melaço de cana também fica muito saboroso.

Aposte no chá verde com leite

Já ouviu falar em matchá latte? Assim como o café com leite, o matchá latte é uma mistura de leite com chá verde em pó, que entra no lugar do café. Tipico da cultura japonesa, o matchá é um alimento poderoso, rico em antioxidantes, como os polifenois, que agem combatendo males como diabetes, inflamação, câncer e doenças cardiovasculares e degenerativas. De sabor ligeiramente amargo, o matchá tem uma cor verde linda e intensa, que suaviza em contato com o leite. Tradicionalmente, essa bebida é preparada com leite de vaca, mas fica muito bom também com alternativas vegetais, naturalmente sem lactose, como as bebidas de amêndoas, que fornecem cálcio, gorduras de qualidade e proteínas. Assim como ocorre no chá, eu prefiro beber o matchá latte puro, sem adoçar, mas com açúcar demerara fica delicado e saboroso.

Turbine o chocolate quente

Existem mil formas diferentes de preparar o tradicional chocolate quente, desde misturas prontas encontradas no supermercado (normalmente doces demais) até alternativas que usam a barra de chocolate derretida em água fervente ou leite quente. Para turbinar a receita, use cacau puro em pó, sem açúcar, ou tabletes de chocolate elaborados apenas com manteiga de cacau, sem adição de gorduras hidrogenadas. O cacau é rico em teobromina, que traz uma sensação de bem estar e melhora o humor, além de conter antioxidantes em profusão, ajudando a combater os radicais livres e o envelhecimento precoce e atuando de maneira protetora na saúde cardiovascular. Assim como o matchá, o cacau puro é bem amargo, então, geralmente adoça-se a bebida. Neste caso, gosto de adicionar um pouco de melaço de cana, rico em ferro, que tem um sabor mais intenso de cana que o açúcar comum. Para os intolerantes à lactose, vale usar bebidas vegetais no lugar do leite animal, principalmente as feitas com oleaginosas, como amêndoas, avelãs e nozes, que conferem um gostinho amanteigado à bebida. Os que curtem mesmo o sabor intenso e amargo do cacau podem preparar o chocolate quente como os astecas faziam: com base de água, com muitas especiarias e até um toque de pimenta, que acelera o metabolismo e ajuda a aquecer.

Prove o “leite dourado”

Conhece o “golden milk”, ou “leite dourado”, da Ayurveda? Essa bebida, ainda pouco comum no Brasil, é uma verdadeira bomba de antioxidantes. Elaborada com leite vegetal, como o de coco fresco, e cúrcuma, pode levar ainda uma série de especiarias para trazer mais aroma e sabor. A cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra, confere um tom dourado intenso à bebida, e seus efeitos antioxidantes são potencializados com uma pitada de pimenta-do-reino moída na hora. Para preparar duas xícaras de golden milk, aqueça o leite vegetal, sem ferver, e adicione 1 colher (chá) de cúrcuma em pó, 1/2 colher (chá) de gengibre em pó ou ralado fresco; 1/4 de colher (chá) de canela em pó (ou a gosto), 1 pitada de pimenta-do-reino moída na hora e 2 colheres (chá) de óleo de coco, se quiser ainda mais cremosidade, mas é opcional. Misture bem para incorporar os ingredientes e adoce a gosto. Neste caso, gosto de usar açúcar de coco, que tem absorção mais lenta que o açúcar refinado de cana. O demerara, mais rico em minerais que o açúcar branco, também fica muito saboroso. Varie a mistura de especiarias, mantendo sempre a cúrcuma como ingrediente principal, para trazer os benefícios e também a bela cor dourada. Vale adicionar sementes de cardamomo, cravo, anis estrelado e até uma pitada de pimenta vermelha seca. O importante é ficar bastante perfumado e cheio de sabor.

