Menu do Dia http://menudodia.blogosfera.uol.com.br Menu do dia é o blog de culinária, receitas, gastronomia e nutrição, da jornalista e pesquisadora Luciana Mastrorosa. Aqui, você vai encontrar notícias, reflexões, receitas, degustações e muito mais sobre uma das melhores coisas da vida: comer. Sat, 22 Feb 2020 07:00:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Carnaval é tempo de churrasco! Inove com chimichurri no lugar no vinagrete http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/02/22/carnaval-e-tempo-de-churrasco-inove-com-chimichurri-no-lugar-no-vinagrete/ Sat, 22 Feb 2020 07:00:52 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2844

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Quatro dias de Carnaval e, pelo menos uma vez, você há de fazer churrasco. Certo? Se já está preparando o tradicional vinagrete, considere apostar num molho que é muito típico dos nossos países hermanos, como Uruguai e Argentina: o chimichurri.

Embora a gente encontre, hoje em dia, várias misturas de ervas e especiarias secas com esse nome, a tradição entre os latinos é servir o chimichurri elaborado com ingredientes frescos. E cada família tem sua receita.

Mas alguns itens nunca podem faltar, como salsa e alho, que formam a base do molho. Além desses itens, entram ainda outros temperos, como cebola, orégano, páprica, pimenta, louro, mostarda, mais vinagre e óleo vegetal para dar a liga. O importante, sempre, é manter um equilíbrio entre os ingredientes. 

Conversei com os proprietários do Chimichurri do Norba, que se dedica a tornar mais popular essa receita no Brasil. Norberto Goliger Slepian, o Norba, é uruguaio e aprendeu a fazer o chimichurri com seu pai. Chegando ao Brasil, trouxe a tradição com ele. “Inicialmente, meu pai fazia o molho só para a família, em pote de sorvete mesmo. Depois, os amigos começaram a gostar, todo mundo começou a pedir e acabamos transformando a receita num negócio”, conta Daniel Goliger, filho de Norberto, que hoje cuida da marca junto com a família, mantendo a receita original do pai.

O diferencial do chimichurri do Norba é que não leva nenhum conservante, apenas ingredientes naturais. Além da versão tradicional, a família desenvolveu ainda o molho nas versões jalapeño, para quem aprecia sabores picantes; o de Dijon, com a mostarda francesa; e com hortelã, que combina particularmente bem com carnes de cordeiro, com uma pegada mais refrescante. 

Chimichurri: formas de servir

Conversando com Daniel e Norba, descobri que o chimichurri é onipresente nas mesas uruguaias e não pode faltar como acompanhamento do churrasco. “O molho pode ser servido de duas formas: entrando na marinada de carnes, frango e vegetais, ou, servido sobre as carnes já prontas”, ensina Daniel.

E cai bem na finalização de praticamente tudo: grelhados, frango assado, legumes, queijo provolone, peixes e camarões, etc. Fica uma delícia na composição de canapés e é ótimo para aquele petisco rápido em casa, com fatias de pão crocante e legumes crus em palitos, como pepino, cenoura, salsão e erva-doce.

No Uruguai e na Argentina, entra como tempero básico do sanduíche choripán, com pão, linguiça e uma dose generosa de chimichurri bem fresco. “O interessante do chimichurri é que, no Uruguai, ele é encontrado no churrasco mais básico até nos restaurantes mais sofisticados. Todo lugar tem o seu”, diz Daniel.

Hoje, é possível comprar chimichurris prontos, como o do Norba, em boutiques de carne, hortifrútis e empórios, em todo o Brasil. Depois de aberto, como não tem conservantes artificiais, é ideal consumir em até uma semana, mantendo sempre em geladeira.

Mas, se a ideia é fazer em casa, comece por uma mistura equilibrada de salsinha picada, alho picado miudinho, um pouco de cebola em cubinhos (prefiro a roxa, mas vai de sua preferência), uma quantidade boa de orégano, pimenta dedo-de-moça picada, vinagre de boa qualidade, azeite de oliva, sal e, se gostar, uma pitada de pimenta-do-reino.

É bom para a saúde? Sim!

Quando se consomem carnes grelhadas, como churrasco, é sempre bom equilibrar o prato com bastantes verduras e legumes. Além de harmonizar com o sabor forte das carnes, esses ingredientes, na forma de molhos e saladas, são fontes de vitaminas, minerais e fibras, que ajudam na digestão e melhor absorção dos nutrientes. E também têm compostos bioativos, como os antioxidantes, que combatem a inflamação e previnem doenças.

A salsa, base do chimichurri, é uma erva incrível para usar nos pratos sempre que possível. Rica em fibras, é uma fonte de luteína, que ajuda a proteger a visão. Também é rica em cálcio, mineral que participa de diversas reações metabólicas e protege os ossos e dentes, combatendo a osteoporose.

Além disso, o alho, assim como a cebola, são alimentos repletos de compostos que ajudam a manter a imunidade alta, ajudando a combater e prevenir gripes e resfriados e, ainda, atuando no controle da glicemia. Se a cebola for roxa, ela oferece antocianinas, que agem como potentes antioxidantes, protegendo a saúde do coração e ajudando a evitar doenças degenerativas, como o Alzheimer. E o orégano, parte integrante do chimichurri, tem ação antimicrobiana e também fornece antioxidantes. Ou seja, é uma combinação perfeita para consumir com carnes, principalmente as grelhadas e defumadas, como o churrasco.

Para complementar a receita, use um bom óleo vegetal – o de oliva é o que mais protege o coração, com uma boa quantidade de ácidos graxos mono-insaturados. E, se puder, use vinagre artesanal, que contribui não apenas com uma acidez agradável, mas também com probióticos, que auxiliam no bom funcionamento dos intestinos e na saúde da microbiota intestinal.

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Mais doce e menos picante, cebola roxa é fonte de antocianinas http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/02/20/mais-doce-e-menos-picante-cebola-roxa-e-fonte-de-antocianinas/ Thu, 20 Feb 2020 07:00:19 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2837

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Cebola é aquele tempero básico que não falta nunca na cozinha. Em geral, a cebola branca ou amarela é a mais comum e mais usada no dia a dia, pelo sabor e também por ser mais barata e mais fácil de encontrar em vários tamanhos e formatos.

