Menu do Dia http://menudodia.blogosfera.uol.com.br Menu do dia é o blog de culinária, receitas, gastronomia e nutrição, da jornalista e pesquisadora Luciana Mastrorosa. Aqui, você vai encontrar notícias, reflexões, receitas, degustações e muito mais sobre uma das melhores coisas da vida: comer. Sat, 30 May 2020 07:00:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Sugestões de pratos da cozinha alemã para você fazer em casa http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/05/30/gosta-de-comida-alema-veja-algumas-sugestoes-para-fazer-em-casa/ Sat, 30 May 2020 07:00:26 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3084

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Seguindo a nossa série semanal de comidas típicas, para aplacar as saudades dos restaurantes durante a quarentena, falamos hoje da cozinha alemã. É farta em embutidos e carnes defumadas, especialmente as salsichas (wurst) e linguiças. Ao lado desses pratos bem carnívoros, não podem faltar os acompanhamentos à base de batatas. E, claro, a cerveja!

Muitos acreditam que a cozinha alemã é meio pesadona, cheia de frituras, carnes gordas e molhos cremosos demais. Mas existem vários pratos fáceis de fazer e que são muito saborosos e nutritivos sem a necessidade de exagerar na gordura. A famosa kartoffelsalat – salada de batatas – é um exemplo, assim como o spätzle, uma espécie de “nhoque” à base de farinha de trigo.

Abaixo, deixo algumas ideias para fazer um almoço ou jantar alemão em casa. Se você curte salsichas e linguiças, prefira aquelas feitas artesanalmente, defumadas com lenhas de árvores frutíferas e sem muitos aditivos ou conservantes. São mais saborosas e podem fazer parte tranquilamente de uma dieta equilibrada. Vamos às ideias:

Salada de batatas (kartoffelsalat)

Nossa salada de batatas, tão comum nas mesas natalinas e nos churrascos, costuma levar bastante maionese e diversos legumes. Na Alemanha, algumas versões também levam maionese, mas a kartoffelsalat pode ser servida apenas com batatas cozidas temperadas com um molho mais ácido, à base de vinagre, mostarda e caldo de carne. Existem diversas formas de temperar as batatas. O importante é que sejam bem cozidas, em pedaços pequenos ou médios e, no caso dessa versão mais ácida, temperar os tubérculos ainda quentes. Nessa versão, a salada de batatas pode ser servida morna ou fria, acompanhamento perfeito para peixe frito, salsichas e linguiças grelhadas ou milanesas fininhos de lombo suíno (schnitzel).

Também pode-se acrescentar à salada bacon frito, em cubinhos, e pepinos em conserva picadinhos. Gosto de temperar com alho e cebola fritos em um pouco de óleo e derramar esse tempero ainda quente, com um pouco de caldo de carne ou legumes, sobre as batatas mornas. Finalizo com vinagre, salsinha bem picada e pedacinhos de bacon, pepino em conserva picado e alcaparras. Essa salada é uma delícia para servir nos dias mais frios, pois fica ótima consumida ainda morna. As batatas são boas fontes de carboidrato e, se temperar com alho, cebola e salsinha, terá ainda os compostos bioativos e antioxidantes que favorecem o organismo, acrescentando ainda fibras (e um pouco de cálcio presente na salsinha, que ainda é uma erva diurética). Para ficar ainda mais saborosa, capriche na qualidade do vinagre (se for artesanal, ele acrescenta ainda probióticos à dieta, favorecendo os intestinos) e também do caldo (veja aqui receitas de caldos caseiros para fazer em casa e congelar).

Salsichas temperadas com curry (currywurst)

Wurst é um termo meio genérico que engloba diversos tipos de salsichas, preparados com carnes e temperos variados. Podem ser de vitela, carne bovina, suína, ou uma mistura delas. Neste prato típico, as salsichas são grelhadas, podem ser fatiadas ou servidas inteiras e, sobre elas, vem um molho bem temperado à base de curry, uma mistura de especiarias.

Esse é um prato que fica delicioso para servir junto com batatas fritas, cozidas ou mesmo com a salada de batatas que mencionei acima. Para uma versão bem simples do molho, doure 1 cebola pequena picada em 2 colheres de sopa de manteiga com uma pitada de sal. Acrescente um pouco de caldo de carne caseiro, 2 colheres de sopa de ketchup, 2 colheres de sopa de molho barbecue e 1 colher (chá) de curry em pó. Acrescente sal e pimenta-do-reino preta moída a gosto e finalize com gotas de molho inglês.

Se estiver muito grosso, afine o molho com um pouco mais de caldo quente ou água. O curry é rico em cúrcuma, uma especiaria que é conhecida por seu alto poder antioxidante e anti-inflamatório, o que traz um benefício a mais para esse prato, rico em proteínas e gorduras. Na hora de servir, coloque o molho sobre as salsichas e polvilhe uma pitadinha a mais de curry. Fica uma delícia! Pode servir com pão, caso não queira as batatas.

Chucrute (sauerkraut)

Equilíbrio é tudo em termos de alimentação. Para compensar a quantidade de carnes e preparos ricos em gorduras, os alemães costumam consumir bastante chucrute, ou sauerkraut, que nada mais é do que uma conserva (idealmente, caseira e lactofermentada, rica em probióticos) feita com repolho.

É um acompanhamento que vai bem com vários pratos, mas é especialmente bom para fazer par com os mais pesados, como as salsichas, linguiças e cortes suínos defumados ou assados. Além de trazer uma acidez agradável, que combina com esses alimentos, o chucrute traz ainda bastante fibra, que contribui com o sistema digestório, e agrega vitamina C, antioxidante, que previne o envelhecimento precoce e ajuda no fortalecimento do sistema imunológico.

O repolho é um vegetal também rico em substâncias sulfurosas, que protegem o sistema digestório, em particular os intestinos. É barato, fácil de achar e, nessa forma fermentada, dura bastante na geladeira e traz sabores particulares e muito interessantes para os pratos.

Neste post que fiz sobre conservas caseiras, ensino uma receita fácil para preparar repolho fermentado em casa. Leva só repolho, salmoura e tempo (e temperinhos, se quiser).

Nhoque de trigo (spätzle)

O spätzle é um prato muito delicado e saboroso. É uma espécie de nhoque feito de farinha de trigo e ovos. Os ovos são bem batidos e a farinha é adicionada aos poucos, até se obter uma massa mole. Para uma receita que serve seis pessoas, você pode usar quatro ovos, quatro xícaras de chá de farinha de trigo, uma xícara de chá de água e uma colher de chá de sal. O importante é misturar os ovos e a farinha primeiro e ir adicionando a água, temperada com o sal, aos pouquinhos, até adquirir a consistência desejada.

Enquanto estiver preparando a massa, coloque água para ferver numa panela com um pouco de sal. Quando a massa estiver bem uniforme, com uma textura parecida com a de massa de bolinho de chuva, vá despejando-a aos poucos sobre a água fervente, com uma colher pequena. Quando os fiozinhos de massa começarem a boiar na água fervente, estão prontos. Só escorrer e colocar numa tigela, onde receberão o molho desejado.

Existem acessórios especiais para fazer os spätzle, mas você pode prepará-los dessa maneira rudimentar, com a colher, ou usar até um ralador de queijo, na parte dos furos maiores, e ir despejando a massa sobre o ralador, em cima da água fervente. Uma vez cozidos, os spätzle podem receber qualquer tipo de molho. O mais básico é apenas misturar um pouco de manteiga e finalizar com pimenta-do-reino, sal a gosto (se precisar) e, se gostar, queijo ralado e ervas picadas, como salsinha. São ricos em carboidratos, ou seja, fornecem bastante energia, por isso esses nhoques alemães podem ser servidos no lugar do arroz, do macarrão e da batata, como acompanhamento.