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Brunch italiano tem cannoli de beterraba e frittata de espinafre; aprenda http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2019/07/04/brunch-italiano-tem-cannoli-de-beterraba-e-frittata-de-espinafre-aprenda/ Thu, 04 Jul 2019 07:00:21 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2340

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O brunch, como já comentei por aqui, é uma refeição que combina almoço (“lunch”, em inglês) com café da manhã (“breakfast”). É uma delícia para os dias mais preguiçosos das férias, quando a gente acorda mais tarde e tem tempo para uma refeição longa, com pratos substanciosos que vão além do pão e café típicos do desjejum. Em geral, o brunch é associado a comidas norte-americanas, com muitos ovos, bacon, salsicha, carnes defumadas e até hambúrguer. No Antonietta Cucina, na capital paulista, a novidade é servir um brunch à italiana nos fins de semana, com foco em preparos típicos da Itália, muitos deles ricos em vegetais, cheios de sabor e nutrientes, especiais até para crianças. As receitas são do chef Antonio Maiolica.

Provei o brunch italiano da casa e trago aqui dois preparos para o Menu do Dia: frittata de espinafre e cannoli de beterraba. O primeiro é uma espécie de omelete recheada com folhas de espinafre, o segundo são rolinhos de massa à base de beterraba em pó, recheados com um creme de ricota e queijo de cabra fresco, leve e delicado no paladar, servido com brotos de beterraba. São pratos fáceis de fazer e que podem ser servidos não apenas no brunch, mas também no lanche da tarde ou até mesmo num café da manhã especial ou almoço rápido. Aproveite que o espinafre está na época, mais fácil de ser encontrado e mais barato.

A fritatta é excelente pois leva ovos, a verdura refogada em azeite, além de mozzarela de búfala e um toque de queijo parmesão. Ovos são ricos em proteínas e gorduras de boa qualidade, além de trazerem uma sensação de saciedade e contribuírem ainda com muitos minerais e vitaminas, como cálcio, magnésio, fósforo, potássio, zinco e vitamina A (excelente para a saúde da visão). O espinafre é fonte de fibras e traz vitaminas C (mesmo depois de refogado) e do complexo B, e minerais variados (cálcio, magnésio, fósforo e ferro). Os derivados do leite, como a mozzarella de búfala e o parmesão, contribuem com cálcio, ótimo para fortalecer ossos e dentes. Só não vale exagerar no parmesão, que é rico em sódio.

No caso dos cannoli, a beterraba em pó que entra na massa, à base de farinha de trigo, é mais conhecida no mundo dos suplementos para quem pratica atividades físicas, geralmente misturadas em sucos, vitaminas e shakes, pois alguns estudos apontam que ela melhora a performance por favorecer a vasodilatação. Fornece carboidratos e é rica em fibras, além de contribuir com minerais como cálcio, que favorece os ossos, e potássio, que auxilia no controle da pressão arterial. A ricota e o queijo de cabra fresco são de fácil digestão e contribuem com bastante cálcio e proteínas.

Para acompanhar a refeição, vale apostar em bebidas como café, que ajuda a despertar e trazer disposição, ou mesmo sucos frescos. No brunch do Antonietta, oferece-se o drinque Mimosa, com espumante e suco de laranja. Em casa, se o dia estiver frio, vale apostar também no chocolate quente preparado com cacau em pó, rico em teobromina, que ajuda a trazer disposição e bem-estar. Faça a bebida com leite animal ou alternativas vegetais – chocolate quente com leite de amêndoas e uma pitada de canela fica irresistível!

Veja abaixo como preparar as receitas do brunch italiano do Antonietta Cucina:

Frittata de espinafre do chef Antonio Maiolica, do Antonietta Cucina, em São Paulo

Rendimento: 1 porção

Ingredientes:

3 ovos caipiras
40 g de folhas de espinafre orgânico
30 g de mozzarella de búfala
20 g de queijo parmesão
1 pitada de sal ou a gosto
Pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Folhas de espinafre cruas para decorar (opcional)
Azeite de oliva extravirgem quanto baste

Modo de preparo:

Coloque os ovos numa tigela e misture bem. Adicione o restante dos ingredientes e mexa. Em uma frigideira antiaderente, aqueça 1 fio de azeite de oliva extravirgem e despeje a mistura de ovos, queijos e espinafre. Cozinhe de um lado, em fogo baixo, por cerca de 30 segundos e vire a frittata. Deixe cozinhar por mais 2 minutos. Sirva com folhas de espinafre cruas. A receita pode ser dobrada ou triplicada de acordo com a necessidade.