Porém, a cebola roxa, além da linda coloração, é naturalmente mais adocicada e menos picante que as outras variedades, por isso fica particularmente boa servida crua (até quem não gosta de cebola costuma não se importar com fatias fininhas da cebola roxa finalizando os pratos).

Pouco calórica, rica em fibras e repleta de vitaminas e minerais, a cebola roxa conta ainda com um diferencial: as antocianinas, que são os pigmentos responsáveis pela cor intensa dessa hortaliça.

As antocianinas são compostos fenólicos solúveis em água e muito instáveis em temperaturas elevadas -é por isso que a cor da cebola roxa fica esmaecida e sem graça depois de um refogado, por exemplo, mas se mantém viva e intensa com o ingrediente cru.

Esses compostos têm importante ação antioxidante, por isso são considerados aliados na prevenção ou até no retardamento de doenças crônicas, como as cardiovasculares, o câncer e doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Além disso, a cebola roxa, assim como o alho, é rica em compostos sulfurosos que agem como anti-inflamatórios, anti-bacterianos e anti-virais, ajudando a reforçar a imunidade.

Outra ação importante da cebola é sobre a glicemia, esse alimento ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue e a melhorar a circulação, evitando até tromboses e crises respiratórias, como asma.

Cebola roxa na cozinha

Como disse mais acima, as antocianinas presentes na cebola roxa são sensíveis ao calor, por isso perdem a intensidade da cor após longo cozimento. Por isso, e também pelo seu sabor naturalmente adocicado, a cebola roxa é bastante usada em receitas onde pode entrar crua.

Na guacamole, por exemplo, uma cebola roxa pequena, bem picadinha, traz crocância, uma certa doçura e um picante bem leve. Essa receita é incrível porque combina as gorduras boas do abacate (ácidos graxos do tipo monoinsaturado, principalmente), mais o licopeno do tomate (poderoso antioxidante), a vitamina C em boa quantidade do suco de limão usado para temperar e a capsaicina da pimenta dedo-de-moça, que entra bem picadinha para dar aquele apimentado agradável. Soma-se a isso o coentro, rico em antioxidantes e com efeito depurativo no organismo. Eu adoro! Sempre que tem abacate maduro na feira, compro para fazer guacamole.

Se cortada em fatias bem fininhas, a cebola roxa fica ótima na cobertura de pizzas, principalmente aquelas que levam embutidos, como a calabresa. Em fatias finas ou em cubinhos, é o ingrediente básico do ceviche, que combina ainda a proteína e a leveza dos peixes de carne delicada, como o saint-peter, mais pimenta dedo-de-moça, ervas frescas, sal, pimenta-do-reino moída na hora e ingredientes para complementar, como grãos de milho e batata-doce cozida ou frita, que agregam carboidratos.

Gosto também de usar a cebola roxa fatiada para compor recheio de hambúrguer, agregando crocância e doçura, e, claro, para finalizar saladas bem coloridas, com muito tomate, folhas verdes claras e escuras, gomos de laranja sem sementes e sem peles, vagens, batatinhas e o que mais gostar.

A cebola roxa fica perfeita ainda no steak tartare, em cubinhos mínimos, e também nos molhos do tipo vinagrete, ideais para churrasco. Como é mais delicada no paladar, não deixa aquele gosto eterno de cebola depois da primeira garfada. Vale provar.

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Erva básica, louro é digestivo e fonte de antioxidantes, aprenda a usar http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/02/15/erva-basica-louro-e-digestivo-e-fonte-de-antioxidantes-aprenda-a-usar/ Sat, 15 Feb 2020 07:00:07 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2833

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O louro é um dos temperos mais comuns no Brasil, indispensável para o feijão, a feijoada, sopas, ensopados, marinadas e molhos. Em geral, usa-se a folha inteira, seca ou fresca, que deve ser removida ao final do preparo, pois é muito dura. Também pode ser encontrada na forma de pó –mas, neste caso, é preciso ter cuidado com a quantidade, para não deixar os pratos com gosto forte demais.

Além de dar um sabor delicado e característico aos preparos, o louro é uma erva muito digestiva, com ação carminativa (ou seja, evita a formação de gases), por isso é tão usada em pratos à base de grãos, como lentilhas, grão-de-bico, ervilhas e todo tipo de feijão.

Como é usada em pequena quantidade, não adiciona calorias à receita, mas contribui com muitos compostos bioativos que atuam como antioxidantes, ajudando a combater a inflamação do organismo e o envelhecimento precoce.

Dentre os antioxidantes presentes nessa erva, está o eugenol, um composto fenólico. As folhas de louro são ricas em óleos essenciais, e são eles que carregam a grande quantidade desses compostos bioativos.

O louro é uma dos condimentos mais antigos usados tanto na cozinha como na medicina popular. Em termos de saúde, estudos têm confirmado essas propriedades fitoterápicas, apontando que essa erva, além da importante atividade antioxidante, também age como antimicrobiana, antifúngica, anti-inflamatória e analgésica.

E, de acordo com a crendice popular, ainda é associada à prosperidade, fartura e dinheiro. Também é ligada ao sucesso e à vitória: não por acaso, os heróis de antigamente eram condecorados com coroas de louros pelos seus feitos.

Usos do louro na cozinha

Como afirmei mais acima, o louro é um tempero clássico do feijão e da feijoada, pratos típicos e muito tradicionais em todo o Brasil. Mas também fica uma delícia em pratos à base de arroz (eu uso até no arroz branco, traz um perfume muito bom) e para aromatizar caldos, sopas e ensopados.

Gosto de usar também no molho de tomate, principalmente aqueles que levam carnes vermelhas. E é uma erva que cai bem nas marinadas à base de cebola, alho, pimentas e vinho tinto, usada para carnes que serão assadas por longas horas.

