Menu do Dia http://menudodia.blogosfera.uol.com.br Menu do dia é o blog de culinária, receitas, gastronomia e nutrição, da jornalista e pesquisadora Luciana Mastrorosa. Aqui, você vai encontrar notícias, reflexões, receitas, degustações e muito mais sobre uma das melhores coisas da vida: comer. Sat, 08 Aug 2020 07:00:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Burgers veganos têm proteína, mais fibras e textura parecida com a carne http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/08/08/burgers-veganos-tem-proteina-mais-fibras-e-textura-parecida-com-a-carne/ Sat, 08 Aug 2020 07:00:47 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3312

Crédito: iStock

Realmente, o mundo está mudando como nunca e não é apenas por causa da pandemia do novo coronavírus. Outras formas de se alimentar estão ganhando força e chefs e indústria se transformam dia a dia para oferecer opções diferentes, saborosas, equilibradas e de acordo com novas preferências alimentares.

Uma das grande revoluções da alimentação hoje em dia, a meu ver, tem relação com o veganismo. Cada vez mais pessoas estão deixando de comer carnes e produtos de origem animal ou, ao menos, reduzindo drasticamente esse consumo, por muitos motivos. E a gastronomia tem se desenvolvido para oferecer a essas pessoas alternativas saudáveis a produtos tipicamente “carnívoros”, como hambúrguer, embutidos e queijos.

Um dos produtos que mais tem se destacado nessa nova onda é o hambúrguer vegano. Antes, pensar num burger feito só de vegetais envolvia produzir receitas artesanais à base de grãos, como soja, grão-de-bico e lentilha, legumes, como abóbora e beterraba, e cogumelos.

Mas, embora essas receitas pudessem funcionar bem em termos de sabor, nem sempre ofereciam o mesmo teor de proteínas e ferro, por exemplo, de um hambúrguer tradicional, feito de carne bovina moída e temperada. E esses nutrientes, que ajudam a manter o organismo funcionando e, no caso do ferro, combatem a anemia, são um preocupação frequente de quem tirou as carnes da dieta.

Pensando em suprir essas necessidades, novas opções estão surgindo e, por incrível que pareça, se assemelham muito em textura e até em sabor do hambúrguer tradicional, porém com um perfil nutricional interessante e equilibrado, com um bom aporte de proteínas e ferro, com o adicional de trazer ainda fibras, que não são comuns nos hambúrgueres de carne.

A Embrapa desenvolveu recentemente uma receita de burger vegano com fibras de caju, em parceria com uma empresa do Rio de Janeiro. Uma das criações foi batizada de “New Burger”, com textura, cor e sabor muito próximos dos discos de carne bovina. Porém, é feita de soja, semente rica em proteínas, além das fibras do caju, que agregam textura, e ingredientes naturais, como alho e cebola, para temperar. O ferro é adicionado à receita não apenas para enriquecê-la nutricionalmente, mas também para trazer a lembrança do “gostinho” de carne.

Outras empresas, como a Fazenda Futuro, criaram receitas para o hambúrguer vegano com ervilha e grão-de-bico, também riquíssimos em proteínas e fibras, além da soja e da beterraba, que agrega cor. Além de deixar o produto com um sabor agradável e parecido com o burger de carne, há uma preocupação em reproduzir o valor nutricional desse alimento, garantindo o aporte proteico e um teor equilibrado de gordura.

Testando o burger vegano

Antes de escrever este post, decidi provar o hambúrguer de vegetais da linha Veg & Tal, da Sadia, que é mais fácil de encontrar nos grandes supermercados.

Segundo a tabela nutricional que vem na embalagem (com duas unidades), o disco rosa-avermelhado é feito de proteína de trigo, óleo de coco, proteína de soja, óleo de girassol, cebola, beterraba, fibra de batata, ervas e especiarias, sal, alho, tomate, extrato de malte de cevada, maltodextrina (um tipo de amido), ferro, vitamina B12 (que é uma vitamina fundamental para o organismo, encontrada naturalmente nas carnes de animais) e aromatizantes. Eles consideram como porção 80 gramas ou meia unidade. Considerando-se essa porção, o teor de proteínas é de 12 gramas e o de gorduras totais, também de 12 gramas. Não tem gorduras trans, mas tem gordura saturada, possivelmente proveniente do óleo de coco. Em termos de fibras, são 4,1 gramas nessa quantidade, o que é uma vantagem em relação aos hambúrgueres de carne. E, talvez por isso, tenha uma digestão um pouco mais leve do que o produto tradicional (pelo menos assim eu senti).

Só para comparar, um disco de 100 gramas de hambúrguer de carne bovina, grelhado, oferece 13,2 gramas de proteína e 12,4 gramas de gorduras, com zero fibras. Ou seja, para os que seguem dietas vegetarianas ou veganas, pode ser uma opção interessante consumir o hambúrguer vegetal, pelo menos em relação ao balanço de nutrientes.

E o sabor? Confesso que me surpreendi. Optei por preparar o burger vegano na frigideira, com uma colher (sopa) de azeite de oliva, seguindo uma das sugestões de preparo que vinham na embalagem. E, de fato, a textura lembra muito a do hambúrguer tradicional, até mesmo desprendendo um “suco” vermelhinho, como se fosse o sangue de uma carne malpassada.

Não precisa adicionar condimentos, pois o disco já vem temperado e com bom teor de sal. Puro, não é tão gostoso (eu não serviria como acompanhamento para um arroz e feijão, por exemplo, como faria facilmente com um burger de carne bovina). Mas o disco vegetal ganha outra vida depois de grelhado e servido entre fatias de pão com tomate, fatias de cebola roxa, alface ou verduras mais picantes, como rúcula e agrião, além de queijo. E, com mostarda e ketchup, fica muito parecido com um hambúrguer de carne.

Sugestões para servir

É claro que vale a pena provar as opções de várias marcas diferentes, que podem adicionar outros temperos e ter outros teores de proteínas, fibras, gorduras, ferro e sódio (fique sempre atento a este último micronutriente, especialmente no caso de produtos industrializados, pois o excesso de sódio pode prejudicar os que têm hipertensão). Os preços também variam bastante de marca para marca e, ainda, não são tão acessíveis. Mas, de toda forma, é uma delícia saber que há opções que podem agradar o paladar de vegetarianos e veganos e, ainda, serem equilibrados nutricionalmente, base para uma dieta saudável.

Dá para enriquecer ainda mais o produto com outras formas de preparo. Por exemplo, pode assar os discos de burger vegetal no forno, em assadeira untada, cobertos com um bom molho de tomate e polvilhados com queijo parmesão (ou mesmo queijo de castanhas) e finalizados com ervas frescas, como salsinha, tomilho e manjericão. É uma forma de agregar ainda mais sabor e nutrientes, como os antioxidantes do tomate e das ervas e também mais fibras, que ajudam o intestino a funcionar melhor.