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Cardamomo é digestivo, perfumado e refresca o hálito, veja como usar http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/05/28/cardamomo-e-digestivo-e-refresca-o-halito-veja-como-usar/ Thu, 28 May 2020 07:00:33 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3076

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O cardamomo é uma especiaria muito usada na culinária indiana, para aromatizar diversos pratos, inclusive sobremesas. É considerado, ao lado do açafrão verdadeiro e da baunilha, um dos temperos mais caros do mundo.

Por aqui, encontra-se o cardamomo vendido em bagas, com as sementinhas pretas aglomeradas dentro delas, ou em pó. Prefiro sempre comprar o cardamomo em bagas, pois dura mais tempo e seu aroma e sabor são mais potentes. As sementes pretas do cardamomo são extremamente aromáticas: tente morder numa delas para sentir o perfume intenso que solta. É uma especiaria considerada quente e levemente picante, como a canela, por isso cai tão bem em pratos para aquecer nos dias frios.

Em termos de benefícios, o cardamomo é muito usado tradicionalmente para refrescar o hálito e dar a sensação de que a boca está limpa. Basta mascar algumas sementinhas para sentir a ação. Na Índia, até hoje muitas pessoas mantêm esse hábito. É considerado também antisséptico e digestivo, além de rico em antioxidantes, que favorecem a circulação sanguínea e protegem a saúde cardiovascular.

De origem asiática, o cardamomo é parente do gengibre e seu aroma rico deve-se à boa quantidade que possui de compostos aromáticos, como terpenos de características florais, frutadas e doces, e também o cineol, que lembra o perfume do eucalipto, bem penetrante.

É usado em pequenas porções nos preparos, para liberar seu sabor e perfume. Assim, contribui com fibras, que favorecem o sistema digestório; minerais como cálcio e fósforo, bons para a saúde dos ossos e dentes; magnésio, que ajuda o sistema nervoso a funcionar bem; e bastante potássio, ótimo para hipertensos e praticantes de atividades físicas. Também oferece um pouco de vitamina C, que age com antioxidante e ajuda a manter o sistema imunológico em dia, e vitaminas do complexo B, que atuam beneficamente sobre o metabolismo.

Cardamomo: usos culinários

Como mencionei mais acima, essa especiaria é largamente usada na culinária indiana. Uma das sobremesas clássicas dessa cozinha é o gulab jamun, bolinhas feitas de leite e cozidas numa calda aromatizada com sementinhas de cardamomo. Trazendo para a nossa realidade, pense em fazer uma calda de açúcar temperada com cardamomo para cozinhar frutas como banana-da-terra, morangos, pera dura, própria para doce, ou mesmo maçãs pequenas. São sobremesas simples, nutritivas, que trazem os benefícios das frutas e, ainda, podem ser servidas quentes, o que é ótimo nesses dias em que as temperaturas começam a baixar por aqui.

Em pratos salgados, você pode usar as sementinhas inteiras, retiradas das bagas (descarte as cascas), ou tostá-las ligeiramente, em fogo baixo, até desprenderem o aroma. Feito isso, amasse-as num pilão até obter um pó e use na receita. Gosto de usar o cardamomo para preparar cozidos de grãos, como feijões, ou de legumes, com ou sem carne, e também uma pitada em sopas e em pratos à base de arroz.

Pode ser usado para aromatizar sucos e chás. Acrescente algumas sementinhas dessa especiaria na hora de preparar seus chás e infusões favoritos, como mate, camomila, chá preto, etc. Traz um aroma maravilhoso e ainda contribui para combater a tosse, especialmente se for servido com mel puro (dizem também que a infusão feita com cardamomo ajuda a relaxar e combater dores de cabeça).

Fica delicioso para aromatizar pudins e sobremesas cremosas, como pannacotta (à base de creme de leite fresco, açúcar e gelatina sem sabor), sorvetes e picolés caseiros (principalmente aqueles que levam leite em sua composição), na salada de frutas e também no preparo de bebidas típicas desta época do ano, como quentão e vinho quente ou ainda o tradicional “golden milk”, que leva cúrcuma e leites vegetais. Veja aqui receitas de bebidas quentinhas com especiarias e experimente o cardamomo.

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Saudade de ir a restaurantes árabes? Aprenda a fazer pratos simples http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/05/23/saudade-do-restaurante-aprenda-a-fazer-pratos-simples-da-cozinha-arabe/ Sat, 23 May 2020 07:00:06 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3065

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Em tempos de isolamento social, uma das coisas que mais fazem falta são os restaurantes. Delivery ajuda, mas sempre bate aquela saudade de uma comida diferente, poder sentar e degustar sabores de outras culturas. Para ajudar a amenizar isso, vamos fazer uma série de posts temáticos, com pratos típicos de cozinhas variadas. Hoje, começamos com a rica culinária árabe, representada no Brasil pelos sírios, libaneses e tantos outros povos que vieram para cá e ajudaram na formação da nossa cozinha.

Alguns itens típicos de uma refeição de influência árabe são as pastinhas como babaganuche, homus e coalhada seca, acompanhadas sempre de um pãozinho achatado, chamado popularmente de “pão sírio”, que pode ser tostado ou não. Além disso, não pode faltar o quibe, preparado com hortelã e trigo grosso, que pode ser servido cru, assado ou frito. Vamos lá:

Homus e babaganuche

Essas pastinhas clássicas de qualquer restaurante de comida árabe podem ser preparadas em casa com relativa facilidade. O que não pode faltar, em ambas, é o tahine, a pasta de gergelim, que traz um sabor típico e ainda contribui com proteínas e gorduras de qualidade.

A base do homus é o grão-de-bico cozido, com ou sem casca, batido no liquidificador ou processador com tahine, suco de limão, alho cru, sal e um pouco de azeite de oliva. Se gostar, pode adicionar pimenta-do-reino moída na hora.

Costumo usar 2 xícaras (chá) de grão-de-bico cozido, 1 colher (sopa) de tahine e 1 colher (sopa) de azeite, além de gotas de limão e 1 dente de alho picado miudinho, mas ajuste as quantidades de acordo com o seu gosto. Se gostar muito de alho, por exemplo, pode adicionar mais. Também pode agregar um pouco da água do cozimento do grão, caso queira um homus mais lisinho e fluido. Ajuste o sal ao final do preparo.

Além de ser deliciosa, essa receita contribui com fibras, bastante proteína, gorduras de alta qualidade, que favorecem o sistema cardiovascular, e, ainda, o alho, que tem substâncias que fortalecem o sistema imune. Se gostar, pode finalizar com ervas picadas, como a salsinha que, assim como a pasta de gergelim, oferece cálcio, bom para ossos e dentes.

O babaganuche tem a estrutura parecida com a do homus, com a diferença de que o ingrediente principal é a berinjela. Por isso, é menos calórico que a pastinha feita com o grão-de-bico, mas também tem bastante fibras, as proteínas e gorduras boas do tahine, a vitamina C do suco de limão e os ácidos graxos monoinsaturados do azeite, que protegem o coração.