Com cordeiro e carne bovina, o louro combina particularmente bem. Mas nada impede que seja adicionado também ao frango assado (gosto de colocar algumas folhas de louro na cavidade da ave, junto com cebola espetada com cravo e canela, antes de assar), ou mesmo sob a pele do peito de frango.

Só não vale exagerar na quantidade: bastam uma ou duas folhas para aromatizar uma panela de sopa, por exemplo. Se for usada em excesso, o sabor do louro irá predominar e deixar tudo enjoativo.

Outra dica interessante é cortar uma cebola ao meio e tostá-la numa chapa quente. Depois, espetar uma folha de louro em cada metade, usando cravos. Use essa cebola para aromatizar caldos, junto com cenoura picada, alho-poró, salsão e pimenta-do-reino (se tiver aparas de cogumelos e carcaça de frango, use também). A cebola tostada oferece um toque caramelizado e o cravo e o louro emprestam seu aroma e sabor para o preparo, que pode ser usado posteriormente para sopas, ensopados, cozinhar arroz, feijão, fazer picadinhos de carne, etc. Você pode, ainda, usar essa cebola tostada com cravo e louro para aromatizar molho branco, fica delicioso (ainda mais se for finalizado com noz-moscada depois).

Na hora da compra, você pode encontrar as folhas de louro já secas, em embalagens fechadas. Porém, eu prefiro comprar a erva fresca, vendida na feira, ainda com as folhas presas aos galhos. É só deixar o galho inteiro pendurado na cozinha, em algum lugar fresco e seco, até as folhas desidratarem. Quando estiverem perfeitamente secas e quebradiças, retire-as do galho e guarde-as num recipiente bem fechado, ao abrigo da luz e da umidade. Fazendo dessa forma, o louro dura muitos meses na despensa (e as folhas podem ser usadas também enquanto estiverem verdes).

Outra vantagem de usar a erva dessa maneira é que você pode aproveitar os galhinhos frescos ou secos para usar como espetos e assar peixes e camarões. Fica uma delícia e deixa um sabor especial, pois os galhos, assim como as folhas, são bastante aromáticos.

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Erva-mate é rica em antioxidantes e cafeína, veja como preparar a infusão http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/02/13/erva-mate-e-rica-em-antioxidantes-e-cafeina-veja-como-preparar-a-infusao/ Thu, 13 Feb 2020 07:00:51 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2827

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A erva-mate é muito usada no Brasil para o preparo de infusões, bebidas geladas com frutas e também do chimarrão, típico da região Sul do país. Embora não seja ainda tão comentada como o chá verde em relação às suas propriedades nutricionais, o mate oferece inúmeros benefícios para a saúde, principalmente em termos de antioxidantes, como os polifenóis. Também ajuda a dar aquele pique no dia a dia, por conta da presença de cafeína.

Como sempre comento por aqui, os antioxidantes são fundamentais para o organismo, pois ajudam a combater as inflamações geradas no corpo por um estilo de vida pouco saudável ou uma alimentação com excesso de gorduras, açúcares, sal e produtos industrializados, como salgadinhos, refrigerantes, guloseimas, etc (sem contar o estresse do dia a dia).

Fato é que o mate vem sendo explorado por suas propriedades nutricionais e também pelo grande potencial que oferece em termos de sabor. Atualmente, profissionais como Carla Saueressig, especialista em chás, organiza a Caravana do Mate, no Rio Grande do Sul, um dos principais produtores de mate no país. A terceira edição ocorre no próximo mês de maio.

A caravana leva os apaixonados por mate a descobrir um pouco mais de seus aromas e sabores (e também de sua produção) no sul do Brasil, mais especialmente na cidade de Ilópolis. Como Carla explicou ao Menu do Dia, a cidade de Ilópolis é chamada dessa forma por causa do nome científico do mate –Ilex paraguariensis. Durante o roteiro, os participantes visitam plantações e podem provar a erva processada de diversas formas. E, agora, Carla e outros profissionais especializados em chá vêm desenvolvendo uma novidade: um tipo de mate em pó, como o matchá – o pó de chá verde japonês, muito fino e delicado, riquíssimo em antioxidantes.

“Ainda não temos uma produção em grande escala, demoramos um tempão até conseguir um moinho de pedra para obter o mate em pó como a gente queria”, diz Carla. “Porém, já estamos comercializando o pouco que temos e mostrando o produto para chefs de cozinha e nutricionistas, para aplicação em receitas, assim como acontece com o matchá”, afirma. O grande diferencial do produto é que ele, além de ser nacional, apresenta as mesmas (ou até mais) propriedades nutricionais do matchá, como o alto teor de antioxidantes. “Mas tem ainda um outro diferencial, seu sabor é bem menos amargo e mais agradável”, diz Carla.

Além do mate em pó, as equipes estão desenvolvendo outras formas de comercializar a erva, como na versão pura folha, mais indicada para tomar como chá do que como chimarrão. São novidades que estão para chegar ao mercado, mas que prometem mudar a forma como consumimos a erva-mate hoje.

Como disse mais acima, os compostos fenólicos se destacam dentre os benefícios nutricionais da erva-mate, que também contém um teor considerável de metilxantinas e saponinas, além de antocianinas, flavonóides, um pouco de carboidratos, vitaminas e carotenoides.

A cafeína é a principal xantina encontrada nessa bebida, seguida da teobromina. Por conta da presença dessas substâncias, as bebidas preparadas com a erva-mate dão energia e disposição, ajudando a despertar e a manter o estado de alerta.

Como preparar sua bebida de erva-mate

As novidades à base de erva-mate ainda são difíceis de encontrar fora da região Sul, mas há boas marcas em todo o Brasil que oferecem essa erva tanto para o chimarrão quanto para o preparo em infusão. Fora dos estados do Sul, há produção do mate também no Mato Grosso do Sul. Por ali, a erva é consumida como tererê.

Para preparar o seu chazinho em casa, Carla recomenda usar 13 gramas da erva por litro de água, numa temperatura aproximada de 90 ºC, com tempo de infusão de cerca de 5 minutos. Isso já é suficiente para extrair um bom sabor da erva, sem deixar a bebida amarga. Em geral, usa-se a erva-mate verde para o chimarrão (basta colocar a erva na cuia e adicionar água quente) e a erva-mate tostada para infusões.