Também pode ser bem gostoso servir o burger de vegetais apenas grelhado e cortado como aperitivo com molhos apetitosos. Cítricos caem bem, mas uma maionese de azeitonas pretas com alcaparras fica delicioso, assim como um molho vinagrete picante. Coalhada temperada com tomilho, azeite e alho assado também rende um excelente complemento para o hambúrguer vegetal. E, para acompanhar, uma boa salada verde e está feita a refeição.

Gotas de molho de pimenta também podem realçar o sabor natural do hambúrguer vegano, pensei nisso na hora de provar o sanduíche. De toda forma, variedade na dieta é sempre bom, com a vantagem de trazer ainda mais vegetais para o dia a dia.

E você, o que você acha dos hambúrgueres veganos? Já provou? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

]]>
Semente, folha ou molho, mostarda é versátil e faz bem, veja os benefícios http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/08/06/semente-folha-ou-molho-mostarda-e-versatil-e-faz-bem-veja-os-beneficios/ Thu, 06 Aug 2020 07:00:42 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3300

Crédito: iStock

Pense na palavra mostarda. O que vem primeiro à mente? É claro que isso depende muito do referencial de cada um, mas, no meu caso, é aquele molho amarelo que a gente costuma colocar no hambúrguer e no hot dog, o popular “cachorro-quente”. O molho de sabor ácido, ligeiramente picante, salgadinho. Delicioso.

Demorei anos para conhecer outros pormenores sobre a mostarda e notar que ela vai muito além de um condimento para adicionar a sanduíches e pratos prontos. Quando comecei a cozinhar, fiquei intrigada com as sementinhas redondas, minúsculas, amarelas ou mais escuras da mostarda, muito usada como tempero na culinária indiana. E, só depois, fiquei sabendo (e adorei) que as folhas da dita cuja, que remetem ligeiramente à picância e ao sabor do condimento amarelo, mas que ficam deliciosas refogadas ou mesmo cruas, em saladas.

Em termos de folhas, vale ressaltar que, além das fibras e da quantidade notável de cálcio, magnésio, fósforo e potássio, também apresentam um bom teor de vitamina C.

Ajudam na digestão e são ricas em antioxidantes, que beneficiam o fígado e o sistema cardiovascular. Mesmo no caso das sementes e dos condimentos elaborados à base delas, ainda há a presença de minerais, antioxidantes e, também, vitaminas, como carotenoides, que ajudam a proteger os olhos e a pele.

Com as sementes, trituradas e misturadas com vinagre, vinho branco, sal, etc, produzem-se os variados molhos que conhecemos, dos mais claros aos mais escuros, com ou sem sementinhas inteiras adicionadas, mais picantes ou adocicados.

Três tipos de plantas de mostarda

Vale lembrar que existem três principais tipos de plantas e sementes de mostarda, daí as variações de cor (e também de picância). A mostarda preta é proveniente da Eurásia e tem sementes pequenas e bem escuras, mais pungentes que as demais, usadas para o preparo de condimentos com picância maior.

Além dela, existe a mostarda castanha, com sementes um pouco maiores, acastanhadas, menos picantes que a primeira – e muito usadas no preparo dos molhos e condimentos típicos europeus.

Por fim, há ainda a mostarda branca, natural da Europa, cuja pungência se sente mais no nariz do que na boca. É costume usá-la para o tradicional molho ou até mesmo em conservas com vinagre.

E, veja só que interessante, a mostarda é um dos condimentos mais antigos apreciados pela humanidade. Antes da chegada das pimentas vermelhas, do gênero capsicum, típicas das Américas, a mostarda era um das poucas formas de se adicionar picância aos pratos (além da pimenta-preta).

De toda forma, os molhos de mostarda variam muito de marca para marca e de tipo para tipo. Minha favorita é a mostarda de Dijon, de receita francesa, de cor amarelo clara e bem cremosa. Há os tipos alemães, de molho bem amarelo ou bem escuro, que combinam deliciosamente com carnes defumadas e embutidos, como as salsichas e as linguiças. E as mostardas “à moda antiga”, adicionadas de sementinhas da planta inteiras, que podem ser condimentadas com vários ingredientes, como estragão, mel e framboesa.

Minha dica é: na hora de escolher o seu molho de mostarda, além de ir pelo sabor, vá também pela lista de ingredientes. Prefiro aquelas que têm apenas os grãos da planta, óleo, vinagre, sal, pimenta, sem conservantes e sem gomas para espessar. Mas aí, novamente, vai do gosto.

Usos culinários da mostarda

Além do uso clássico em sanduíches, na forma de molhos prontos, a mostarda, em suas muitas versões, é incrível para variar os pratos salgados (e até doces, acredite).

Costumo usar as sementes, amarelas ou escuras, para condimentar sopas, ensopados feitos com carnes e legumes e, ainda, conservas caseiras, como picles. É tradicional numa receita de conserva, melhor dizendo, algo entre conserva e compota, doce, tipicamente italiana, a “mostarda di Cremona”. Basicamente, faz-se uma compota de pedaços de frutas variadas, como peras, maçãs e figos, cozidas em calda de açúcar e temperadas com sementes de mostarda ou mostarda em pó. Fica um sabor ligeiramente agridoce, que combina com carnes fortes, como ensopados e assados.

Por falar nisso, a mostarda em pó também pode ser um excelente condimento para enriquecer e trazer um sabor picante e distinto a sopas, cremes, molhos quentes e frios. Assim como ocorre no caso das sementes, não é necessário adicionar uma grande quantidade. Comece com uma colher de chá ou de café e vá ajustando o sabor de acordo com seu paladar.

Com os molhos prontos à base de mostarda, o céu é o limite. Adoro usar a mostarda de Dijon para o preparo de molhos cremosos, à base de creme de leite, caldo de legumes ou mesmo leites vegetais, como o de coco e o de amêndoas. Esse molho cremoso, cozido com temperos de seu gosto até espessar, fica ótimo servido quente sobre um bom filé grelhado, pedaços de frango assado ou mesmo bistecas de porco. E, por que não, até sobre legumes e verduras cozidos, servidos com pão.

Se não tiver provado todos os tipos de mostarda, deixo algumas sugestões: a mostarda clássica, amarela, tipicamente norte-americana, é mesmo imbatível no cachorro-quente e no hambúrguer. A escura, de receita alemã, gosto de servir com salsichas, linguiças, carnes defumadas e acompanhamentos de personalidade, como chucrute (repolho fermentado), purê de maçã e de ervilhas, que vão bem, por exemplo, com bistecas de porco defumada ou nacos de bacon grelhado e sequinho (e ainda ajuda na digestão dessas carnes mais pesadas e ricas em gorduras).

Com a mostarda à l’ancienne, ou “à moda antiga”, repleta de sementinhas adicionadas ao condimento, gosto de preparar molhos cítricos, com limão (ou uma mistura de limão, laranja e mexerica), azeite, sal e pimenta, mais uma colher da mostarda e um pouquinho de água, para acompanhar saladas de folhas diversas, desde as mais suaves, como as alfaces, até as bem picantes ou amargas, como catalônia, rúcula e agrião.