Cannoli di caprino, do chef Antonio Maiolica, do Antonietta Cucina, em São Paulo

Rendimento: 25 cannoli

Ingredientes da massa:

250 g de farinha de trigo
1 ovo
30 g de beterraba em pó (farinha de beterraba)
30 g de manteiga sem sal
30 g de vinho do Porto (ou vinho tinto de boa qualidade)
5 g de sal (ou a gosto)
Óleo quanto baste para fritar
1 ovo extra para pincelar os cannoli
Açúcar de confeiteiro para decorar (opcional)
Brotos de beterraba para decorar (opcional)
Pistache moído para decorar (opcional)

Ingredientes do recheio:

150 g de queijo de cabra
150 g de ricota
Sal a gosto (opcional)

Modo de preparo do recheio:

Misture o queijo de cabra e a ricota. Acerte o tempero com sal, se desejar. Reserve.

Modo de preparo da massa e finalização:

Misture todos os ingredientes até obter uma pasta. Tampe a massa com papel filme e deixe na geladeira por 3 horas. Após esse período, retire a massa da geladeira, passe-a numa máquina de macarrão (ou abra-a com o rolo de massa, finamente), até obter uma espessura fina. Corte a massa com uma forma redonda e coloque os discos em canudos próprios para fazer cannoli. Bata 1 ovo com o garfo e pincele-o sobre os cannoli, para garantir que o canudo fique bem selado. Frite os cannoli em óleo quente e reserve em papel-absorvente, para remover o excesso de gordura. Deixe esfriar e recheie os canudinhos com a mistura de queijo de cabra e ricota. Se quiser, passe os cannoli no açúcar de confeiteiro e finalize passando as pontas dos cannoli em pistache moído. Finalize com brotos de beterraba e sirva.

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Criançada de férias? Aprenda lanches e petiscos saudáveis e gostosos http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2019/06/29/criancada-de-ferias-aprenda-lanches-e-petiscos-saudaveis-e-gostosos/ Sat, 29 Jun 2019 07:00:23 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2331

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As férias de julho são curtas, apenas um mês, mas é tempo suficiente para a gente pensar no que vai oferecer para as crianças como opção gostosa e saudável nos lanches. Com a correria do dia a dia, muitas vezes a gente acaba apelando para soluções industrializadas, em geral com muita gordura, sal e açúcar. Com um pouco de tempo e planejamento, é possível preparar refeições mais nutritivas sem perder em sabor. Pensando nisso, deixo abaixo uma lista de sugestões e dicas para incrementar os lanches das crianças. Dá até para pedir ajuda a elas para colocar a mão na massa, assim vão aprendendo desde cedo que lugar de todo mundo é na cozinha – afinal, a alimentação saudável é um direito de todos, e quanto mais cedo a gente aprende esse autocuidado, melhor será ao longo da vida. Vamos lá?

Incremente o pão de queijo

Pão de queijo, essa receita tão nossa, é um dos lanches favoritos de crianças e adultos. Quando feito em casa, mesmo as receitas mais tradicionais já são bastante saudáveis, pois levam polvilho doce e azedo, extraídos da mandioca (e, portanto, naturalmente sem glúten e também de fácil digestão), queijo de boa qualidade (o meia cura é perfeito para essa receita), ovos, ricos em proteínas e gorduras, e um pouco de leite, além de uma pitada de sal. Para deixar a receita ainda mais nutritiva, não tenha medo de incorporar outros ingredientes à receita básica. Sementes como linhaça, girassol, gergelim e chia contribuem com fibras, vitaminas, minerais e ainda trazem mais textura para o petisco. A linhaça e a chia trazem ainda uma maior sensação de saciedade e colaboram com ômega 3, um tipo de ácido graxo com ação anti-inflamatória e protetora da saúde cardiovascular.

Na minha receita básica de pão de queijo, uso 4 xícaras (chá) de polvilho doce, 1 xícara (chá) de polvilho azedo, 3 ovos ligeiramente batidos, 500 g de queijo meia-cura ralado, 3 colheres (sopa) de manteiga (ou de azeite), 250 ml de leite morno (ou qualquer tipo de leite vegetal) e 1 colher (chá) de sal. Incremento essa receita com ervas secas, como orégano e manjerona (ambas contribuem com antioxidantes) e gosto de usar o azeite de oliva no lugar da manteiga, tanto pelo sabor como para deixar a preparação com mais gorduras saudáveis e também uma dose maior de antioxidantes, que ajudam a combater a inflamação no organismo, evitando doenças crônicas. Se gostar, adicione também uma pitada de cúrcuma, um poderoso anti-inflamatório natural, que ainda deixa o preparo mais amarelinho e com um sabor delicioso. Só misturar bem os ovos, a manteiga (ou azeite), o queijo, o sal e o polvilho. Vá adicionando o leite morno aos poucos. Se a massa ficar muito dura, acrescente mais um pouco de leite. Misture até a massa ficar consistente o suficiente para ser enrolada. Faça bolinhas e asse em forma untada até ficarem dourados. Depois de prontos, podem ser congelados.