Para fazer o babaganuche, asse as berinjelas inteiras, com casca e tudo, no forno, até ficarem macias. Retire-as e deixe esfriar. Então, abra as berinjelas, remova o excesso de sementes, se houver, e coloque apenas a polpa raspada numa tigela. Para cada duas berinjelas, uso 2 colheres (sopa) de tahine, suco de limão e sal a gosto, 2 colheres (sopa) de azeite e 1 dentinho de alho picado.

Novamente, ajuste as quantidades de acordo com seu gosto –tem gente que coloca mais tahine, por exemplo, para ficar bem cremoso. Pode amassar tudo muito bem com o garfo ou bater rapidamente no liquidificador ou no processador. Gosto de finalizar o babaganuche com mais um fio generoso de azeite e algumas sementinhas de gergelim.

Coalhada seca

A coalhada seca nada mais é do que um iogurte natural, caseiro, integral, dessorado. Ou seja, que teve o seu soro removido até obter um creme branco bem grosso e agradavelmente ácido. É comumente servida junto com o homus e o babaganuche.

O importante é se preparar com antecedência, porque a coalhada não é difícil de fazer, mas exige tempo. Comece pelo iogurte, misturando 2 litros de leite integral, fervido e deixado na panela até amornar, com um copo de iogurte natural integral sem sabor em temperatura ambiente (pode usar também aqueles sachês de fermentos lácteos; nesse caso, siga as quantidades e instruções do fabricante). Depois de misturar bem o leite morno com o iogurte, coloque num recipiente com tampa, cubra com um pano e mantenha reservado em local quentinho (como o forno desligado, por exemplo), de um dia para o outro.

No dia seguinte, o iogurte estará pronto. Para se transformar em coalhada, coloque-o num pano limpo, usado só para isso, sobre um escorredor de macarrão ou peneira grande. Feche o pano, como se fosse um embrulho, e coloque o recipiente sobre uma tigela grande, sem deixar encostar no fundo, de modo que o soro possa escorrer pelos furos.

Deixe uma noite dessorando. No dia seguinte, abra ao pano, descarte o soro e tempere a coalhada com sal. Mantenha em geladeira até a hora de servir, fica uma delícia com um fio generoso de azeite por cima. Esta é uma receita que fornece muito cálcio, proteínas, gorduras e, também, lactobacilos, que favorecem a microbiota intestinal.

Quibe de todo jeito

Esse é um salgado clássico da culinária árabe que foi completamente incorporado à culinária brasileira. Pode ser servido como petisco, entrada ou prato principal, trazendo a riqueza das proteínas da carne, as fibras em abundância do trigo e, também, o frescor da hortelã, além dos antioxidantes e compostos que favorecem a saúde, presentes no alho e na cebola usados para temperar.

Para 500 gramas de carne bovina (costumo usar patinho moído duas vezes, por ser mais magro), acrescento 1 xícara (chá) de trigo para quibe previamente hidratado com água morna (na mesma quantidade), 1 xícara (chá) de hortelã fresca picada, 1 cebola pequena picada em cubinhos e 4 dentes de alho picados em cubinhos também. Misture tudo muito bem, adicione sal e pimenta a gosto (ou pimenta síria, para um perfume a mais) e sirva dessa forma, cru, com bastante azeite de oliva e gotas de limão. Ou separe em porções menores, no formato típico de quibe, e frite-as em óleo vegetal bem quente, numa frigideira funda, até ficarem dourados.

Se preferir, pode colocar essa massa deliciosa numa bandeja untada com manteiga e fazer fatias transversais com uma faca. Adicione duas colheres (sopa) de manteiga, cubra com papel-alumínio e leve ao forno médio/alto por cerca de 20 minutos, até a carne ficar bem cozida. Retire o alumínio e deixe no forno mais um pouco, até dourar e secar o líquido. Sirva com salada, pão sírio e as pastinhas, é delicioso! Essas receitas são bem básicas, o importante é ajustar os temperos ao seu gosto. Se quiser uma massa com mais liga, pode adicionar um ovo, especialmente para os quibes frito e assado. Além disso, pode adicionar nozes picadas, salsinha e o que mais quiser.

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Gosta de kiwi? Começou a temporada dessa fruta rica em vitamina C http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/05/21/gosta-de-kiwi-comecou-a-temporada-dessa-fruta-rica-em-vitamina-c/ Thu, 21 May 2020 07:00:43 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3059

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Quando a gente pensa em frutas que fornecem bastante vitamina C, geralmente lembramos dos cítricos, como limão e laranja. Mas o kiwi, essa fruta de aparência exótica e sabor bem característico e ácido, é fonte importante dessa vitamina. Agora, começa a temporada dos kiwis, uma fruta excelente para ser consumida in natura ou complementando pratos salgados e doces.

De formato ovalado, com pele fina e marrom recoberta por uma “penugem”, e interior bem verde e suculento, pontilhado com inúmeras sementinhas pretas, o kiwi, ao que tudo indica, tem origem chinesa. Mas foram os neozelandeses que batizaram a fruta com esse nome, nos anos 1970, e a introduziram no mercado mundial. Hoje, no Brasil, algumas marcas, como a Zespri, importam variedades diferentes de kiwi, como a amarela por dentro, bem doce, também chamada de SunGold.

Além de ser fonte de vitamina C, o kiwi também é uma fruta rica em fibras e cálcio. As fibras ajudam o sistema digestório a funcionar melhor, especialmente os intestinos, e o cálcio, junto com o fósforo, fortalece ossos e dentes. Fornece ainda uma quantidade bastante significativa de potássio, o que a torna uma fruta excelente para os hipertensos e praticantes de atividades físicas, e carotenóides, que agem como antioxidantes, evitando a inflamação no organismo, e são precursores de vitamina A, que protege a pele, os olhos e a visão.

Outro fator interessante é que o kiwi apresenta uma enzima chamada actinidina. Essa enzima ajuda na digestão, principalmente de proteínas. Por isso, a fruta pode interferir em outros ingredientes, quando usada em uma receita, e pode causar irritação em peles mais sensíveis (tem gente que sente a boca “pinicar” ao comer a kiwi). Se a fruta for cozida, como em geleias ou compotas, a enzima é inativada, mas, dessa forma, ela perde um pouco da sua cor tão atraente. Quando transformado em suco ou purê e consumido puro, esses cristais podem se tornar irritantes para a boca e a garganta, em pessoas com essa sensibilidade.

Como usar o kiwi na cozinha?

Por ser uma fruta muito atraente depois de descascada e cortada em rodelas, o kiwi é muito usado para finalizar pratos salgados e compor sobremesas, geralmente frias.

Pode ser usado em geleias e compotas? Sim. Mas seu frescor e sua cor vibrante se perdem um pouco. Por isso, prefiro usá-lo cru, descascado e cortado da forma que achar melhor, para montar sobremesas e incrementar saladas de folhas ou compostas, como aquelas que levam cereais cozidos, vinagretes e ceviches.

Nas sobremesas, o kiwi, por ser bem azedinho, contrasta superbem com tortas de massa amanteigada e crocante, cobertas com creme de baunilha e finalizadas com fatias bem frescas da fruta. Você pode, também, montar uma sobremesa bem fácil, como uma espécie de pavê, numa taça grande, alternando camadas de farofinha doce de castanhas tostadas com farinha de trigo, manteiga e açúcar, mais sorvete ou chantili e pedaços da fruta. Fica uma delícia!

Gosto ainda de usar o kiwi em saladas de frutas (combina muito bem com frutas bem doces, como a manga) ou de usá-lo na finalização de bolos de festa, especialmente aqueles cobertos com bastante creme batido. Pode usar a fruta picada no recheio também, junto com creme de confeiteiro. Fica bem refrescante.