Por fim, se encontrar folhas de mostarda na feira, não ignore. Elas são deliciosas, picantes, de sabor e aroma inconfundíveis, e ficam ótimas refogadas com azeite e alho picadinho, servidas com carnes grelhadas e assadas ou mesmo com um bom arroz com feijão. Se quiser, use crua, picadinha, no mix de folhas na salada.

Ou use as folhas refogadas, com alho e bacon, para incrementar as batatas cozidas em água e sal e misturadas com manteiga temperada. Fica divino e é um acompanhamento incrível para o assado de domingo. Para fazer a manteiga temperada, basta misturar um tablete de manteiga em temperatura ambiente, com ou sem sal, com ervas frescas bem picadas (tomilho, salsinha, manjericão), gotas de suco de limão, sal (se a manteiga não for salgada), pimenta-do-reino moída na hora e, claro, uma boa colherada de mostarda (neste caso, prefiro a Dijon tradicional, que traz uma acidez agradável, além da picância).

E você, o que acha da mostarda? Costuma usar essas variedades todas na cozinha? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

]]>
Feijão é a cara do Brasil! Conheça os tipos e receitas para variar em casa http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/08/01/feijao-e-a-cara-do-brasil-conheca-os-tipos-beneficios-e-como-usar/ Sat, 01 Aug 2020 07:00:34 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3280

Crédito: iStock

Ao lado do arroz, o feijão é ingrediente essencial da culinária brasileira. Com cores e tamanhos variados, alto teor de proteínas e fibras, quase nada de gordura e uma boa dose de carboidratos, o feijão pode entrar como protagonista da refeição ou como acompanhamento.

Os teores de minerais podem variar ligeiramente de um tipo de feijão para outro, mas, em geral, esse alimento oferece uma boa quantidade de magnésio (que contribui para inúmeras funções metabólicas), cálcio e fósforo (fundamentais para manter a saúde óssea e dental), além de ferro (que combate a anemia) e bastante potássio (ótimo para os que têm hipertensão e praticantes de atividades físicas ou trabalhos extenuantes).

Tipos e formatos variados

Existem vários tipos de feijões, de formatos e cores diferentes. Os mais comuns no Brasil são o feijão preto, que entra na tradicional feijoada, e o feijão carioca ou carioquinha, de cor marrom clara, rajado, muito usado em São Paulo. É a estrela de qualquer PF (“prato-feito”) nos botecos, restaurantes e lanchonetes paulistanos, especialmente na hora do almoço. É com ele também que se faz o famoso virado à paulista, em que os grãos, já cozidos e com caldo, são mexidos com farinha de mandioca, para engrossar e ganhar outra textura, servido com linguiça, bisteca de porco, banana empanada e frita e couve.

O feijão branco, de formato maior e alongado, é muito utilizado na Itália e também na França. Com ele prepara-se o famoso cozido cassoulet, uma mistura saborosa de carnes, ervas e feijão branco. Algo parecido com a nossa feijoada, mas que, muitas vezes, leva carnes de aves, como o pato (deixo uma receitinha básica no fim deste post).

O feijão branco tem um bom teor de cálcio e ainda apresenta uma substância chamada faseolamina, que tem efeitos clinicamente comprovados na inibição da digestão e na absorção do amido. Essa substância é oferecida também em forma de cápsulas, e é muitas vezes indicada para casos de obesidade ou em dietas que têm como foco a redução de lipídeos na corrente sanguínea. Mas, como sempre lembro por aqui, antes de tomar qualquer suplemento ou fitoterápico, é importante consultar um médico ou nutricionista.

Outro feijão que faz sucesso no Brasil, em particular no Nordeste, é o feijão fradinho. Ele rende pouco caldo, mas é uma delícia para usar no preparo de saladas, como num bom vinagrete, e também faz parte de alguns preparos muito típicos do nosso país, como o acarajé.

Além desses, são comuns ainda os feijões jalo, roxo, rosinha e rajado, que podem ser cozidos e temperados como qualquer outro, normalmente servidos com arroz. Certa vez, encontrei no mercado de Poços de Caldas um tipo miúdo de feijão branco, o feijão galinha, que é bastante delicado no paladar, tem uma digestão um pouco mais fácil que a dos demais e fica ótimo servido com bacon e verduras. Delicioso, mas nunca mais encontrei.

Feijão na cozinha

O preparo básico do feijão, qualquer que seja o tipo, inclui deixá-lo de molho por várias horas, geralmente de um dia para o outro, para remover o excesso de fitatos. Essas substâncias podem atrapalhar a digestão e a absorção de minerais. Além disso, o remolho é importante para facilitar a cocção, já que, em geral, o feijão é vendido seco.

Depois desse período de molho em água limpa, deve-se escorrer essa água, lavar bem os grãos e levá-los para cozinhar em água nova (se usar uma xícara de feijão, cubra com três xícaras de água). Geralmente, usam-se folhas de louro para cozinhar o grão, pois essa erva ajuda a torná-lo mais digestivo, com ação carminativa, ou seja, ajuda a evitar a formação de gases.

Depois de cozido, o tempero básico para qualquer tipo inclui um refogado de óleo, alho e cebola picadinhos, adicionando-se uma xícara do feijão, com caldo, e amassando os grãos para liberar o amido e engrossar o caldo. Essa mistura de feijão e temperos volta para a panela, onde fica mais alguns minutos apurando os sabores. Gosto de acrescentar sal e pimenta-do-reino nesse preparo, além de cebolinha verde picadinha.

Para variar o feijão de todo dia, deixo abaixo algumas ideias de temperos e preparos. Não esqueça de que feijão tem muitas variedades e cada uma tem uma característica, como já mencionei acima. O branco, com seus grãos longos e grandes, é muito cremoso depois de cozido, por isso pode até ser usado para o preparo de purês. E combina particularmente bem com alecrim e alho.

O feijão preto é ligeiramente adocicado no paladar, por isso vai bem com carnes defumadas, como atesta a brasileiríssima feijoada. Veja as sugestões para sair do arroz com feijão de todo dia:

1. Adicione sabores picantes

Seja qual for o tipo de feijão, ele fica ainda mais delicioso na versão picante. Vale adicionar pimentas frescas, como a dedo-de-moça. Se quiser mais apimentado, mantenha as sementes. Jalapeño em rodelas (fresca ou em conserva) também é uma delícia. Além do sabor, a pimenta contém capsaicina, substância que confere o sabor picante e que age sobre o metabolismo, acelerando-o.

2. Aposte nos vegetais

Incremente o feijão com legumes variados para deixá-lo ainda mais nutritivo e repleto de vitaminas, minerais e fibras. No Nordeste brasileiro, é comum reforçar o feijão com hortaliças como cenoura, abóbora, maxixe e também quiabo. Neste caso, gosto de cozinhar o feijão por alguns minutos, na pressão, e, ao final do cozimento, adicionar os legumes picados em pedaços grandes. E, se gostar, capriche no coentro, combina demais com o feijão.