Substitua os embutidos por carnes bem temperadas

Sanduíches são receitas fáceis e gostosas para fazer com os pequenos. Em vez de lançar mão dos embutidos de sempre, como salame, presunto e mortadela (que são ricos em gorduras saturadas, sal e conservantes), faça você mesmo carnes magras bem temperadas para rechear as fatias de pão. O peito de frango sem pele é uma das proteínas mais magras de todas e é uma ótima base para fazer patês. Cozido em água com cenoura, salsão, alho-poró, louro, salsa, sal e pimenta, basta ser desfiado depois de frio e misturado com legumes como cenoura ralada, azeitona picadinha, cebola ralada (se gostar) e alguma base cremosa. Você pode fazer ricota em casa ou requeijão, que combinam muito com essa mistura de frango e ainda acrescentam uma boa dose de cálcio, ótimo para dentes e ossos saudáveis. Tempere com especiarias e ervas frescas (gosto de usar uma pitada de canela e também hortelã, manjericão, alecrim) e use alho assado para dar um sabor mais forte.

Outra opção gostosa para rechear os sanduíches é lagarto cozido na panela de pressão com pimentão, tomate, cebola, cenoura, sal, pimenta, salsinha e cebolinha. Doure a peça inteira em óleo ou azeite, por todos os lados. Cubra a carne com os temperos acima, na quantidade que desejar, acrescente um pouco de água e 2 colheres (sopa) de vinagre de maçã e cozinhe até a carne ficar macia. Depois de fria, fatie finalmente o lagarto e sirva com o molho que se formou ou tempere novamente com orégano, azeite de oliva, tomates frescos fatiados (ricos em licopeno, que ajuda a prevenir doenças crônicas, como o câncer). Sirva com pão fresco crocante, mix de folhas verdes temperadas, ou use essa carne para cobrir fatias de pão italiano ou integral tostados e esfregados ligeiramente com alho. O alho e a cebola são excelentes para a saúde, como já mencionei em outro post, com ação anti-inflamatória e proteção do sistema imunológico, além de regular a glicemia. Só não exagere, porque o sabor do alho e da cebola crus é forte e, em excesso, pode se tornar indigesto.

Monte espetinhos de tudo, salgados e doces

Espetinhos são formas divertidas de comer alimentos saudáveis. Mesmo no nosso inverno tropical, dá para caprichar em fórmulas frias, com legumes, queijos e frutas. Monte os espetos de frutas alternando variedades diferentes, como uvas, melão, maçã, mexerica e sirva com mel temperado com especiarias, como cravo e canela. No caso dos salgados, vá além dos cubos de queijo com tomate, manjericão e pepino e acrescente, por exemplo, camarões cozidos em água e sal, sem casca, e fatias de salmão defumado. Queijo meia cura ou minas frescal ficam ótimos nesses espetinhos, mas pode variar também com outros de sabores mais fortes, como o gorgonzola (sem exagerar, porque tem muito sal) ou ainda nozinhos ou bolinhas de mozzarella de búfala, ricos em cálcio. Para temperar, use azeite batido com ervas frescas e secas ou misturas de temperos, como o chimichurri argentino. Vale também fazer molhos cremosos de mostarda com mel e um tantinho de shoyu ou ricota batida com um pouco de leite, azeitonas, ervas frescas e azeite.