Se gostar de sabores diferentes, procure adicionar outras ervas, frutas secas e até flores na infusão com mate. Rodelas de laranja e limão, fatias de pêssego e flores secas, como rosa, camomila e lavanda, vão muito bem com o sabor ligeiramente amargo e potente do mate.

Para os que gostam de bebidas frias, prepare a infusão e deixe esfriar. Depois de fria, adicione gelo e frutas picadas, como pêssego, maçã, ameixa, abacaxi picadinhos e suco de limão. Delicioso para tomar no verão e não precisa nem adoçar! É uma forma de substituir com sucesso os refrigerantes e sucos artificiais no dia a dia, garantindo não apenas um ótimo sabor, como também a dose diária de antioxidantes.

Você curte erva-mate? Costuma consumir infusões e chimarrão com essa erva? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

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Como variar a tapioca de todo dia e deixá-la ainda mais nutritiva http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/02/08/como-variar-a-tapioca-de-todo-dia-e-deixa-la-ainda-mais-nutritiva/ Sat, 08 Feb 2020 07:00:25 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2815

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Tapiocas são excelentes fontes de energia, um alimento bom para comer no café da manhã, lanche da tarde ou mesmo no almoço, se tiver um recheio mais substancioso e uma saladinha para acompanhar.

Feita de goma de mandioca (ou polvilho doce), uma espécie de farinha fina obtida a partir dessa raiz, a tapioca é um disco fino tostado numa chapa quente até firmar. Se deixar mais tempo no fogo, ela fica durinha e crocante.

Hoje em dia, é comum encontrar no mercado a goma já hidratada e pronta para o preparo. Só colocar duas colheres (sopa) numa frigideira aquecida, temperar com sal e pronto. Mas dá para comprar o polvilho doce e hidratar você mesmo a massa, do jeito que achar melhor.

O principal atributo da tapioca é o fornecimento de energia: é rica em carboidratos, mas pobre em proteínas e gorduras. Por isso, combina muito bem com recheios mais substanciosos e proteicos ou ricos em lipídios, como queijos, tahine (pasta de gergelim), manteiga de amendoim, manteiga…

Porém, há formas de deixar a massa da tapioca ainda mais nutritiva, agregando-se fibras, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais. Veja abaixo algumas ideias para você aproveitar ao máximo sua tapioca:

Hidrate a massa com sucos e até café

Como disse mais acima, a goma de tapioca é hidratada com água. Mas você pode usar outros líquidos para fazer a hidratação da massa em casa, como sucos, chás e até café. Isso acrescenta uma boa dose de nutrientes, principalmente vitaminas e minerais, e ainda deixa o preparo muito atraente, principalmente para os pequenos, que vão adorar uma tapioca verdinha, rosada ou laranja.

Para isso, use a proporção de 1 xícara e meia de líquido para 500 g de polvilho doce. Por exemplo: para hidratar com suco de beterraba, use uma xícara de água para 1 beterraba pequena batida. Coe, descarte os resíduos que sobraram e aproveite o suco na proporção indicada. É só ir molhando o polvilho com esse líquido até obter uma textura arenosa. Feito isso, tempere a massa com sal a gosto e prepare as tapiocas com duas ou três colheres (sopa) da massa hidratada. A quantidade depende do tamanho da sua frigideira.

O suco de beterraba agrega, além de uma linda cor rosa, uma boa dose de minerais como cálcio e magnésio, muito potássio, um pouco de fósforo e de vitamina C. Além disso, é rico em compostos bioativos, como as antocianinas, que atuam como antioxidantes e ajudam a preservar a saúde cardiovascular e a evitar doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

Da mesma forma, você pode usar suco de cenoura natural para hidratar a tapioca – rica em carotenoides, que protegem os olhos e a visão; ou mesmo chá verde, o matchá, que é fonte de antioxidantes, ajudando até na prevenção de alguns tipos de câncer. Outros sucos verdes, como o de couve ou até de espinafre, também ficam ótimos e agregam antioxidantes, vitaminas e minerais, como o ferro, que combatem a anemia.

Caso ame café, pode usar o café filtrado no lugar da água ou do suco. Esse tipo de preparo fica mais amarguinho, por isso combina bem com recheios doces, como doce de leite, frutas, coco ralado, etc. E ainda desperta o cérebro por causa da cafeína, um estimulante natural.

Acrescentes grãos e sementes

Outra forma de deixar a massa da tapioca mais rica é acrescentar grãos e sementes na mistura de água e polvilho doce. Na hora de fazer as tapiocas, misture um pouco de linhaça, chia, aveia ou farinha de castanhas na massa. Isso vai deixá-las também com um visual diferente e o sabor muito mais apurado.

A linhaça e a chia, além de fornecerem bastantes fibras, também acrescentam uma dose de ômega 3 na dieta. Esse tipo de gordura é importantíssima para o organismo, ajudando a combater a inflamação decorrente de um estilo de vida pouco saudável.

Assim, auxilia, por tabela, a evitar doenças cardiovasculares e crônicas. As castanhas também agregam gorduras de excelente qualidade, que protegem o coração, além de uma boa dose de proteínas. Use farinha de amêndoas, de castanha de caju, de avelãs ou até de amendoim, que é mais barata e igualmente saborosa.

Por fim, se gostar, adicione ainda um pouco de aveia. Esse cereal é fonte de fibras insolúveis, que favorecem o sistema digestório, e também em beta-glucanas, que ajudam a controlar o diabetes e diminuir o colesterol.

Capriche nos recheios

Para mim, que sou fã de tapioca, esse alimento fica bom de qualquer jeito, mesmo que seja o preparo mais simples, como uma manteiga e uma pitada de sal. Mas dá para transformar a tapioca numa refeição completa, que vai dar energia por um bom tempo.