3. Com carnes frescas ou defumadas

Nem sempre a gente consegue fazer feijoada em casa, pois é um prato trabalhoso e demorado. Mas, no dia a dia, nada impede de acrescentar um pouco mais de sabor ao feijão com carnes defumadas ou frescas. Para uma versão de feijão cozido com toque defumado, acrescente rodelas de linguiça seca ou pedaços de bacon para cozinhar junto com os grãos (se quiser, frite o bacon ou a linguiça antes, remova o excesso de gordura, e só depois junte os pedaços à panela do feijão; fica mais leve). Para uma versão vegetariana, vale acrescentar pedaços de tofu duro defumado, fica ótimo.

Um prato da cozinha tex-mex, delicioso e que já mencionei por aqui, é o chili con carne, basicamente um refogado picante de carne moída com feijões cozidos, cominho e pimenta (em geral, jalapeño), servido com queijo ralado gratinado e crocantes de milho. Uma receita como essa é bastante substanciosa, com o dobro de proteína, que vem da carne e do feijão. Ótimo prato para receber os amigos.

Quer mais energia e nutrição? Vá de cassoulet

E, para encerrar este longo post, deixo aqui uma ideia de preparo para o fim de semana: o cassoulet. Como ocorre com todo prato tradicional, existem diversas variações. Eu gosto de preparar o cassoulet, que nada mais é do que um cozido de feijão branco, com linguiça defumada, nacos de bacon e coxa de pato ou frango. Se forem confitadas, ou seja, conservadas na própria gordura, melhor ainda.

O preparo é bem parecido com o básico: cozinhe 1 xícara (chá) de feijão branco com água, folha de louro e um ramo de alecrim, mais 2 dentes de alho inteiros. Quando começar a pegar pressão, conte 30 minutos. Depois disso, ele já deve estar cozido e macio.

Então, faça um refogado generoso com cebola e alho picadinhos e dourados no azeite. Reserve. Em outra frigideira, frite pedaços grandes de bacon, até dourar. Escorra a gordura e reserve o bacon. Frite também rodelas de linguiça seca (calabresa ou portuguesa, por exemplo) até ficarem douradas. Remova a gordura e misture a linguiça com o bacon.

Coloque o refogado de cebola e alho mais a linguiça e o bacon na panela com o feijão (lembre-se de retirar os dentes de alho inteiros que você usou para cozinhar o feijão). Acrescente 1 lata de tomates pelados, picados, ou 5 tomates pequenos, sem pele e sem sementes. Adicione um punhado de folhas de manjericão e deixe cozinhar. Corrija o sal e a pimenta. Quando o caldo estiver grosso e o feijão bem macio e cremoso, retire do fogo. Sirva com coxas de pato ou de frango assadas ou confitadas na gordura, mais arroz branco e uma boa salada verde. Esquenta que é uma beleza e todo mundo ama os sabores complexos, defumados e bem cremosos desse prato.

Você gosta de feijão? Qual é o seu favorito? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

]]>
Azedinho-doce, tamarindo ajuda a tratar prisão de ventre e é ótimo em sucos http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/07/30/azedinho-doce-tamarindo-ajuda-a-tratar-prisao-de-ventre-e-e-otimo-em-sucos/ Thu, 30 Jul 2020 07:00:14 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3270

Crédito: iStock

Já provou tamarindo? Esta fruta, de sabor bem azedinho, com um pouco de doçura, que parece um vagem comprida e marrom, é natural da África e de Madagascar, mas é também muito cultivada em outros países, como a Índia. Por aqui, ficou eternizada por conta dos sucos da barraca do Chaves –não por acaso, sua polpa rende uma bebida muito refrescante, de sabor ácido e agradável.

Rico em carboidratos e fibras, o tamarindo exerce efeito ligeiramente laxante, por isso é bastante usado em casos de prisão de ventre. Existem até medicamentos fitoterápicos à base dessa fruta para melhorar o funcionamento intestinal.

Além disso, contém bastante cálcio e fósforo, fundamentais para ossos e dentes, magnésio, que participa de diversas funções importantes no organismo, como a contração muscular, e uma alta dose de potássio, excelente para os que têm hipertensão e praticam atividades físicas.

Dentre as vitaminas, a que mais se destaca é a vitamina C, que age como antioxidante, favorece o sistema imune e combate o envelhecimento precoce.

Tamarindo na cozinha

Sua polpa ligeiramente grudenta é extraída depois de ser deixada de molho em água por alguns minutos. É mais fácil de retirá-la e a água também fica com o gostinho do tamarinho. Com a polpa, dá para preparar sucos, sorvetes e congelar para uso posterior. Em alguns lugares, também se usa a fruta para preparar licores.

Em diversos países, como Tailândia e Índia, a polpa do tamarindo é transformada numa pasta densa e escura, muito apreciada e usada para aromatizar pratos salgados e preparar molhos e condimentos, que fazem bom par com especiarias e temperos picantes, como as pimentas frescas. Por ser bem ácido, também fica bom para temperar carnes e peixes.

Por aqui, encontra-se o tamarindo fresco, envolvido em sua casca grossa, mas em lojas de produtos importados e orientais é possível comprar a pasta de tamarindo pronta.

Combina particularmente bem com pratos à base de camarão e leite de coco, fica uma delícia e contribui com seu aroma complexo e sabor agridoce.

Você gosta de tamarindo? Como costuma consumir essa fruta? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

]]>
Você conhece umami? Conheça 7 grupos de alimentos ricos no quinto sabor http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/07/25/voce-sabe-o-que-e-umami-conheca-7-alimentos-ricos-nesse-quinto-sabor/ Sat, 25 Jul 2020 07:00:15 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3261

Com tomate, carne e parmesão entre os ingredientes, o bife à parmegiana se torna uma “explosão” de sabor umami – Crédito: iStock

Você sabia que neste sábado (25) celebra-se o Dia do Umami? Esta palavra, de origem japonesa, refere-se ao chamado “quinto sabor”, que foi descoberto em 1908 pelo pesquisador japonês Kikunae Ikeda, e entrou para a lista ao lado dos quatro gostos já conhecidos do paladar humano: salgado, doce, azedo e amargo.

É difícil descrever o umami. Mas, certamente, você já sentiu esse sabor ao degustar alimentos como algas, queijo parmesão, carnes grelhadas e até molho de tomate! A primeira substância descoberta relacionada a esse gosto é o glutamato, presente nas algas como a kombu, usada tradicionalmente pelos japoneses para fazer sopas e caldos. Mais tarde, descobriram-se ainda duas outras substâncias que compõem esse sabor, o inosinato (presente em alguns tipos de peixe seco, como o bonito, também usado vastamente na culinária nipônica) e o guanilato (comum nos cogumelos).

A indústria acabou desenvolvendo um tempero, o glutamato monossódico (aquele pozinho branco que parece com sal), que é usado como realçador de sabor e que expressa exatamente o umami. Existem muitas informações interessantes sobre o umami neste site, dedicado a explorar esse tema.