Aposte nas farinhas integrais, legumes e especiarias para os bolos

Na hora do lanche, todo mundo adora um bolinho caseiro, ainda mais se o tempo estiver frio. Assar bolo em casa com as crianças é delicioso e elas podem ajudar a mexer a massa e acrescentar os recheios de sua preferência. Em vez de usar apenas farinha de trigo branca, substitua uma parte por farinha integral, que acrescenta mais fibras, ou ainda por outros tipos de farinhas, como o fubá de milho, a farinha de mandioca e o amido de milho. Incremente a massa também com legumes como cenoura, beterraba e até abobrinha ralados. Esses legumes têm sabor delicado e combinam muito com bolos doces e salgados, trazendo fibras, umidade, vitaminas e minerais, além de antioxidantes. Adoce com mel, melaço de cana ou açúcar demerara, que trazem mais minerais que o açúcar refinado (o melaço de cana, por exemplo, é rico em ferro). Capriche no aroma com muitas especiarias, como canela, cravo, cardamomo, anis estrelado, tudo em pó – não precisa exagerar, senão fica temperado demais. Para “rechear”, use frutas secas, como uva passa, damasco, banana passa, e também castanhas picadas ou mesmo gotas de chocolate amargo de boa qualidade. Amêndoas, amendoim, castanha de caju e nozes ficam deliciosas na massa de bolo e ainda contribuem com gorduras ótimas para a saúde e um teor a mais de proteínas, além de fibras. Se gostar, vale acrescentar um tantinho de ervas frescas, como alecrim, tomilho e hortelã, e raspas de limão.

Mais legumes, mais nutrientes e fibras

Está sem tempo total? Aposte nos legumes. Sirva cenouras, pepino, tomates e salsão em palitos, todos crus, acompanhados de ricota temperada com bastante azeite e ervas frescas. Vale acrescentar azeitonas pretas picadas para um sabor mais intenso. Outra opção prática e fácil de lanche é milho e batata doce cozidos, que estão baratos e fáceis de encontrar nesta época do ano. Sirva os quitutes com manteiga temperada com alho, ervas frescas, suco de limão e mostarda e, se gostar, acrescente um pouquinho de queijo ralado. O mesmo pode ser feito com mandioca e inhame: bem cozidos e com um pouquinho de manteiga e queijo, mais pimenta-do-reino moída na hora, viram um lanchinho dos deuses! Também dá para fazer na versão doce, temperados com mel ou melaço de cana e servidos com uma fatia de queijo minas ou de coalho.

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Cravo confere aroma e sabor e é antisséptico e anestésico natural http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2019/06/27/cravo-confere-aroma-e-sabor-e-e-antisseptico-e-anestesico-natural/ Thu, 27 Jun 2019 07:00:06 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2324

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O cravo, também conhecido como cravo-da-índia, é uma especiaria nativa da Indonésia e usada no mundo inteiro para conferir aroma e sabor aos preparos, tanto doces quanto salgados. É um dos temperos mais empregados nos nossos doces juninos, trazendo um perfume característico ao arroz doce e à canjica, por exemplo.

Comumente usado inteiro, ou seja, na forma da gema floral seca, o cravo também é comercializado em pó. Dessa forma, porém, deve ser utilizado com mais cuidado, pois seu sabor é muito potente e pode sobressair aos demais alimentos da receita, dominando tudo e deixando um gosto desagradável.

O cravo é rico em óleos essenciais, como o eugenol, conhecido por suas propriedades antissépticas, antifúngicas, antivirais e anestésicas. Por isso, na medicina popular, por muito tempo foi usado para aliviar dores de dentes e ainda contribuir para um hálito fresco. Essa especiaria ajuda na circulação sanguínea, ativando o metabolismo e auxiliando a regular as taxas de colesterol, além de ajudar na digestão. Estudos apontam que o eugenol pode atuar ainda na prevenção de câncer do sistema digestório e combatendo a inflamação das articulações. O eugenol apresenta poder cicatrizante, sendo eficaz no combate e diminuição de bactérias bucais. Além disso, em termos medicinais, seus efeitos ajudam a tratar náuseas, gases e até diarreia. Por suas propriedades antibacterianas, o extrato obtido do cravo também pode reduzir o número de bactérias nocivas durante a armazenagem de bebidas, como sucos, leites e chás.

Em termos de saúde, o cravo ainda atua como expectorante – uma infusão feita com essa especiaria ajuda a aliviar a tosse e a soltar o muco dos pulmões. Só não exagere, pois é um condimento forte. Para quem está evitando o açúcar, o cravo, junto com a canela, agrega sabor e perfume e ajuda a diminuir o uso de açúcar nas receitas, como acontece com o uso de ervas e especiarias em pratos salgados, que auxiliam a usar menos sal nos preparos.