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Faça bolos simples para o lanche com ingredientes que você tem em casa http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/05/16/aprenda-a-fazer-bolos-simples-com-ingredientes-caseiros-para-o-lanche/ Sat, 16 May 2020 07:00:37 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3046

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Fim de semana chegou e o friozinho também (pelo menos, aqui em São Paulo). Nada melhor que um bolo quentinho, saído do forno, para o lanche da tarde. Todo mundo adora! Melhor ainda se for recheado de ingredientes deliciosos e nutritivos e, principalmente, que dêem pouco trabalho. Porque a louça parece se multiplicar em progressão geométrica durante a quarentena…

Reuni aqui algumas ideias de bolos simples, mas que você pode fazer em casa e até congelar. Levam ingredientes do dia a dia, como cenoura, laranja, especiarias. Só escolher o que mais lhe agrada e partir para a ação. Vamos lá?

Clássico: bolo de cenoura com cobertura de chocolate

Este é um bolo que todas as crianças adoram. E é uma forma mais apetitosa de ingerir legumes – no caso, a cenoura, rica em betacarotenos, antioxidantes que ajudam a deixar a pele com saúde e também protegem os olhos e a visão. Não é um bolo particularmente calórico, pois não leva quantidades absurdas de açúcar nem de óleo. Além disso, a cobertura pode ser feita com cacau ou chocolate em pó, o que rende um teor ainda mais elevado de antioxidantes e de teobromina, que ajuda a trazer bem estar. Fora isso, as cenouras contribuem com fibras, ou seja, ajudam a manter o sistema digestório em ordem. Se quiser, pode trocar os derivados de leite por leites vegetais, óleo de coco, etc.

Ingredientes do bolo:

2 cenouras grandes ou 3 médias picadas
3 ovos
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (café) de óleo
2 ½ a 3 xícaras (chá) farinha

Ingredientes da cobertura:

1 xícara (chá) de leite ou leite vegetal
2 colheres (sopa) de cacau ou chocolate em pó
4 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga

Modo de preparo do bolo:

Bata os ingredientes no liquidificador, menos o açúcar, a farinha e o fermento. Despeje a mistura líquida numa tigela e adicione o açúcar e a farinha peneirados. Se a massa estiver muito mole, coloque mais farinha. Adicione o fermento ao final. Coloque a massa numa forma untada e enfarinhada e asse no forno médio, a 180oC, até ficar dourado.

Modo de preparo da cobertura:

Enquanto o bolo assa, misture todos os ingredientes da cobertura numa panela pequena e leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até obter uma calda espessa. Despeja-a sobre o bolo, ainda quente, logo depois de sair do forno. Deixe amornar e sirva.

Para um show de especiarias: bolo pão de mel

Este bolo é muito especial porque deixa um aroma delicioso na casa toda enquanto está no forno. Culpa da grande quantidade de especiarias que carrega, como a noz-moscada, a canela e o cravo. Para um melhor resultado, use todos esses temperos em pó. Eu gosto de cobrir o pão de mel com chocolate meio-amargo, pois tem um teor mais elevado de cacau e não leva leite. Mas pode usar aquele que preferir. As especiarias ajudam em diversos processos no organismos: favorecem a digestão, têm ação antifúngica e antimicrobiana e, ainda, são ricas em antioxidantes, ajudando a manter a inflamação longe do organismo.

Ingredientes para o bolo:

3 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de mel
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de leite ou leite de amêndoas
2 colheres (sopa) de manteiga ou óleo de coco em temperatura ambiente
2 ovos
1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de noz-moscada ralada
1 colher (chá) de cravo em pó
1 colher (sopa) de canela em pó
Manteiga e farinha de trigo ou de rosca para untar e enfarinhar a forma

Ingredientes para a cobertura:

300 gramas de chocolate ao leite ou meio-amargo derretido (ou a gosto)

Modo de preparo:

Unte uma assadeira rentagular ou redonda, média, com manteiga e polvilhe-a com farinha. Preaqueça o forno a 180o C. Em uma tigela, coloque o açúcar, o mel, a manteiga e os ovos e bata muito bem na batedeira até obter uma mistura uniforme. Acrescente, alternadamente, o leite e a farinha de trigo, sem parar de bater. Adicione o bicarbonato e as especiarias e misture tudo delicadamente, fora da batedeira, com uma espátula. Transfira a massa para a assadeira e leve ao forno. Asse por cerca de 15 minutos a 180o C. Depois, abaixe a temperatura para o mínimo e asse por mais cerca de 20 minutos. Retire o bolo do forno, deixe amornar e passe uma faca nas laterais para soltar a massa. Quando esfriar, pode desenformar. Corte o bolo em fatias, passe-as no chocolate previamente derretido (em banho-maria), coloque-as numa travessa forrada com papel-manteiga e reserve até o chocolate endurecer. Está pronto para servir.

Simples e básico: quatre quarts com limão

Este bolo é pequenino, mas faz um sucesso danado. Também conhecido como “poundcake”, é uma receita que combina bastante manteiga, rica em vitamina A (que favorece os olhos e a visão), com ovos, farinha, açúcar e fermento. O toque especial fica por conta do limão, que entra como suco e também com as raspas da casca. Os óleos essenciais do limão trazem um aroma delicioso para este bolinho, que fica incrível servido morno, com sorvete.

Ingredientes:

120 gramas de manteiga
120 gramas de açúcar
2 ovos grandes
120 gramas de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de fermento químico em pó
Manteiga e farinha de trigo quanto bastem para untar e enfarinhar

Modo de preparo:

Derreta a manteiga em fogo baixo. Numa tigela, bata os ovos com o açúcar e acrescente a manteiga derretida. Então, peneire a farinha de trigo e o fermento sobre essa mistura líquida. Mexa bem. Adicione as raspas da casca de um limão e o suco dessa fruta. Misture novamente e leve para assar em forma de bolo inglês (aquelas retangulares pequenas), untada e enfarinha, no forno mais baixo possível. Quando estiver firme e dourado, retire do forno, deixe esfriar e sirva em fatias.

Bolo de laranja de liquidificador

Considero este bolo uma preciosidade da cozinha brasileira. É simples, barato, fácil de fazer e todo mundo ama, porque é azedinho e doce ao mesmo tempo. A laranja, por ser usada inteira na receita, traz um bom aporte de fibras, ajudando os intestinos a funcionarem melhor. Além disso, é fonte de vitamina C – mesmo que vá ao forno, o suco de laranja que cobre o bolo é fresco, ou seja, mais antioxidantes e essa vitamina ótima para fortalecer o sistema imunológico. Além disso, é uma receita que não leva leite, ou seja, pode ser consumida sem problemas por alérgicos a esse alimento ou intolerantes à lactose.