Mas é possível experimentar naturalmente o quinto gosto por meio de alguns alimentos. Fiz uma lista abaixo para você provar e usar para incrementar suas receitas, adicionando uma camada extra de sabor:

Algas marinhas

Existem vários tipos de algas marinhas, (já contei mais sobre as algas nesse post), caso da nori (a alga que serve para enrolar temakis e sushis), a wakame e a kombu, muito usadas no preparo de sopas e caldos orientais. Elas têm o sabor umami bem marcado e ainda são fontes de ferro, cálcio, iodo e magnésio, fundamentais para a saúde e para o bom funcionamento metabólico. São facilmente encontradas em lojas de produtos orientais.

Derivados de soja

A soja também é um alimento muito presente na culinária asiática. Como falei neste post, essa leguminosa, da mesma família dos feijões, contém isoflavonas, uma classe de fitoestrógenos, particularmente benéfica para as mulheres. Estudos têm mostrado que o consumo desse alimento e seus derivados, como tofu e missô (pasta de soja fermentada), pode reduzir o risco de câncer de mama e os calores típicos da pré-menopausa.

Não por acaso, uma das receitas em que mais se sente o umami é o missoshiru, caldo feito com o missô, que pode ser adicionado de algas, cogumelos e flocos de peixe bonito desidratado –todos ricos em umami natural.

Queijos (principalmente o parmesão)

Quem não gosta de jogar um queijo ralado sobre vários tipos de receitas? Um dos alimentos clássicos em sabor umami é o queijo parmesão, apreciado por muita gente. É por isso que, combinado com molho de tomate à bolonhesa, por exemplo, é sucesso puro: umami presente em altas doses!

Quanto maior a maturação do queijo, maior também é a concentração natural de glutamato, e, por isso, de umami. O queijo ralado “de saquinho” contribui com esse sabor, mas experimente comprar um pedaço de parmesão e ralá-lo na hora sobre o macarrão. É outro sabor! E o queijo ainda é rico em cálcio, contribuindo para a saúde de ossos e dentes. Só os que têm hipertensão devem ser comedidos, pois também apresenta um teor elevado de sódio.

Carnes

Alimentos que são ricas fontes de proteínas, como as carnes vermelhas, oferecem o umami em abundância. Pense naquele sabor delicioso de um bife grelhado acebolado… Ou mesmo num filé à parmegiana, com muito molho e queijo. Umami no prato!

Além disso, as carnes são importantes numa dieta equilibrada (para os onívoros, claro) pois ajudam a manter a massa muscular e oferecem ferro em abundância, contribuindo para deixar a anemia bem longe. Só não vale exagerar, equilíbrio é importante, como sempre falo por aqui. E, assim como ocorre com os queijos, carnes maturadas (ou “envelhecidas”) também têm uma presença maior de umami.

Tomates e hortaliças

Do grupo dos vegetais, o tomate é um dos itens que mais contém umami. E esse sabor fica ainda mais realçado quando o tomate se transforma em molhos bem apurados –concentra o gosto, realça a doçura e perde um pouco da acidez. O tomate é ainda uma fonte natural de licopeno, substância que atua como antioxidante e ajuda a prevenir alguns tipos de câncer, especialmente o câncer de próstata.

Além do tomate, outras hortaliças também apresentam umami naturalmente, como cenouras, aspargos, batatas, cebola, milho; e verduras escuras, caso do brócolis, da couve, da rúcula e do espinafre.

Cogumelos

Sou suspeita para falar, mas amo cogumelos, como relatei aqui. De todos os tipos, cores, sabores, frescos, em conserva, até dos desidratados eu gosto. E são um alimento riquíssimo em umami e repletos de benefícios para a saúde. Oferecem proteínas, pouca gordura, um bom teor de fibras e diversos minerais, como cálcio, fósforo, potássio, selênio, além de vitaminas do complexo B e folato, ótimo para gestantes e mulheres que pretendem engravidar.

Além disso, são muito fáceis de preparar e combinam bem com carnes, molhos cremosos e temperos de sabor marcante, como o alho, e ervas frescas como salsa e cebolinha (diuréticas e ricas em fibras).

Peixes e frutos do mar

Por fim, não poderia deixar de falar dos peixes e frutos do mar, também ricos em umami. Para quem gosta, é difícil resistir a um espetinho de camarão grelhado, né?

Além dele, caranguejo e peixes gordos, como salmão e sardinha, apresentam umami naturalmente e são excelentes fontes de proteína e de ômega 3 (que age combatendo a inflamação do organismo). Os frutos do mar são bem concentrados em glutamato natural, por isso o umami é  marcante nesses alimentos. Também oferecem uma boa dose de zinco, que beneficia o cérebro e o sistema imunológico.

Você já conhecia o umami? De qual dessas fontes do quinto sabor você gosta mais? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

]]>
Rica em quercetina, alcaparra ajuda o cérebro e o coração, aprenda a usar http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/07/23/rica-em-quercetina-alcaparra-ajuda-o-cerebro-e-o-coracao-aprenda-a-usar/ Thu, 23 Jul 2020 07:00:54 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3251

Crédito: iStock

As alcaparras em conserva são um tempero clássico para peixe, especialmente o salmão. Essa plantinha vem sendo consumida pelos humanos há muitos séculos, especialmente na forma de conserva com vinagre e sal, mas também apenas salgadas, a seco ou em salmoura.

Do mesmo arbusto da Capparis spinosa, originam-se dois alimentos ainda hoje tidos como elegantes à mesa: a alcaparra propriamente dita, que é o botão da flor do arbusto, e o alcaparrão ou alcaparrone, muito consumido na Espanha, que é o fruto da planta, maior, de formato ovalado e ligeiramente crocante na mordida.

Além de ser uma delícia, um estudo recente publicado pela Universidade da Califórnia mostrou que as alcaparras são uma das fontes naturais mais ricas em quercetina. A pesquisa mostra ainda que esse composto, presente em ingredientes como a cebola e a maçã, dentre outros, pode regular diretamente algumas proteínas necessárias para o bom funcionamento do organismo, dos batimentos cardíacos a funções cerebrais, além de contração muscular e funcionamento da tireóide, do pâncreas e do trato gastrointestinal.

A médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, professora e diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), afirma que as alcaparras são a fonte natural mais rica conhecida de quercetina, que é um flavonoide alimentar. “Esse estudo mostra que a quercetina das alcaparras ativa proteínas necessárias para a atividade normal do cérebro e do coração humano e pode até levar a futuras terapias para o tratamento da epilepsia e ritmos cardíacos anormais”, afirma a médica.

Em termos nutricionais, a alcaparra é pouco calórica, com apenas 36 calorias em 100 gramas do alimento em conserva, com quase nada de gordura, um pouco de proteínas e de carboidratos. Porém, apresenta uma boa quantidade de cálcio, fundamental para a preservação dos ossos e dentes, além de potássio, que favorece os que têm hipertensão e os praticantes de atividades físicas e trabalhos extenuantes, pois acabam suando muito e perdendo minerais. Por outro lado, justamente os hipertensos devem consumir as alcaparras com moderação, já que a conserva em sal carrega muito sódio.