Usos do cravo na cozinha

Em termos culinários, o cravo é, como disse acima, muito usado para temperar doces, principalmente as frutas em calda e também arroz doce, canjica e outras sobremesas juninas cremosas. Combina com mingaus e purês e fica ótimo no curau de milho. Porém, também é uma delícia para aromatizar caldos caseiros de carnes, aves e legumes, trazendo antioxidantes e nutrientes. Bastam alguns cravinhos para agregar perfume e sabor aos preparos. Mesmo que seja na forma da flor seca, não precisa exagerar, para não deixar tudo com o gosto dessa especiaria.

Gosto de usar o cravo também numa mistura de condimentos para o preparo de ensopados, principalmente aqueles à base de legumes, carnes e aves. No curry indiano, com leite de coco ou creme de leite, fica delicioso. Caso implique em encontrar alguns cravinhos enquanto está comendo, pode colocar as especiarias todas num saquinho de gaze ou algodão fino e retirar o sachê após o cozimento. Fica ótimo também para condimentar sopas cremosas, carnes e legumes assados, principalmente se tiverem um caldo rico para hidratar tudo.

O cravo ainda faz parte de algumas misturas famosas de temperos, como a “cinq épices”, ou “cinco especiarias”, ao lado de pimenta de Sichuan, anis estrelado, canela e erva-doce. Entra ainda na composição dos curries e masalas indianos em pó, junto com especiarias como cúrcuma, gengibre, pimenta, cominho, pimenta da Jamaica, cardamomo, sementes de coentro, etc. Também é ingrediente fundamental no preparo do pão-de-mel – nesse caso, o melhor é usar a versão em pó, mas certifique-se de comprar uma especiaria de boa procedência, para garantir que haja apenas o cravo ali. E use com moderação!

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Estrogonofe é a cara do inverno, aprenda variações saborosas e nutritivas http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2019/06/22/estrogonofe-e-a-cara-do-inverno-aprenda-variacoes-saborosas-e-nutritivas/ Sat, 22 Jun 2019 07:00:42 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2315

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O estrogonofe é um prato de origem supostamente russa e que foi a estrela de muitas festas até a década de 1990. Depois, caiu num certo “esquecimento” gastronômico, até chegar aos dias atuais com cara de comida de casa e de conforto, daquelas que aquecem e nutrem. Com a chegada do inverno, o estrogonofe tradicional e suas variações é perfeito para trazer sabor e muitos nutrientes à mesa.

Pensando nisso, deixo abaixo algumas dicas para variar na receita básica, feita de creme de leite, carne, cebola e cogumelos, e torná-la ainda mais rica e nutritiva. Dá para fazer até versões vegetarianas ou com frutos do mar.

Varie na proteína

A base do estrogonofe clássico é uma carne magra. Como o molho é, geralmente, feito de creme de leite (ou creme azedo, que a gente não costuma usar por aqui), é necessário que o corte seja magro para que o resultado não seja gorduroso nem pesado demais. Por isso, o filé-mignon é o tipo mais indicado para fazer estrogonofe, mas ele também pode ser preparado com outros cortes bovinos, como coxão mole e alcatra. Esses são mais duros que o filé e exigem mais tempo de cozimento (pode diminuir o tempo colocando um pouquinho na pressão antes de adicionar os molhos e condimentos), mas o sabor não se perde. A carne é rica em proteínas, nutriente essencial para a construção de músculos e para o funcionamento como um todo do organismo. O creme de leite fornece gordura e um pouco de cálcio, ideal para a manutenção de ossos e dentes. E os cogumelos contribuem com umami natural, enriquecendo o molho, além de agregar proteínas.

Inclusive, para fazer uma versão vegetariana, os cogumelos frescos são ideais, pois trazem um sabor rico e agregam as proteínas para compor o prato principal. Se preferir continuar na linha carnívora, pode substituir a carne por peito de frango (os cortes com pele não ficam bons para estrogonofe) ou mesmo por frutos do mar, como camarão.