Ingredientes:

3 ovos (claras e gemas separadas)
1 xícara (chá) de açúcar
1 laranja pera bem fresca, madura e firme
2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (café) de óleo vegetal
1 colher (sopa) de fermento químico em pó
Manteiga e farinha de trigo quanto bastem para untar e enfarinhar
1 xícara (chá) de suco de laranja e 1 colher (sopa) de açúcar para umedecer o bolo

Modo de preparo:

Corte a laranja inteira em quatro partes, com casca e tudo. Retire apenas as sementes e a membrana branca interna. Coloque os pedaços de laranja no liquidificador e bata-os bem com as gemas e o óleo. Em separado, bata as claras em neve numa tigela e reserve. Coloque a mistura de laranja batida numa tigela e acrescente o açúcar e a farinha de trigo peneirados. Adicione as claras em neve e misture delicadamente. Acrescente o fermento e mexa com cuidado. Despeje a massa numa forma média, previamente untada e enfarinhada, e asse em forno médio, a 180o C, até ficar dourado e firme. Retire o bolo do forno e despeje a mistura de suco de laranja e açúcar, para deixá-lo úmido. Sirva em quadradinhos. Se quiser, polvilhe com canela ou açúcar de confeiteiro.

Você curte bolos simples? Qual o seu favorito? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

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Cominho é digestivo e ajuda no combate à hipertensão, veja como usar http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/05/14/cominho-e-digestivo-e-ajuda-no-combate-a-hipertensao-veja-como-usar/ Thu, 14 May 2020 07:00:33 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3037

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Você costuma usar cominho na cozinha? Pois saiba que esse tempero é um dos mais antigos usados pela humanidade. Há registros de seu uso pelos egípcios, na Antiguidade. Nas mesas de gregos e romanos, também era muito apreciado: costumava ser servido à mesa, para finalizar os pratos, assim como fazemos hoje com a pimenta-do-reino.

Na Idade Média, porém, ele passou a ser bem menos utilizado. Hoje em dia, é uma especiaria indispensável nos pratos mexicanos (herança dos espanhois), e ainda nos países do norte da África, no oeste asiático e na Índia. Tem um sabor e aroma particulares, e muitos o rejeitam justamente por conta dessa característica, assim como ocorre com o coentro. Mas essas sementes, inteiras e desidratadas, ou em pó, são deliciosas em alguns pratos, além de muito nutritivas.

Em termos de aroma, apresenta notas muito frescas, de pinho, atribuídas ao cumaldeído, que lembra a essência de amêndoas amargas (ricas em benzaldeído).

Já em questões de nutrição, é importante destacar que esse tempero é riquíssimo em potássio, por isso ajuda a regular a pressão arterial e a combater, e até prevenir, problemas na circulação e no sistema cardiovascular. Tem ainda fibras, que favorecem a digestão e os intestinos, e uma boa quantidade de cálcio e fósforo, que protegem ossos e dentes, ferro, que evita a anemia, vitaminas do complexo B, que favorecem o metabolismo como um todo, e carotenóides, precursores de vitamina A, que atuam como antioxidantes e ainda ajudam a manter a saúde dos olhos e da visão. Tempero poderoso!

Cominho na cozinha

Porém, é importante lembrar que, apesar de seus inúmeros benefícios, essa especiaria realmente tem sabor e aroma muito marcantes. Por isso, em geral, uma colher de chá do cominho moído é suficiente para temperar os pratos. Isso varia de paladar para paladar e de cultura para cultura, mas, se você nunca usou, comece devagar.

Se tenho um bom fornecedor, costumo comprar o cominho já moído –e tento usar rápido porque, dessa forma, ele oxida com maior velocidade, o que diminui o seu tempo na prateleira. Quando consigo, compro em sementes e costumo tostá-las ligeiramente na frigideira, sem nada, em fogo baixo, até liberarem seu aroma delicioso. Então, soco-as num pilão, até virarem pó, e uso nas receitas.

Um prato maravilhoso e simples que usa cominho é o chili com carne, receita mexicana/texana. Basta refogar carne moída com alho e cebola, num pouco de óleo vegetal, e adicionar molho de tomate, feijão já cozido, pimenta a gosto e cominho. Fica incrível e dá um toque realmente diferente! Se quiser melhorar ainda mais, cubra com queijo ralado e leve para gratinar no forno antes de servir. Gosto de acompanhar com tortilhas ou salgadinhos de milho e pimenta jalapeño em conserva, que são menos picantes e mais saborosas.

Cominho também combina com carnes de sabor forte, como a bovina e alguns cortes suínos, como a costelinha. Gosto de usar esse tempero quando preparo curries e ensopados com carnes e legumes, ele traz uma camada a mais de sabor.

Em termos de peixes, uso o cominho também em moquecas e pescados ensopados, com molho de tomates e batatas. Às vezes, gosto de colocar uma pitada também na sopa, seja de legume, como o creme de abóboras, seja na canja. Mas vai do gosto. Se fizer batatas assadas com azeite, alho, sal e pimenta-do-reino, experimente usar um pouco de cominho, esfregando bem nas batatas cortadas, no lugar das ervas. Fica ótimo!

E, se tiver um simples filé de peixe, como saint-peter (tilápia), tempere com cominho, sal, pimenta, azeite e gotas de limão antes de empanar e fritar. Fica delicioso!

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Farinhas de castanhas são proteicas e ajudam na low carb, aprenda a fazer http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/05/09/farinhas-de-castanhas-sao-proteicas-e-ajudam-na-low-carb-aprenda-a-fazer/ Sat, 09 May 2020 07:00:33 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3029

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Para quem segue a dieta low carb, ou seja, aquela que restringe a ingestão de carboidratos, as farinhas de castanhas – como amêndoas e castanhas de caju – podem ser uma boa ideia na hora de enriquecer pães, bolos e outros preparos à base de farinha de trigo.

Esse tipo de farinha está disponível para compra, geralmente a granel, em lojas de produtos naturais, mercearias e empórios. Mas também dá para fazer em casa, acaba saindo mais barato e você terá um produto mais fresco em mãos para usar como quiser.

As mais comuns de encontrar são a de amêndoas, a de castanha de caju e a de amendoim (que é, na verdade, uma leguminosa da família das fabáceas, a mesma do feijões, porém é rico em gorduras e proteínas, parecendo-se bastante com as castanhas).

A amêndoa é bastante proteica e rica em gorduras boas, que fazem bem ao sistema cardiovascular. Como toda castanha, é bastante calórica, ou seja, a farinha elaborada com essas sementes também são. Porém, é uma fonte ótima de fibras, cálcio e magnésio, dois minerais importantíssimos para a saúde do organismo, além de potássio, bom para os hipertensos, e fósforo que, em conjunto com o cálcio, protege os ossos e dentes. O único senão é que as amêndoas, de todas as opções que falarei aqui, costumam custar mais caro, por serem, em geral, importadas. Por isso, fazer a farinha delas em casa também pode sair mais barato.

O amendoim, das três opções, é o mais barato e acessível. Como já comentei neste post, essas sementes são proteicas também e fornecem uma boa quantidade de ácidos graxos monoinsaturados, do tipo ideal para proteger a saúde cardiovascular e prevenir doenças crônicas não transmissíveis. Também oferece antioxidantes, como o resveratrol, que trazem uma proteção extra contra doenças crônicas.

E a castanha de caju, além de ter um sabor delicioso, dependendo da região do Brasil onde você mora, pode ser mais acessível em termos de preços. Comparativamente, ela tem menos cálcio que as amêndoas, mas oferece bastante magnésio, que atua no metabolismo, e ainda tem mais potássio e fósforo, sendo igualmente rica em proteínas e gorduras de boa qualidade.