Dentre as vitaminas, apresenta carotenoides (precursores de vitamina A), vitamina C e folato, este último muito importante para gestantes e mulheres que pretendem engravidar, pois ajuda na formação do bebê.

Como usar as alcaparras na cozinha

Alcaparras e alcaparrones têm sabor e uso ligeiramente diferentes. As alcaparras, como são os botões das flores, podem ser bem miúdas, com poucos milímetros, até bolinhas maiores, verde escuras. Já os alcaparrones, como são os frutos, são grandes como uma azeitona verde, ovalados, com um cabinho duro. Eu, particularmente, prefiro cozinhar com as alcaparras e usar os alcaparrones para compor entradas frias, como uma tábua de petiscos.

Essas conservas são excelentes acompanhamentos para peixes, principalmente o salmão. Um pedaço de peixe grelhado ou assado ganha outra vida e sabor com um molho simples à base de alcaparras, escorridas e picadas, misturadas com azeite, pimenta-do-reino moída e gotas de limão (bem pouco, porque as conservas tendem a ter acidez).

Outra forma de uso bastante clássica é fazer um molho de mostarda com alcaparras, a de Dijon fica ainda mais gostosa, com o picante da mostarda equilibrando a acidez e o salgadinho da conserva.

Embora fique mais apetitosa com pescados, nada impede de usar a alcaparra em saladas, como o carpaccio – finas fatias de carne crua, sem gordura, temperadas com um molho de mostarda e alcaparras, rúcula e parmesão ralado.

Saladas de batatas também ganham um sabor ainda mais especial com essa conserva. E nem precisa usar maionese, se não gostar: bastante temperar as batatas recém-cozidas, ainda mornas, com as alcaparras inteiras ou picadas e alho dourado no azeite, mais suco de limão ou vinagre de boa qualidade, bastante salsinha picada e, se gostar, azeitonas pretas. Se adicionar lascas de bacalhau dessalgado e cozido, fica um prato perfeito e completo, ótimo para acompanhar uma salada fresca de folhas.

Alcaparras trazem um sabor marcante e especial para cortes de frango, como o peito grelhado e acebolado, ou mesmo coxas e sobrecoxas assadas. Ficam boas até como cobertura de pizza, junto de outros ingredientes como atum, muçarela, etc… E, se fizer um mix de legumes cozidos ou assados, experimente finalizar com um punhado de alcaparras e um bom fio de azeite. Delicioso! E ótimo para quem precisa ou quer acrescentar mais hortaliças no prato.

Você gosta de alcaparras? Já provou os alcaparrones? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

]]>
Sem monotonia alimentar: aprenda a variar o picadinho trocando ingredientes http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/07/18/sem-monotonia-alimentar-aprenda-a-variar-o-picadinho-com-legumes-e-carnes-diferentes/ Sat, 18 Jul 2020 07:00:09 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3241

Crédito: iStock

Picadinho é um dos pratos de excelência nacional. Geralmente feito com filé-mignon, também pode ganhar outras versões, com legumes e carnes diferentes. Afinal, é importante variar as escolhas do dia a dia, privilegiando carnes, legumes e verduras, certo? Monotonia alimentar nem sempre é bom e, com tanta opção, vale a pena explorar versões diferentes desse prato tão amado pelo brasileiro.

O picadinho tradicional pode ser feito apenas com carne bovina, picada na ponta da faca, e envolvida em molho que pode levar tomates ou não. Servida com arroz, feijão e salada.

É uma delícia? Sim! Mas nada impede que você possa dar o seu toque pessoal e aproveitar a miríade de ingredientes que tem na geladeira.

Por exemplo, se a base é carne bovina picada, fonte de proteínas, você pode substituí-la por carne moída (coxão mole e patinho ficam excelentes e são cortes mais baratos), filé de frango em cubos ou, até mesmo, lombo de porco picado. Com isso, garante o aporte de proteínas e mantém o sabor com algumas similaridades.

Agora, no quesito legumes e verduras, aí sim dá para inovar bem! Muitas pessoas usam batatas e cenouras para compor o picadinho. E são opções ótimas, ricas em carboidratos, fibras e vitaminas.

Mas, que tal apostar em outros legumes, verduras e carnes?

Picadinho de frango

Uma mistura que adoro e que é fácil de preparar é picadinho de frango. Use o peito da ave, em cubos, sem pele. Com isso, você abre mão de parte da gordura e tem uma porção incrível de proteínas. Para complementar, use os legumes e verduras de época ou os que tiver à mão. É também barato, muito saboroso e rende bastante.

Picadinho de peito de frango combina com batatas, tomates, ervilha-torta ou vagem, salsão e erva-doce. Fica leve, é ótimo para acompanhar o arroz e feijão de todo dia e, ainda, acrescenta uma boa dose de vitaminas, minerais e fibras (o salsão, além de diurético, é excelente em fibras, ajuda muito o intestino a funcionar melhor).

Picadinho de lombo suíno

Outra opção versátil, pra quem ama carne suína, é o picadinho de carne de porco. Costumo usar o lombo, sem a capa de banha, para deixar o preparo mais leve, mas vai da sua escolha. Com cortes suínos, gosto de usar temperos como alecrim e zimbro e, ainda, verduras como repolho fatiado. O repolho acrescenta uma boa dose de compostos ricos em enxofre, que protegem os intestinos. Cominho e erva-doce também ficam deliciosos!

O repolho, seja o branco (ou verde-claro) ou o roxo são fontes de sulforafanos, dos fitoquímicos que também protegem o organismo contra o desenvolvimento de células cancerosas. E são fáceis de encontrar, baratos, duram bastante e rendem muito. Use sem moderação. Aproveite para acrescentar cenoura em cubos, ervilha-torta, vagem, quiabo, ou, ainda, grãos como feijões. Rende um prato completo e que, ainda você pode congelar.

Outros vegetais

Sim, a batata picada, num picadinho de carne moída ou com outras proteínas, é um clássico delicioso. Mas, por que não apostar em batata-doce, cará, inhame, mandioca e outras raízes?

Além disso, você pode acrescentar, ao final do preparo, verduras, como o repolho (que já citei antes), acelga, couve picadinha ou mesmo rúcula. Alface fica melhor na salada, mas verduras de folhas firmes ficam boas no picadinho.

Aproveite para adicionar tomate picado (rico em licopeno, que atua como antioxidante e protege contra o câncer, principalmente o câncer de próstata), mandioquinha, cenouras, ervas frescas como salsa, cebolinha e manjericão, e está pronto o banquete.

E abuse das ervas. Salsinha e cebolinha picadas são clássicas, mas nada impede que você use tomilho, manjericão, hortelã, manjerona… Sem medo de ousar!

Você gosta de picadinho? Como prepara essa receita? Conte para mim, estou no Instagram, me adicione por lá.