Vá além do creme de leite

Da mesma forma que ocorre com a carne, é possível substituir o creme de leite também por outras bases gordurosas. É importante usar um ingrediente untuoso para trazer cremosidade ao prato. Há quem substitua o creme por leite engrossado com alguma farinha ou amido, mas isso perde em termos de sabor. Porém, é uma forma de deixar o prato mais leve, caso precise diminuir a ingestão de gordura. Para versões vegetarianas, o creme feito de castanha de caju (castanhas deixadas de molho por cerca de 4 horas e batidas no liquidificador com um pouco de água nova até obter um creme) é excelente. Além de trazer a untuosidade necessária, ainda contribui com proteínas e gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, que ajudam a reduzir o colesterol “ruim” (LDL) e a preservar a saúde cardiovascular. Outra opção que traz um sabor bem delicado é o leite de amêndoas, rico em cálcio e magnésio, excelente para os que não consomem leite animal.

Capriche nos temperos

Um bom refogado de alho e cebola contribui para formar camadas de sabor necessárias para trazer mais riqueza ao estrogonofe. Há quem use apenas cebola, como pede a receita original, mas gosto de abrasileirar a receita e apostar nesses dois temperos básicos juntos. Além de saborosos, são excelentes para a saúde, pois ajudam a fortalecer a imunidade, trazendo mais de 30 substâncias denominadas “organossulfurados”, responsáveis pelo poder antioxidante desses alimentos.

Refogue os temperos em manteiga se quiser um sabor mais intenso de leite. Esse ingrediente ainda é naturalmente rico em vitamina A, que preserva a saúde dos olhos. Pode também usar o azeite de oliva, mas nesse caso o sabor do óleo ficará mais evidente (gosto de usar o azeite como base dos estrogonofes vegetarianos). Óleos vegetais, como o de girassol, são mais indicados para quem deseja um sabor bem neutro, e ainda contribuem com ácidos graxos poli-insaturados, que ajudam a preservar a saúde cardiovascular. A receita original não leva tomate, mas gosto de acrescentar um pouco de molho para trazer acidez (e os tomates ainda contribuem com licopeno, um poderoso antioxidante, que ajuda a prevenir doenças crônicas e câncer).

Se quiser adicionar ainda mais vegetais e camadas de sabor, refogue cubos mínimos de cenoura, salsão e alho-poró junto com o alho e a cebola e só depois acrescente a carne para dourar. Carnes, cogumelos e aves devem ser dourados antes de acrescentar o molho. No caso do camarão, que cozinha muito rápido, prepare o molho e só adicione os crustáceos no final. O estrogonofe de camarão é uma das minhas variações favoritas, gosto inclusive de acrescentar um pouquinho de pimenta dedo-de-moça picadinha, sem as sementes, para perfumar (e ela ainda ajuda a acelerar o metabolismo, além de trazer antioxidantes). O crustáceo, rico em zinco, deve ser acrescentado no final do cozimento, sem casca e sem cabeça e bem limpo (retire a tripinha com um palito de dente).

Para perfumar, use vários tipos de especiarias, de cravo e canela até mostarda em grãos. E finalize o prato com ervas frescas, como salsinha picada e tomilho, fica delicioso.

Seja criativo nos acompanhamentos

No Brasil, é costume servir batata palha, bem sequinha e crocante, além de arroz branco, para acompanhar o estrogonofe. Como é uma espécie de ensopado, ele combina muito com cereais, tubérculos e raízes, sabores neutros para complementar o molho intenso e perfumado. Se quiser evitar frituras, asse as batatas (ou um mix de batata e batata doce) em fatias grossas com azeite, alecrim e alho, temperadas com sal e pimenta-do-reino moída na hora. Deixe-as em forno médio-alto até ficarem bem douradas e crocantes e use-as como acompanhamento para o estrogonofe. Outra ideia é substituir o arroz branco por cuscuz marroquino, que é de fácil digestão e com sabor bem neutro e delicado. Há os que gostam até de servir o estrogonofe como molho para macarrão fresco ou integral. Nesse caso, dispense o queijo ralado e polvilhe o prato com bastante salsinha. Além do sabor fresco, essa erva contribui com cálcio, fibras e antioxidantes, ajudando ainda a digestão.