Farinhas de castanhas: como fazer e usar

O primeiro passo para fazer sua própria farinha de castanhas é comprar o ingrediente principal in natura, ou seja, sem ser torrado nem salgado. Com as amêndoas cruas, o primeiro passo é remover a pele. Para isso, basta colocá-las em água fervente e deixá-las de molho por alguns minutos. Depois disso, escorra a água, deixe amornar e retire a pele das amêndoas apertando-as entre os dedos, ela sai inteira. Feito isso, é preciso tostar um pouco as amêndoas, para que percam a umidade. Pode fazer isso numa frigideira grande. Quando começarem a chiar, mas sem ganhar cor, retire-as do fogo e bata-as num processador ou liquidificador até obter uma farinha grossa, com textura de areia. Volte à frigideira, em fogo baixo, apenas para secar mais um pouco a farinha, mas sem deixar pegar cor. Deixe a farinha esfriar e guarde-a num pote de vidro bem limpo e seco, fechado, ao abrigo da luz e da umidade. Dura bastante tempo!

Para a farinha de amendoim, é preciso remover a pele. Eu acho mais fácil comprar o amendoim já sem pele, porém cru e sem sal. O processo é igual ao da farinha de amêndoas: tostar os amendoins, batê-los no processador, voltar a farinha para o fogo baixo para secar e guardar da mesma forma.

A castanha de caju vem naturalmente sem pele. Se puder comprá-la crua e tostá-la em casa, como nos casos anteriores, melhor. Caso não seja possível, compre as castanhas de caju torradas, mas sem sal, e bata-as diretamente no processador de alimentos ou liquidificador, até obter uma textura de areia. Se estiver muito úmida, volte ao fogo baixo por pouco tempo, apenas para deixá-la um pouco mais seca, e guarde num recipiente de vidro, com os mesmos cuidados que citei anteriormente.

Esse tipo de farinha é base para uma infinidade de receitas, principalmente doces. Os macarons franceses, por exemplo, são feitos tradicionalmente de farinha de amêndoas, mas a de castanha de caju substitui superbem.
Essas farinhas não contêm glúten, pois não são feitas de cereais como o trigo. Então, os bolos e pães que levam apenas esses ingredientes não crescem tanto. Mas, em compensação, ficam bastante úmidos, molhadinhos, porque essas farinhas soltam sua gordura e deixam a massa com uma textura agradável.

Além disso, você pode usar essas farinhas para complementar outras receitas, como farofas salgadas e doces, coberturas de bolos e pães, trazendo mais proteínas e fibras para as frutas picadas matinais… Ou ainda substituindo uma parte da farinha de trigo em panquecas e crepes, bolos, muffins, pãezinhos salgados de minuto, etc.

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Parecida com orégano, manjerona tem sabor suave e fresco, veja como usar http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/05/07/parecida-com-oregano-manjerona-tem-sabor-suave-e-fresco-veja-como-usar/ Thu, 07 May 2020 07:00:24 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3019

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Já provou manjerona? Quando desidratada, sua aparência lembra muito a do orégano, mas o sabor e o aroma são muito mais sutis, frescos, até com notas florais. De fato, são plantas parecidas, que resultam em ervas que podem ser usadas em muitos preparos culinários. Ao contrário do orégano, cujo cheiro fica muito mais intenso depois de secar a erva, a manjerona mostra a delicadeza de seu aroma floral mais quando está fresca, porém não é tão fácil de achar (a menos que você a cultive em casa, em vasinhos).

Como é usada em pequenas quantidades, a manjerona não chega a ser uma fonte de energia, mas fornece um pouco de fibras e de antioxidantes –neste caso, principalmente pela presença de compostos fenólicos. Também possui minerais, como cálcio e fósforo, protetores dos ossos e dentes, além de bastante potássio, que ajuda a regular a pressão arterial e a evitar câimbras, especialmente para os que praticam esportes ou trabalhos intensos. Mesmo desidratada, contribui com um pouco de vitamina C, que também é antioxidante (e ajuda a manter o sistema imunológico em dia), e carotenoides, que ajudam a proteger a visão.

Atualmente, é possível encontrar em lojas de produtos naturais o óleo essencial obtido dessa erva, usado em aromaterapia. Atribuem-se a ele propriedades calmantes e relaxantes. Porém, na cozinha doméstica esse tipo de óleo essencial não é utilizado, sendo seu uso mais comum na indústria alimentícia, principalmente por suas qualidades antioxidantes e antimicrobianas (ou seja, ajudam a evitar que os alimentos estraguem muito rápido, aumentando o tempo de prateleira).

Usos da manjerona na cozinha

Assim como o orégano e o manjericão, a manjerona é uma das ervas principais da culinária italiana, por isso é bastante usada no Sul do Brasil, onde há muitos descendentes de famílias oriundas da Itália. Na Bota, a manjerona é uma erva emblemática da região da Ligúria, usada em molhos para massas, tortas salgadas, legumes recheados e num prato bem típico de lá, a salada de frutos do mar.

Por aqui, como a manjerona é encontrada, principalmente, desidratada, seu uso é bem parecido com o do orégano. Vai bem, principalmente, com molhos à base de tomates, com ou sem carnes, e, também para temperar aves, peixes e cortes magros de porco, como filé-mignon suíno.

Gosto também do sabor mais delicado da manjerona para realçar legumes, seja uma abobrinha salteada com alho, azeite e gotas de limão, seja em pimentões e berinjelas recheados em versões vegetarianas ou com carne moída, ou ainda com batatas e batatas-doces assadas.

A manjerona fica muito boa em sopas e cremes, como a de legumes com frango, abóbora, mandioquinha, etc., ou ainda em cozidos de grãos e legumes. Costumo adicionar o tempero na metade do cozimento, para ter tempo de soltar seu aroma e sabor.

Um toque dessa erva na omelete ou ovos mexidos também vai bem, assim como em croquetes e bolinhos. Como o tempero desidratado dura bastante tempo, desde que mantido em pote seco e bem fechado, ao abrigo da luz e da umidade, a manjerona é uma erva que vale a pena ter na despensa –tem gente que faz até infusão com ela, que atua para ajudar a digestão (nesse caso, vale usar 2 colheres de sopa da erva seca para cada litro de água e deixar infusionar por 5 minutos).

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Surpreenda sua mãe com risoto, com arroz normal ou com o italiano http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/05/02/surpreenda-sua-mae-com-risoto-com-arroz-normal-ou-com-o-italiano/ Sat, 02 May 2020 07:00:08 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3006

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Dia das Mães está chegando e que tal preparar você mesmo o almoço em homenagem a ela? O risoto é um prato muito versátil, que permite diversos acompanhamentos, fornece energia, vários nutrientes e é daqueles pratos que podem ser facilmente multiplicados para famílias maiores, se for o caso.

O risoto é um prato típico italiano, tradicionalmente preparado com alguns tipos específicos de arroz, de grão curto, que soltam bastante amido, deixando o preparo naturalmente cremoso, sem a necessidade de acrescentar creme de leite ou molhos. Os tipos de arroz mais usados são o arbório, o carnaroli e o vialone nano.

Porém, é possível preparar uma versão do risoto com o arroz comum do dia a dia, o agulhinha. É claro que os mais puristas dirão que isso não é um risoto como se deve, mas sim um arroz caldoso, ou um arroz de forno, ou um arroz cremoso… Mas, quando o arroz de risoto não existia para comprar no Brasil, esse tipo alternativo de risoto, mais abrasileirado, era bastante comum nas mesas de domingo. E, por que não, é também delicioso e mais acessível, pois o arroz branco do dia a dia é mais barato que os grãos específicos para essa receita italiana.

Como fazer?