Como a goma fornece carboidratos simples, que são digeridos rapidamente, o truque é acrescentar alimentos que contenham proteínas e gorduras no recheio. Por isso, se a ideia é almoçar ou jantar uma tapioca, vale apostar em carnes magras desfiadas e temperadas (como peito de frango, carne seca, atum) e agregar legumes e saladinhas, temperando tudo com um bom azeite de oliva (ou um pouco de manteiga, ghee ou manteiga de garrafa). Uma sugestão deliciosa de recheio é cogumelo salteado na manteiga, com um pouco de shoyu e vinagre de maçã (ou vinho branco) coberto com queijo e alface picada (ou outra verdura de sua preferência).

Queijo derretido e ovo frito, ou mexido, são boas opções para enriquecer sua tapioca no café da manhã. Agregue uma pitada de pimenta-do-reino moída na hora, para ficar mais perfumado e saboroso (e, ainda, a pimenta ajuda na absorção de outros nutrientes durante a refeição) e também um pouco de ervas frescas ou secas, que são ricas em fibras e antioxidantes, além de fornecer minerais e vitaminas (principalmente as ervas frescas, como salsinha, hortelã, tomilho, manjericão e cebolinha).

Da mesma forma, as tapiocas do desjejum também são uma delícia com recheios de pastas de castanhas, ricas em proteínas e gorduras, com um elemento adocicado junto, seja mel, melado de cana (fonte de ferro) ou geleias de frutas.

O preparo da tapioca é bem rápido: bastam poucos minutos de cada lado para o disco ficar pronto. Basta espalhar uma quantidade de goma hidratada na frigideira quente, espalhando de maneira uniforme. Por isso, antes de fazer os discos, deixe os recheios preparados e separados em tigelinhas, fica mais fácil de montar.

E, para os fãs de doces, vale servir tapiocas em tamanhos menores de sobremesa. Fica deliciosa com doce de leite e coco, fatias de banana-da-terra douradas na manteiga com queijo derretido, ganache de chocolate e morango, etc…

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4 frutos do mar para provar até o fim do verão http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/02/06/4-frutos-do-mar-para-provar-ate-o-fim-do-verao/ Thu, 06 Feb 2020 07:00:12 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2811

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Sim, as férias escolares já terminaram e a maioria das pessoas voltou ao trabalho, retomando a rotina. Porém, Carnaval está chegando e o verão ainda não acabou. Como a estação lembra sol e praia, lembra também… frutos do mar!

Alguns deles, como lula, polvo, mexilhão e vôngole (também conhecido como berbigão) começam a ficar mais disponíveis neste mês, o que é ótimo, pois a melhor forma de aproveitar esse tipo de ingrediente é consumi-los bem frescos.

Frutos do mar são muito nutritivos, ricos em proteínas, e uma ótima forma de variar a dieta. Alguns deles têm bastante colesterol, como as lulas, mas cabem perfeitamente dentro de uma alimentação saudável.

São ainda fonte de minerais importantes para a saúde, como cálcio, ferro, fósforo, magnésio e zinco, além do sódio. O cálcio e o fósforo ajudam a fortalecer ossos e dentes, enquanto o potássio favorece os hipertensos e praticantes de atividades físicas extenuantes. Já o magnésio é fundamental para o metabolismo e para o sistema nervoso. O ferro ajuda a combater a anemia e, por fim, o zinco é aliado do sistema imunológico, fortalecendo as defesas do organismo.

Em termos de vitaminas, os frutos do mar fornecem uma boa quantidade de vitamina A, fundamental para olhos e visão; vitamina E, que age como antioxidante, evitando o envelhecimento precoce; um pouco de vitamina C, que também é antioxidante e fortalece o sistema imune; e vitaminas do complexo B, como a B12, que mantém o metabolismo do sistema nervoso e ajuda na saúde das células vermelhas do sangue.

Frutos do mar: modos de preparo

Em geral, os frutos do mar não precisam de muito tempo de cozimento. Porém, principalmente o polvo e a lula, se passarem do ponto ficam borrachudos e duros. Costuma-se dizer que os frutos do mar precisam de “4 ou 40 minutos” de cozimento. Aneis de lula ficam bons empanados e fritos em imersão, pois, assim, cozinham rapidamente e ficam com uma textura agradável na mordida.

O polvo eu prefiro cozinhar na pressão, com um dedo de água e folhas de louro, por cerca de 30 minutos. Dessa forma, suas fibras se amaciam e ele pode ser finalizado no forno com azeite, batatas cozidas, dentes de alho, ervas… Gosto de usar alecrim e tomilho com polvo.

Os mexilhões e vôngoles também cozinham rapidamente. Como possuem conchas, descarte as que não abrirem depois do cozimento e sirva apenas as abertas. Combinam com molhos cítricos e cremosos, com base de cebola e alho refogadinhos em azeite ou manteiga, por exemplo, e também com vinho branco, que traz uma acidez agradável para esses alimentos.

Esses frutos do mar também ficam deliciosos em molhos leves para massas, principalmente o espaguete, com bastante alho e salsinha. Em vez de queijo ralado para finalizar, use farinha de pão tostado, ligeiramente frita na manteiga com sal, pimenta-do-reino e ervas frescas ou secas, como o orégano.

O vôngole também pode ser adicionado, com concha e tudo, no cozimento do arroz (se colocar uns tomatinhos junto, sem pele e sem sementes, no refogado de cebola e alho, fica melhor ainda).

Todos os frutos do mar combinam com temperos frescos, como salsão e alho-poró, o que aumenta ainda o teor de fibras, vitaminas e minerais, deixando tudo mais nutritivo. Aproveite!

Você gosta de fazer pastinhas e patês em casa? Qual é a sua receita preferida? Conte para mim! Estou no Instagram, me adicione por lá.

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Aprenda a fazer quatro patês naturais, frescos e ricos em nutrientes http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/02/01/aprenda-a-fazer-quatro-pates-naturais-frescos-e-ricos-em-nutrientes/ Sat, 01 Feb 2020 07:00:46 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2805

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Quem resiste a um pão fresco com um bom patê? Em vez de lançar mão das opções industrializadas, cheias de conservantes, gomas e aromatizantes artificiais, use ingredientes frescos e naturais e prepare, você mesmo, suas próprias versões.