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Ícone das festas juninas, amendoim é rico em proteínas e protege o coração http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2019/06/20/icone-das-festas-juninas-amendoim-e-rico-em-proteinas-e-protege-o-coracao/ Thu, 20 Jun 2019 07:00:07 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2309

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O amendoim, assim como o milho, o pinhão e a batata-doce, é um dos ícones das festas juninas. Seja puro, torrado ou em receitas como paçoca e pé de moleque, essa leguminosa da família das fabáceas (a mesma dos feijões) brilha nas quermesses. Além de ser barato e fácil de encontrar, o amendoim também está na época, o que o torna ainda mais fresco e acessível.

Rico em proteínas, que ajudam a compor a massa muscular, o amendoim também fornece uma boa quantidade de ácidos graxos monoinsaturados, do tipo ideal para proteger a saúde cardiovascular e prevenir doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão e o câncer. Também é rico em substâncias antioxidantes, como o resveratrol, que trazem uma proteção extra para deixar as doenças crônicas afastadas.

Fonte de fibras, o amendoim prolonga a sensação de saciedade e ajuda a manter em dia a saúde dos intestinos. Por todas essas benesses, é um alimento que contribui para quem está em dietas de emagrecimento. Só não vale exagerar e ultrapassar o máximo de 30 gramas do alimento por dia, o que dá cerca de um punhado, pois esse é um alimento bastante calórico. Amendoim torrado, de preferência feito em casa, é perfeito para o lanche da tarde ou para incrementar pratos salgados e doces. Evite apenas os industrializados, que em geral contêm muito sódio, prejudicando os hipertensos, ou ainda podem ser carregados de corantes, açúcar e gorduras (alguns tipos de petiscos com amendoim são fritos em imersão e levam muito sal, nesses casos os benefícios acabam se perdendo um pouco).

Outra vantagem do amendoim é que ele contém minerais importantes para o bom funcionamento do organismo, como cálcio e fósforo, ideais para manter a saúde de ossos e dentes; magnésio, que atua no metabolismo; ferro para combater a anemia; e zinco, que beneficia o sistema cardiovascular e ainda contribui para prevenir o Alzheimer e outras doenças cerebrais degenerativas. Dentre as vitaminas, o amendoim fornece ainda as do complexo B, como a riboflavina (B2) e a tiamina (B1), que favorecem o metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas; e vitamina E, que atua como antioxidante.

Só fique de olho na hora da compra: o amendoim pode conter aflatoxina, uma substância que, ao longo do tempo, pode provocar danos hepáticos. Essa toxina é liberada por fungos que se desenvolvem caso o amendoim seja mal estocado. Assim, sempre que possível, procure na embalagem por selos de segurança que indiquem a qualidade do produto. Compre também o grão em pequenas quantidades, evitando estocá-lo por muito tempo no armário. Dessa forma, você garante que o amendoim esteja sempre fresco e seguro para consumo.

Amendoim na cozinha

O amendoim é um dos ingredientes mais versáteis de todos, brilhando em receitas doces e salgadas. Dos quitutes juninos, destacam-se a paçoca, o pé de moleque e o amendoim torrado, petisco que trafega bem das quermesses à happy hour.

Esse alimento pode ser consumido cru, in natura, tirado diretamente da casquinha, ou removido das cascas e torrado no forno. Depois de tostado, você pode temperar com o que quiser, desde um pouco de azeite com sal até misturas mais elaboradas, como curry, canela em pó, cardamomo, alecrim fresco ou seco, etc.

Com o amendoim torrado, você pode também produzir sua própria manteiga de amendoim. Basta bater os grãos tostados no processador com uma pitada de sal e um pouco de óleo (se quiser, use óleo de amendoim), até obter uma pasta. Essa manteiga é superproteica e um alimento ótimo para substituir a manteiga comum no café da manhã. Também fica excelente no preparo de doces, como brownie e biscoitos de chocolate, pois os sabores casam muito bem.

Os doces industrializados de amendoim costumam ter muito açúcar, mas é possível fazer receitas em casa que sejam mais equilibradas nos nutrientes. O amendoim torrado e moído vira uma farinha ótima para o preparo de bolos, cupcakes, tortas e pavês, e ainda pode ser usado para complementar mingaus e papas de aveia e outros cereais no café da manhã, além de polvilhados sobre saladas e pratos quentes, trazendo crocância e todas as benesses do amendoim para o prato.

Você gosta de amendoim? Qual é o seu prato junino preferido com esse alimento? Conte para mim! Estou no Instagram, me encontre por lá.

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