Seja qual for a forma escolhida, todo risoto precisa de uma boa base, que é o caldo. Idealmente, um caldo caseiro, bem perfumado, é o melhor que você pode usar para cozinhar o arroz. Deixei algumas receitas básicas aqui, só clicar e escolher o seu para fazer. Você pode preparar os caldos com antecedência, congelá-los, e descongelar apenas no dia de usar.

Outra coisa fundamental para um bom risoto é escolher o tipo de “recheio” que vai acrescentar para dar sabor ao arroz. Legumes, carnes, cogumelos, abóbora assada, queijos, camarões, frutos do mar, tomate, tudo vai bem nessa receita. A única coisa importante a ser observada é que, se usar carnes, aves, peixes ou cogumelos, eles devem ser salteados (refogados, fritos, etc.) antes de acrescentar o arroz. Certo?

E mais uma informação útil: risoto bom é aquele feito na hora e comido na hora. Não enrole para servir, senão ele pode ficar empapado e sem graça.

Dicas para risoto com arroz italiano

Se você preferir usar o arroz tradicional, como o arbório, mais fácil de encontrar, lembre-se de que não é necessário lavar o arroz antes de mexer o risoto. Ele precisa manter todo o amido possível, que irá se soltando lentamente durante o cozimento.

Calcule 1/2 xícara (chá) de arroz por pessoa e cerca de 500 ml de caldo para essa quantidade. É importante que o caldo esteja sempre muito bem quente durante todo o processo de cozimento, pois é ele que, adicionado aos poucos, vai cozinhar o arroz e fazer os grãos liberarem o amido.

O caldo de legumes é básico e pode ser usado para todo tipo de risoto. Se quiser fazer uma versão de frutos do mar, por exemplo, use um caldo bem concentrado feito com cabeça e espinhas de peixe, casca de camarão, etc. Um risoto que leva cogumelos fica muito saboroso se você usar as aparas dos champignons frescos na hora de fazer o caldo, ou mesmo um pouco da água de hidratação dos cogumelos secos, como shiitake ou porcini.

Outro item que não pode faltar é o vinho branco, ao menos nas minhas receitas. Um bom risoto pede uma ligeira acidez, por isso costumo usar 1/2 xícara de vinho branco seco para cada xícara de arroz. Faço a mesma base, sempre: refogo um pouco de cebola bem picadinha na manteiga; junto o arroz (sem lavar!), mexo e acrescento o vinho branco. Mexo sempre, em fogo médio, até o vinho evaporar. Só então começo a acrescentar o caldo quente, concha por concha, adicionando mais apenas quando o arroz já absorveu a quantidade anterior de caldo e começou a ficar cremoso.

A sequência de entrada dos ingredientes varia de acordo com o que você vai usar. Legumes duros, como cenouras picadinhas, alho-poró em rodelas ou salsão picado, eu acrescento logo depois da primeira dose de caldo, para cozinhar desde o comecinho. Já abobrinhas, abóboras assadas, cogumelos salteados e carnes já prontas eu deixo para colocar no final, quando o arroz já está quase no ponto.

Como saber se está no ponto? Morda um grãozinho: se ainda estiver muito branco no centro, precisa de um pouco mais de caldo quente e tempo no fogo. Mexendo sempre, para não grudar no fundo.

Ao final, quando o arroz já estiver praticamente pronto e todos os ingredientes estiverem cozidos e acrescentados, corrija o sal e a pimenta-do-reino, se gostar, e finalize com uma colher de manteiga sem sal e um pouco de queijo parmesão ralado. Desligue o fogo e sirva em seguida, bem quente, com um fio de azeite e salsinha picada. Se o risoto for de camarões ou de frutos do mar, fica a seu gosto acrescentar queijo parmesão ou não.

Dicas para risoto (ou arroz caldoso) com arroz comum

Nos idos da década de 1980, minha família não conhecia e nem tinha acesso a arroz italiano, mas minha mãe fazia uma versão deliciosa de risoto com arroz comum. As versões mais populares eram de frango e de camarão.

Se você gosta de risoto, mas torce o nariz para o arroz arbório e similares, ou não tem acesso a eles, prepare sua versão com arroz comum, que fica bem úmida e saborosa. O importante aqui é usar um bom molho.

Nesse caso, uma sugestão de preparo é: faça um arroz branco soltinho, bem temperado com alho e cebola e uma pitada de sal e reserve. Enquanto isso, prepare um molho de tomates suculento e bem líquido, que não seja pedaçudo, e acrescente os ingredientes que mais gostar. Valem cubinhos de cenoura, ervilhas, pedacinhos de bacon, camarões miúdos sem casca, azeitonas pretas, peito de frango em cubinhos, etc. O importante é que o molho seja muito, mas muito saboroso. Lembre-se do ponto de cada ingrediente: bacon é melhor fritar antes de adicionar o restante dos itens, camarões devem ser colocados só no final, pois cozinham rapidamente.

Então, quando o molho estiver pronto, misture-o ao arroz cozido, de modo a formar um arroz bem molhadinho. Se gostar, cubra com parmesão ralado e leve ao forno ligeiramente para gratinar. Em casa, até hoje faço essa versão com camarões e ervilhas e sirvo polvilhado com queijo (desculpem os puristas) e bastante salsinha picada finamente, mais azeite de boa qualidade e pimenta-do-reino moída na hora.

Outra versão muito saborosa leva molho branco, complementado com um pouco de creme de leite. Nesse caso, gosto de usar aspargos ligeiramente cozidos, cenouras em cubinhos também precozidas, ervilhas, presunto e muçarela em cubinhos, para complementar. Fica bem cremoso e ainda traz o verdinho dos aspargos e das ervilhas.

Como disse mais acima, esse prato é muito rico, nas duas versões: tem proteínas que vêm da carne e dos cogumelos, tem vitaminas e minerais, fornecidos pelos legumes, tem os antioxidantes, principalmente se forem usados tomates e molhos de tomates (ricos em licopeno), abóbora e cenoura (fontes de carotenóides), e ainda tem muitas fibras, provenientes dos vegetais usados para complementar os sabores e enriquecer o prato.

E o mais interessante: é sempre tão saboroso, que até as crianças pedem mais, acredite. Para complementar, se quiser, sirva uma salada verde bem crocante e fresca, com molhinho simples de azeite (rico em gorduras mono-insaturadas, que protegem o coração), suco de limão (fonte de vitamina C, que previne o envelhecimento precoce e mantém o sistema imunológico saudável), sal e pimenta-do-reino (que ajuda na absorção de outros nutrientes).

Abaixo, deixo ainda duas receitas especiais que o restaurante Le Tuscani, na capital paulista, forneceu para os leitores do Menu do Dia. Ambas são feitas com arroz específico para risoto e seguem a receita tradicional italiana, mas vale adaptar do jeito que achar melhor:

Risoto Grand Cru do Le Tuscani (crédito: Divulgação)

Risoto Grand Cru do Le Tuscani (crédito: Divulgação)

Risoto Grand Cru, do chef Sérgio Benute, do Le Tuscani

Rendimento: 4 porções

Ingredientes do risoto:

700 ml de caldo de legumes
300 g de arroz carnaroli
100 g de queijo parmesão
100 g de filé-mignon
80 g de manteiga
50 g de cogumelo shiitake
50 g de cogumelo Paris (champignon)
50 g de bacon
1 dente de alho picado
1/2 cebola picada
Folhas de sálvia a gosto
Azeite trufado (ou azeite de oliva comum) e cebola caramelizada para finalizar
Azeite de oliva, sal e pimenta-do-reino a gosto

Ingredientes da cebola caramelizada:

100 ml de vinho tinto
100 ml de água
2 colheres (sopa) de açúcar
4 cebolas pérola
Azeite de oliva, sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo da cebola caramelizada:

Em uma frigideira, coloque as cebolas descascadas, adicione todos os ingredientes e siga mexendo em fogo baixo até que fiquem caramelizadas, cuidando para não queimar. Reserve

Modo de preparo do risoto:

Corte a carne, o bacon e os cogumelos em cubos pequenos. Refogue a cebola e o alho picado em um fio de azeite. Acrescente o bacon e, na sequência, o filé-mignon. Junte os cogumelos e continue mexendo de vez em quando até que murchem. Tempere a mistura com um pouco de sal e pimenta.