]]>
Gosta de chá? Aposte em infusões diferentes, com folhas de várias plantas http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/07/16/gosta-de-cha-aposte-em-infusoes-diferentes-com-folhas-de-varias-plantas/ Thu, 16 Jul 2020 07:00:20 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3221

Crédito: iStock

Estamos acostumados a tomar chá preto, chá verde, infusões de camomila, erva-doce. Mas é possível incrementar suas bebidas quentes com folhas de árvores que crescem no jardim, como amoreira, pitangueira, goiabeira, etc. Já pensou nisso?

As infusões são comuns na dita “medicina popular”. As folhas de amoreira, por exemplo, são usadas há muito tempo para tratar de saúde feminina.

O chá de amora, ou de folhas de amoreira, vem sendo usado tradicionalmente para amenizar sintomas da menopausa. Também é uma infusão rica em antioxidantes, o que auxilia a evitar a inflamação do organismo e, assim, prevenir doenças crônicas não-transmissíveis, como hipertensão e diabetes.

Além disso, a goiaba é uma fruta deliciosa, rica em vitamina C. E as folhas da goiabeira são úteis para aqueles que sofrem de intestino solto. E, ainda, contribuem como agente antimicrobiano, antioxidantes e vitaminas, que atuam no melhor funcionamento do organismo. Além disso, a infusão preparada com as folhas da goiabeira ajudam a prender ligeiramente o intestino, o que ajuda no caso de desarranjos corriqueiros.

Pitanga e acerola

E você gosta de pitanga? Saiba que as folhas da pitangueira também contribuem com a saúde. As folhas contêm substâncias que ajudam a controlar o diabetes, além terem propriedades calmantes e diuréticas. E, ainda, ajudam aa aliviar dores de estômago e auxiliam os que têm hipertensão.

A acerola é uma fruta rica em vitamina C, que atua como antioxidante e ajuda a prevenir o envelhecimento precoce. As folhas da árvore de acerola rendem uma infusão rica em antioxidantes, além de muito agradáveis para consumir.

É possível ainda fazer uma infusão não apenas com as folhas, mas com os frutos. É claro que, em termos de vitaminas, consumir a fruta fresca é sempre melhor, pois um pouco do teor de vitamina C se perde com o calor. Mas nada impede que você prepare uma infusão com as folhas puras ou, melhor ainda, com um mix de folhas de acerola, pitangueira, amoreira ou goiabeira, junto com o chá verde ou o chá preto, ricos em antioxidantes e substâncias que deixam o cérebro mais desperto.

Como preparar?

Use um punhado de folhas frescas dessas opções que relatei para 300 ml de água. Ferva a água e, quando estiver em ebulição, adicione as folhas, desligue o fogo e tampe. Deixe em infusão por 10 minutos, remova as folhas e sirva. Prefiro servir sem açúcar ou adoçantes, para sentir o sabor delicado das folhas, mas vai do gosto de cada um. É uma forma gostosa de aquecer os dias e, ainda, trazer alguns benefícios para a saúde.

Só não exagere na dose, ok? Antes de usar qualquer tipo de alimento para favorecer a saúde, é sempre bom consultar seu médico ou nutricionista, que irá avaliar seu organismo como um todo.

Você costuma preparar chás e infusões com folhas de árvores frutíferas? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá. Vou adorar saber!

]]>
À base de mandioca, polvilhos doce e azedo dão energia e não têm glúten http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/07/11/a-base-de-mandioca-polvilhos-doce-e-azedo-dao-energia-e-nao-tem-gluten/ Sat, 11 Jul 2020 07:00:56 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3211

Pão de queijo é uma das receitas mais populares com polvilho | Crédito: iStock

Você costuma usar o polvilho na cozinha? Derivado da mandioca, o polvilho – também chamado de fécula de mandioca – é comumente encontrado em duas versões no Brasil: doce ou azedo. Ambos são usados num dos preparos mais típicos no país, o pão de queijo.

Barato, fonte de carboidratos e naturalmente sem glúten, o polvilho é um coringa na cozinha. Dura muito, desde que seja bem acondicionado em pote fechado, ao abrigo da luz e do calor, e pode ser usado em diferentes receitas, tanto doces como salgadas. A tapioca que a gente costuma fazer em casa, na frigideira, é feita do polvilho doce hidratado e depois passado em peneira. Mas é fácil, hoje em dia, comprar a goma já preparada para fazer os disquinhos de tapioca e adicionar os mais diferentes recheios.

Em termos nutricionais, além da grande quantidade de carboidratos, que fornecem energia, o polvilho é quase isento de gordura e oferece um pequeno teor de proteínas. Mas também contém cálcio, que favorece ossos e dentes, e potássio, mineral importante para os que têm hipertensão e também os praticantes de trabalhos extenuantes ou atividades físicas. Como é, basicamente, uma fonte de energia, e tem sabor e aroma muito neutros, receitas com polvilho ficam ótimas com ingredientes como queijo, castanhas e sementes, como chia e linhaça, que acabam fornecendo proteínas e gorduras de qualidade, balanceando a receita.

Polvilho doce ou azedo: diferenças e usos

Ao se deparar com os pacotinhos de polvilho no mercado, você já deve ter se perguntado qual é a diferença entre o doce e o azedo. Os dois são obtidos a partir da decantação da mandioca. Depois de seca e moída, a mandioca vira o polvilho doce. No caso do azedo, a mandioca passa por uma fermentação antes do processo de secagem e moagem, conferindo a ele uma acidez que não está presente no polvilho doce.

Além disso, ambos conferem texturas diferentes nas receitas. Enquanto o polvilho doce forma uma goma depois de cozido (que dá aquela textura “puxa-puxa” ao pão de queijo, por exemplo), o azedo tem uma capacidade maior de expansão, deixando o preparo mais leve. Por isso, no preparo desse quitute tipicamente mineiro, é comum usar uma mistura do dois – se fizer só com o azedo, o pão de queijo expande, mas fica murcho logo em seguida. Se usar apenas o doce, cresce menos e fica menos aerado também.

Quando quero uma textura mais grudentinha e firme, uso só o polvilho doce. Para o café da manhã, gosto de preparar “crepioca”, que, como o nome já diz, é uma mistura de crepe com tapioca. Basicamente, misturo 2 colheres (sopa) de polvilho doce com 1 ovo batido. Acrescento 2 colheres (sopa) de água e misturo bem, para ficar sem grumos. O polvilho entra com a dose de carboidrato, o ovo fornece gordura e proteína e, para incrementar e dar mais sabor à massa, adiciono 1 pitada de cúrcuma (que, além de dar cor, também é anti-inflamatória e um potente antioxidante), 1 pitada de orégano e, acredite, folhas e talinhos de coentro picados. Para finalizar, sal e pimenta-do-reino a gosto (lembrando que a pimenta ajuda na absorção dos nutrientes).

O coentro traz fibras, minerais, vitaminas e compostos bioativos e ainda contribui com um sabor fresco que equilibra o preparo. Se não gostar, pode acrescentar salsinha bem picada, cebolinha verde fatiada ou mesmo folhinhas de manjericão.