O bom das pastinhas e patês é que elas são fáceis de fazer. Basta combinar uma base mais cremosa, para dar liga, que pode ser azeite de oliva, creme de leite, requeijão, tofu, maionese, tahine…

Selecionei algumas ideias de patês fáceis e cheios de nutrientes para fazer no fim de semana. Dá até para colocar os pequenos para preparar junto. Vamos lá:

Sardela

De origem italiana, esse patê tem como base tomates, pimentões e peixe em conserva. Seu sabor é intenso e marcante, especialmente se levar aliche, que é bem salgado. Para ficar com um sabor mais aprimorado, vale refogar os temperos antes de processar o antepasto. Gosto de usar uma cebola pequena, bem picadinha, refogada em 4 colheres (sopa) de azeite de oliva e dentes de alho picadinhos. Se gostar do sabor do alho, use 3 a 4 dentes. Quando estiver tudo bem refogado, adicione 1 pimentão vermelho em cubinhos e deixe amolecer. Acrescente, então, 1 lata pequena de extrato de tomate (observe na latinha se leva apenas tomates e sal, sem conservantes), 2 latas de sardinha em conserva (sem o óleo) ou 4 filés de aliche. Os peixes, mesmo em conserva, são fontes de ômega 3, um tipo de gordura que protege o coração e tem ação anti-inflamatória.

Tempere a gosto com sal, pimenta-do-reino, orégano seco e, se gostar, páprica picante. Misture bem e bata no processador ou liquidificador. Deixe esfriar antes de servir, fica delicioso com pão italiano. Este patê é rico em licopeno, um antioxidante potente presente nos tomates e pimentões, que tem efeito protetivo contra o câncer. Também tem os compostos sulfurosos do alho e da cebola, que favorecem a saúde cardiovascular, melhorando a circulação e atuando também na proteção contra o câncer. O azeite fornece gorduras mono-insaturadas, que atuam de maneira benéfica sobre o coração. O pimentão e a cebola oferecem ainda fibras, que melhoram o funcionamento dos intestinos.

Alichela

Eis mais um patê maravilhoso de origem italiana, muito barato, fácil de fazer e rico em nutrientes como o cálcio, além de oferecer muitas fibras. A base da alichela é a salsinha que, além de diurética, também é rica em antioxidantes, que ajudam a combater a inflamação do organismo e a prevenir contra doenças crônicas, como o diabetes e a hipertensão. E oferece ainda uma boa dose de cálcio, bom para fortalecer ossos e dentes. Para fazer a alichela, basta misturar um punhado de salsinha fresca, bem picada, com azeite de oliva o quanto baste. Tempere com alho picadinho, 2 filés de aliche picadinhos (ou a gosto, dependendo da quantidade de salsa que você utilizar), adicione 1 pitadinha de sal e de pimenta-do-reino moída na hora.

Se gostar de um patê mais picante, junte pedacinhos de pimenta dedo-de-moça (com as sementes, se quiser mais forte) e misture bem. A pimenta vermelha fornece capsaicina, que ajuda a dar uma força para o metabolismo. O alho colabora com a alicina e ajuda a fortalecer o sistema imunológico, combatendo infecções. Além disso, a salsinha tem um sabor muito refrescante que combina bastante com os dias de calor. Só não exagere no sal, porque o aliche já é bastante salgado.

Patê de frango com iogurte e brócolis

Para algo leve, porém com bastante proteína, o patê de frango é a pedida. O primeiro passo é cozinhar meio peito de frango sem pele (ou a quantidade que desejar) em água com sal, louro, pimenta-do-reino e cebola picada. Quando estiver bem macio e cozido, retire da água, deixe esfriar e desfie totalmente. Refogue esse peito de frango, muito proteico e pobre em gorduras, com um pouco de óleo vegetal, manteiga ou azeite de oliva, mais cebola picadinha e alho picado. Adicione uma pitada de orégano e mexa bem.

Junte então brócolis cozidos, a gosto, e ajuste o sal e a pimenta-do-reino. Retire do fogo e deixe esfriar. Quando estiver frio, acrescente um bom iogurte natural integral, daqueles bem cremosos, e bata no processador ou liquidificador até obter uma pasta grossa. Corrija os temperos e, se gostar, adicione ervas frescas como tomilho e hortelã bem picadinhos e um fio de azeite. Esta é uma receita que fica gostosa até para rechear sanduíches. Fornece proteínas, vitaminas, minerais e as fibras do brócolis (que também é rico em antioxidantes, que protegem contra doenças crônicas e o envelhecimento precoce). Só sucesso! E as crianças adoram, porque fica um patê verdinho.

Tapenade

De origem francesa, a tapenade é uma receita excelente para os amantes de azeitonas. Eu adoro! Pode misturar azeitonas pretas ou verdes, de preferência aquelas bem carnudas. Se você for hipertenso e preferir algo menos salgado, vale deixar as azeitonas de molho por algumas horas em água filtrada ou mineral para remover o excesso de sódio. Feito isso, processe as azeitonas, sem os caroços, (1 xícara de cada, por exemplo, ou na quantidade que preferir) com azeite de oliva, 1 a 2 dentes de alho picadinhos (não exagere, porque pode ficar muito forte, já que o alho entra cru), pimenta-do-reino moída na hora e, se gostar, um punhado de alcaparras.

As azeitonas são fontes de gorduras boas para a saúde e também fornecem fibras, cálcio e magnésio. O cálcio é fundamental para evitar a osteoporose e o magnésio atua de maneira importante no metabolismo. Só é preciso, mesmo, ficar de olho no sal, principalmente se você tem pressão alta. A tapenade fica uma delícia com pão fresco de casca dura, como baguete e pão italiano, mas também é boa para consumir com legumes crus picados: cenoura, pepino, tomatinhos, rabanete, etc.

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Noz-moscada é tempero bom para leite e cremes, conheça os benefícios http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/01/30/noz-moscada-e-tempero-bom-para-leite-e-cremes-conheca-os-beneficios/ Thu, 30 Jan 2020 07:00:36 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2799

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Difícil pensar num molho branco muito saboroso que não leve ao menos uma pitada de noz-moscada. Essa especiaria, proveniente de um fruto da árvore Myristica fragrans, de origem asiática, é par perfeito com receitas à base de leites, cremes e ovos. E deixa qualquer torta de maçã amanteigada ainda melhor.