Acrescente o arroz. Em uma panela ao lado, mantenha o caldo de legumes aquecido e vá adicionando o caldo, pouco a pouco, ao arroz com o refogado, mexendo sempre o risoto.

Vá provando e, quando estiver no ponto de cocção do seu agrado, adicione a manteiga, o parmesão e a sálvia picada. Se necessário, junte mais sal ou pimenta. Sirva e finalize com um fio do azeite trufado e uma cebola caramelizada em cada prato.

Risoto de camarão do Le Tuscani, em São Paulo

Risoto de camarão do Le Tuscani, em São Paulo (crédito: Divulgação)

Risoto de abóbora com camarão rosa, do chef Sérgio Benute, do Le Tuscani

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:

700 ml de caldo de legumes
300 g de arroz carnaroli
100 g de queijo parmesão
80 g de manteiga
50 g de salsinha picada
16 camarões rosa grandes
2 ramos de alecrim
1 limão siciliano
1 dente de alho
1/2 abóbora cabotiá
1/2 cebola picada
Azeite de oliva, sal e pimenta-do-reino a gosto
Brotos pequenos para enfeitar

Modo de preparo:

Corte a abóbora em cubos, coloque-os em uma assadeira com o alecrim picado, o sal, a pimenta e um pouco de azeite. Cubra com papel-alumínio e asse em forno pré-aquecido a 200ºC por cerca de 20 minutos. Retire, amasse e reserve.

Refogue a cebola e o alho picados em um fio de azeite. Acrescente o arroz e a abóbora amassada. Tempere com sal e pimenta. Em uma panela ao lado, mantenha o caldo legumes aquecido e vá adicionando pouco a pouco, ao mesmo tempo em que segue mexendo o risoto.

Tempere os camarões já limpos com sal e pimenta e frite-os em um fio de azeite. Quando estiverem prontos, esprema o limão, salpique a salsinha picada e raspas do próprio limão, reserve.

Siga provando o risoto e, quando estiver no ponto de cocção do seu agrado, adicione a manteiga e o parmesão. Se necessário adicione mais sal ou pimenta e então sirva no prato finalizando com um fio de azeite, colocando os camarões por cima e os brotos.

E você, gosta de risoto? Prefere o clássico italiano ou o mais abrasileirado? Conte para mim qual o seu favorito! Estou no Instagram, me adicione por lá.

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Conhece a levedura nutricional? É vegana e tem sabor que lembra queijo http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/04/30/conhece-a-levedura-nutricional-e-vegana-e-tem-sabor-que-lembra-queijo/ Thu, 30 Apr 2020 07:00:32 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2999

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Você já provou a levedura nutricional? Entrei em contato com esse ingrediente, muito usado pelos adeptos do veganismo (ou seja, aqueles que se alimentam exclusivamente de produtos de origem vegetal), quando conheci o trabalho da autora e cozinheira Alana Rox, que é vegana.

Esse ingrediente, como o nome indica, é um tipo de levedura originada de fungos do tipo Saccharomyces cerevisiae, o mesmo que fermenta o pão. Porém, no caso da levedura nutricional, ela é inativa, servindo mais como um suplemento (ou seja, ela não é usada para fermentar).

Além dos benefícios nutricionais, que mencionarei já, o curioso desse alimento é que ele traz um sabor que lembra o do queijo parmesão. Porém, como não tem nada de origem animal, é considerado um produto vegano.

É fonte de proteínas, por isso um grande aliado de quem não come carnes, leite, ovos e derivados. Apresenta pouca quantidade de carboidratos e gorduras, mas fornece boas doses de vitaminas do complexo B, que ativam o metabolismo e ajudam na absorção de outros nutrientes, inclusive ácido fólico, que é ótimo para mulheres que estejam planejando engravidar, pois essa vitamina ajuda na formação do tubo neural do bebê.

Além disso, fornece ainda uma quantidade boa de minerais como fósforo –que atua junto com o cálcio na formação e preservação de ossos e dentes – e de potássio, ótimo para regular a pressão arterial. Possui também magnésio, que contribui com diversas funções no organismo, seja na síntese de proteínas, seja no equilíbrio de outros nutrientes, como cálcio, potássio e sódio.

A levedura nutricional costuma ser comercializada em lojas de produtos naturais e empórios especializados em alimentação saudável. Um pote pequeno, de 100 gramas, costuma durar bastante, pois a levedura é mais usada como tempero do que como ingrediente principal.

Como usar a levedura nutricional na cozinha

Por conta do seu sabor que lembra o do queijo, em geral esse ingrediente é usado para trazer esse gostinho a determinadas comidas, especialmente aquelas à base de vegetais.

Num molho branco feito sem leite, por exemplo, apenas com leite de amêndoas ou creme de castanha de caju e inhame cozido, para dar textura, pode-se adicionar uma quantidade pequena da levedura para trazer um sabor mais característico do molho branco.

No livro Diário de Uma Vegana 2 – O Despertar, da editora Globo (já falei dele aqui, confira), Alana Rox ensina a usar a levedura também para fazer queijos vegetais. Nesse caso, ela usa, por exemplo, uma colher de sopa desse tempero para fazer um queijo cremoso de painço.

Para a receita, vão 2 xícaras de chá de painço descascado, cozido em fogo baixo, em meio litro de água, até virar uma papa. Então, só bater o painço cozido no liquidificador com 2 xícaras de chá de castanha-de-caju, sem sal, deixadas de molho na água por 8 horas, 1 colher de chá de mostarda Dijon, 1/3 de xícara de chá de azeite de oliva, 1 colher de sopa da levedura nutricional, 1 colher (café) de cúrcuma em pó, 1 pitada de pimenta-do-reino moída e 2 colheres de chá de suco de limão. O importante é bater até obter um creme liso, com textura de queijo mole, e servir com pão, torradas e o que mais quiser. Gosto muito dessa receita porque, além de saborosa, é muito rica em proteínas e também em antioxidantes (a cúrcuma é muito anti-inflamatória), e usa um ingrediente barato e acessível, o painço.

Também dá para acrescentar a levedura nutricional em molhos de saladas, no tofu mexido, em purês de vegetais, como o de batatas e de mandioquinha… Comece experimentando aos poucos, em pequenas quantidades, senão o sabor pode ficar enjoativo.

A levedura nutricional também oferece fibras insolúveis, que auxiliam no bom funcionamento do intestino. Como todo alimento usado como suplemento alimentar, é importante consultar seu médico ou nutricionista antes de incluí-lo com frequência na dieta, especialmente no caso de crianças, se você tiver algum problema de saúde ou estiver gestante. De resto, basta experimentar e trazer um sabor diferente, com nutrientes variados, para o seu dia a dia, sendo você vegano ou não.

Você já provou levedura nutricional? O que achou? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

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