Essa quantidade que falei rende uma porção, mas, para fazer mais crepiocas, é só multiplicar a receita pelo número de porções desejadas. Para preparar, aqueça um pouco de manteiga ou azeite numa frigideira pequena e adicione a massa. Vá mexendo a frigideira, como fazemos com uma omelete, até a massa ficar cozida, é bem rápido. Quando a superfície ficar firme, vire a crepioca para dourar do outro lado e coloque o recheio de sua preferência. Eu gosto de rechear com queijo meia-cura ou muçarela em fatias (fica uma delícia com tomates fatiados e um fio de azeite), mas use a criatividade e aproveite o que tiver em casa. Só é importante servir e comer quente, a textura fica meio borrachuda depois de fria.

E, já que eu falei tanto de pão de queijo por aqui, vou dar uma receita que aprendi com minha mãe e que é sempre sucesso (e ainda aproveita os dois tipos de polvilho). Se possível, use queijo meia-cura, funciona muito bem.

Para fazer o pão de queijo, misture bem 3 ovos batidos com 3 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente, 500 gramas de queijo meia-cura ralado, 1 colher (chá) de sal, 4 xícaras (chá) de polvilho doce e 1 xícara (chá) de polvilho azedo. Adicione, aos poucos, 250 ml de leite morno, integral. Misture até obter uma textura que não grude nas mãos.

Se a massa ficar muito dura, adicione um pouquinho mais de leite. Faça bolinhas com a massa e asse os pães de queijo numa assadeira untada com manteiga, com espaço entre eles, pois crescem. Use forno médio-alto e asse-os até ficarem dourados. São uma delícia para comer quentinhos, com manteiga, requeijão, geleia ou doce de leite. E congelam bem, precisando apenas reaquecê-los no forno na hora de servir. É sucesso entre adultos e crianças, pode apostar.

E você, usa polvilho doce ou azedo na cozinha? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

]]>
Petisco antigo, tremoço é fonte de proteínas e fibras, experimente http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/07/09/petisco-antigo-tremoco-e-fonte-de-proteinas-e-fibras-experimente/ Thu, 09 Jul 2020 07:00:27 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=3198

Crédito: iStock

Hoje em dia, não se pode dizer que tremoço é um “hit” culinário. Entre os mais jovens, há os que não conhçam e nunca provaram essa semente, servida geralmente em conserva, arredondada e bem amarela, coberta por uma película transparente.

Posso dizer, porém, que, para mim, comer tremoços faz parte da memória afetiva. Meu pai adorava esse petisco e, todo domingo, dia de feira, comprava um pouquinho, a granel, para servir antes do almoço. Houve um momento, no passado, em que era considerado chique servir tremoços e azeitonas como aperitivo. Eu aprendi desde cedo a comer tremoços e adoro, até hoje.

Fato é que essa leguminosa, consumida desde a Antiguidade, é muito rica em proteínas e ainda mais abundante em fibras, o que faz dela um tira-gosto excelente para acompanhar a cerveja, ou, ainda, como lanchinho para os que seguem a dieta low carb. Por conta disso, dá uma sensação de saciedade, contribuindo com aqueles que estão em dietas de emagrecimento. É moderadamente calórico, apresentando cerca de 121 calorias em 100 gramas.

Também tem um bom teor de cálcio e fósforo, fundamentais para a saúde óssea. Porém, como geralmente é encontrado em conserva, contém muito sódio –por isso, quem tem hipertensão não podem exagerar.

É possível comprar a semente seca, para fazer em casa. Mas, o tremoço não pode ser consumido cru, pois pode ser tóxico. Por isso, é preciso deixar as sementes de molho em água por vários dias (trocando a água sempre), caso seja o tremoço da variedade mais amarga, ou de um dia para o outro, se for da variedade “doce”. Caso não saiba de qual tipo se trata, já que não é tão fácil de encontrar o tremoço seco, jogue no seguro e deixe as sementes de molho por alguns dias, trocando a água sempre. E cozinhe em quantas águas for preciso até tirar o amargor, como a gente faz com as favas. Depois, é só temperar a seu gosto, fica excelente com um pouco de sal, pimenta calabresa, alecrim e salsinha picados e um bom azeite de oliva.

Ou aposte no mais seguro ainda, que é comprar essa delícia já em conserva. Nesse caso, para remover um pouco do sódio, deixe-o de molho em água por algumas horas, remova a água e sirva. Isso deixa o petisco menos salgado, o que é ótimo tanto para consumir puro como para uso em receitas.

Além de seu excelente valor proteico, o tremoço também fornece gorduras de ótima qualidade, como os ácidos graxos mono-insaturados, os mesmos presentes no azeite de oliva, que beneficiam a saúde vascular. Consumindo com moderação, não há mal nenhum, como tudo nesta vida (exceto, claro, se você tiver algum problema de saúde, vale sempre consultar o médico ou nutricionista nesses casos, como sempre digo aqui).

Em alguns países, como Portugal, é comum encontrar farinha de tremoço, usada para enriquecer preparos como pães e bolos, aumentando o teor proteico dessas receitas. Dessa forma, não há a preocupação com a quantidade elevada de sal. Porém, no Brasil, ao menos em São Paulo, é difícil de achar esse tipo de farinha.

Usos do tremoço na cozinha

Como afirmei mais acima, o tremoço, em conserva, é servido comumente como aperitivo. Mas nada impede que seja acrescentado a outros pratos, especialmente os vegetarianos e veganos, que se beneficiam com um teor a mais de proteínas e fibras.

Por exemplo, gosto de triturar os grãos rapidamente no liquidificador ou processador. Esse tremoço triturado pode ser usado para incrementar saladas de folhas e legumes, juntando-os ao molho da salada, ou mesmo a um vinagrete de churrasco, feito de cebola, alho, tomate, salsinha, vinagre, azeite de oliva, sal e pimenta. É um forma de deixar o molho saboroso, com mais textura, e, também, mais nutritivo.

Se estiver fazendo bolinhos, como o falafel, substitua o grão-de-bico pelo tremoço moído e tempere com muitas ervas frescas, como salsinha, hortelã, coentro, além de cebola picadinha, um pouco de farinha de trigo para dar a liga, um tantinho de fermento, e muitas especiarias a gosto, como cominho, pimenta síria, pimenta-do-reino, etc. Acerte o sal e frite às colheradas em óleo bem quente, escorrendo os bolinhos depois, em papel-absorvente, para remover o excesso de gordura. É delicioso e com uma salada verde bem variada fica excelente.

Outra sugestão saborosa para servir como aperitivo é fazer um patê com azeitonas moídas, alho, salsinha, tomilho, orégano, pimenta-do-reino moída e, claro, tremoços em conserva. Só bater tudo no processador até obter uma pasta grossa. Não precisa adicionar sal, pois os tremoços e as azeitonas já são salgados. Se quiser, junte um pouco de alcaparras, fica ótimo.

Você conhece tremoço? Gosta desse aperitivo? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

]]>