Do fruto produzido pela mesma árvore, extrai-se não apenas a noz-moscada, como também o macis, outra especiaria muito utilizada na culinária mundial (embora, por aqui, a primeira seja mais comum que a segunda). Dentro do caroço presente no fruto está a noz-moscada (pequena e arredondada, como uma bolinha), enquanto o macis é uma película que reveste o mesmo caroço. É removida e seca antes de utilizar, sendo mais comum encontrá-la em pó. O macis é mais usado para temperar carnes, picles de vegetais e também molhos, como o ketchup.

Em sabor, as duas especiarias se parecem: o macis é mais suave e equilibrado, mas ambos oferecem aromas frescos que remetem a pinho, além de notas florais e cítricas. Porém, para mim, o perfume que mais se sobressai é o toque amadeirado, ligeiramente doce e picante, atribuído à substância miristicina, presente nesse condimento.

A noz-moscada sempre fica mais saborosa se for ralada na hora de usar, pois desprende melhor o aroma de seus óleos essenciais. Na versão já moída, perde o aroma rápido, se não for bem conservada, e dura menos. Cozimentos longos podem alterar (para pior) o sabor do macis e da noz-moscada, por isso recomenda-se acrescentá-los às receitas, doces ou salgadas, no final do preparo ou pouco antes de servir.

Digestiva e antimicrobiana

Diversos estudos vêm sendo realizados sobre a noz-moscada. Essa especiaria é usada há séculos pela humanidade não apenas por seu aroma marcante, mas também por suas propriedades supostamente afrodisíacas e curativas.

Fato é que essa especiaria, usada em quantidades moderadas, pode facilitar a digestão, aliviar dores de estômago e evitar gases, além de regular a pressão arterial, pois contribui para uma melhor circulação. Além disso, pode ajudar a desintoxicar o organismo e ajuda a melhorar a tosse, especialmente para aqueles que estão se recuperando de uma gripe.

O óleo essencial dessa especiaria tem propriedades anti-inflamatórias, usado para tratamento de dores musculares e nas juntas (aqui, vale a mesma regra da moderação: antes de usar qualquer fitoterápico, consulte um profissional de saúde). Alguns estudos vêm estudando também o potencial antimicrobiano da noz-moscada, em especial contra fungos e bactérias nocivas à saúde.

Em termos nutricionais, mesmo em pequena quantidade (como 1 colher de café cheia, o equivalente a 4 gramas), a noz-moscada oferece muitos minerais, como cálcio e fósforo, (fundamentais para os ossos e dentes), folato (ótimo para mulheres grávidas ou tentando engravidar, pois contribui para a formação do tubo neural do bebê), magnésio (contribui com o metabolismo e o bom funcionamento neural) e potássio (excelente para hipertensos, atletas e pessoas que têm trabalhos extenuantes).

Também oferece uma dose de fibras, contribuindo para o bom funcionamento do sistema digestório, e vitamina A, que ajuda a preservar os olhos e a visão. Os carotenoides presentes nesta especiaria atuam como antioxidantes, evitando a inflamação do organismo e o envelhecimento precoce.

Uma precaução

Diz-se que a noz moscada tem efeito alucinógeno quando várias sementes são consumidas de uma vez e alguns estudos vêm tentando comprovar isso, investigando efeitos tóxicos principalmente em crianças pequenas. Assim, embora essa especiaria ofereça diversos benefícios à saúde, recomenda-se ingerir menos que 30 gramas por dia (cerca de 6 colheres de sopa da noz-moscada ralada, o que já seria muito) para evitar qualquer tipo de toxicidade, especialmente para os pequenos.

Mas, na culinária, sabemos que o uso da noz-moscada ocorre em pitadas, apenas para perfumar a receita: nada de exageros, portanto!

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Feito de grão-de-bico, homus é fonte de proteínas e fibras, veja variações http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/01/25/feito-de-grao-de-bico-homus-e-fonte-de-proteinas-e-fibras-veja-variacoes/ Sat, 25 Jan 2020 07:00:59 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2786

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O homus é um preparo frio, à base de grão-de-bico e gergelim, típico da cozinha do Oriente Médio. Além de ser uma delícia como acompanhamento ou para petiscar, a receita tradicional leva ingredientes muito nutritivos e cheios de benefícios para a saúde, como grão-de-bico, tahine (pasta de gergelim), suco de limão, azeite de oliva, alho, sal e pimenta-do-reino.

O grão-de-bico cozido e processado com os demais ingredientes, até transformar-se em um purê grosso e liso, é a base do prato. Essa leguminosa oferece uma grande quantidade de proteínas e de fibras, além de contribuir com muito cálcio, fósforo e potássio. As proteínas são fundamentais dentro de qualquer dieta, pois são o elemento constitutivo do organismo. Por isso, especialmente para os que seguem uma alimentação vegana, o grão-de-bico é um grande aliado, contribuindo também para o fortalecimento e manutenção de ossos e dentes, graças à presença de cálcio e fósforo e, ainda, dando uma força para os hipertensos e praticantes de atividades físicas ou trabalhos extenuantes, pois é uma fonte abundante de potássio. Soma-se a isso a boa quantidade de fibras, que favorecem o sistema digestório como um todo, em particular os intestinos, evitando a prisão de ventre. Vale lembrar que o grão-de-bico é rico em triptofano, um aminoácido que é precursor da serotonina, que ajuda a trazer uma sensação de bem-estar.

O gergelim, presente na forma de tahine, ou seja, transformado em pasta, é o que confere um sabor especial à receita. Também rico em proteína, o gergelim é, ainda, fonte de gorduras de boa qualidade, com uma composição de ácidos graxos, como o oleico e o linoleico, como já mencionei neste post aqui. É um alimento repleto de antioxidantes, que ajudam a combater a inflamação do organismo e a protegê-lo contra o desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, câncer e problemas cardiovasculares.

Junto do grão-de-bico cozido e processado junto com o tahine, o homus é finalizado com alho, suco de limão, azeite, sal e, se gostar, pimenta-do-reino moída. O limão traz uma acidez agradável e contribui com vitamina C, que auxilia no combate ao envelhecimento precoce e ajuda a manter o sistema imune em dia. Já o alho age como anti-inflamatório, com ação antimicrobiana, por conta da alicina presente em sua composição. Só não vale exagerar, pois o alho entra cru, e seu sabor pode dominar a pasta toda. Para emulsionar e bater tudo junto, adicione ainda um pouco de azeite de oliva, rico em ácidos graxos mono-insaturados, um dos melhores tipos de gordura para a saúde do coração. E finalize com sal a gosto e uma pitada de pimenta-do-reino que, além de trazer uma picância agradável, ainda ajuda na absorção de outros nutrientes pelo organismo.

Homus de beterraba? Sim! E de abóbora, de salsinha…

O melhor de tudo é que você pode variar a receita básica e trazer sabores diferentes e ainda mais nutrientes para a sua receita. Para isso, não tenha medo de acrescentar outros vegetais, como abóbora, beterraba e cenoura, para processar junto com os ingredientes básicos. Isso contribui com uma cor linda, o sabor do grão-de-bico fica suavizado e você obtém outros compostos, como os carotenoides, muito presentes nesses legumes que citei. Esses precursores da vitamina A protegem a pele e os olhos, agindo ainda como antioxidantes.

Os legumes entram na receita previamente cozidos ou assados e pode-se bater tudo junto no processador ou liquidificador. Se quiser uma consistência mais fluida, pode adicionar um pouco de água ou da água do cozimento do grão-de-bico ou dos vegetais. Ao final do post, compartilho uma receita da chef Natalia Luglio, do restaurante Cajuí, focado em vegetais, em São Paulo. Veja lá!

Se quiser um homus verde, aposte nas ervas frescas, principalmente a salsinha e o manjericão. Adicione um punhado de salsa na hora de bater – ela é diurética, rica em fibras e ainda contribui com mais um pouquinho de cálcio. Outra ideia é misturar um pouco de molho pesto, bem fresquinho, na hora de bater o homus. Como ele já é rico em azeite, não precisa adicionar esse óleo na receita. O manjericão traz vitaminas, minerais e antioxidantes e, ainda, perfuma demais o preparo. Feito dessa forma, fica uma delícia para servir como canapés, com torradinhas.

O homus, em qualquer das suas variações, é, geralmente, acompanhado de pães árabes tostados (aqueles bem fininhos, que podem ser crocantes ou macios), torradas, fatias de pão italiano, biscoitos salgados ou grissini. Mas também serve como acompanhamento perfeito para saladas, legumes salteados ou assados, carnes grelhadas e mix de folhas, etc.

Antes de preparar, deixe os grãos-de-bico de molho em água fresca de um dia para o outro. Depois, escorra e cozinhe os grãos em água nova, cerca de três partes de água para uma parte do ingrediente. É importante, para essa receita, que os grãos fiquem bem macios. Não precisa tirar a pele que recobre os grãozinhos, elas são ricas em fibras e, depois de processadas, não irão aparecer na receita. O homus é perecível, dura poucos dias na geladeira. O mais gostoso é preparar no dia de servir e resfriar na geladeira. Na hora de levar à mesa, regue o preparo com um fio de azeite e especiarias como zaatar (um tipo de tempero usado na cozinha árabe), páprica, curry, canela em pó, pimenta rosa, etc.

Abaixo, a chef Natalia Luglio, do recém-aberto restaurante Cajuí, na Vila Madalena, em São Paulo, divide com o Menu do Dia sua receita de homus de beterraba. Leve e saudável, com uma cor rosada linda. Vai fazer sucesso por aí:

Homus de grão-de-bico e beterraba, da chef Natalia Luglio, do Cajuí

Crédito: Divulgação

Ingredientes:

200 g de grão-de-bico cozido
30 g de gergelim claro (ou tahine)
60 ml de azeite extravirgem
35 ml de suco de limão
1 dente de alho
Sal a gosto
130 g de beterraba cozida

Modo de preparo:

Bata todos os ingredientes no processador até obter um creme liso e rosa. Acerte o sal e sirva com torradas ou palitos de legumes.

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Bom para doces, marmelo é rico em fibras e está na safra, veja como fazer http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/2020/01/23/bom-para-doces-marmelo-e-rico-em-fibras-e-esta-na-safra-veja-como-fazer/ Thu, 23 Jan 2020 07:00:50 +0000 http://menudodia.blogosfera.uol.com.br/?p=2778

Crédito: iStock

Certamente, em algum momento da sua vida, você já comeu marmelada. Mas, alguma vez, já viu um marmelo in natura? Pois este é o momento ideal para isso: a fruta está na safra durante este mês. Se você encontrar um marmelo na feira ou mercado, vale a pena comprar ao menos para prová-lo e sentir seu aroma marcante, bastante floral. Porém, não pense em lavar a fruta e dar uma dentada em sua polpa, envolta por uma casca amarela que pode puxar para o esverdeado: quando fresco, o marmelo é muito duro, ácido e adstringente, principalmente pela marcada presença de taninos. Ou seja, nada agradável para o consumo. No entanto, quando a fruta é cozida, de preferência com açúcar e especiarias, tudo nela se transforma: a polpa, antes branca, adquire tons rosados; o perfume floral se mantém, mas a doçura se sobrepõe a uma agradável acidez, e o forte adstringente vai embora.

Não por acaso, o marmelo é o rei das frutas para preparar na forma de doces em pasta, como a marmelada. Até meados do século passado, o Brasil foi um grande produtor de marmelo (existe até uma cidade, em Minas Gerais, chamada Marmelópolis, que, como o nome indica, floresceu devido ao cultivo desse fruto). Porém, com o tempo, os gostos e tradições alimentares foram mudando e o marmelo acabou perdendo um pouco de seu prestígio inicial. Hoje em dia, é mais difícil encontrar a marmelada artesanal, cujo sabor é muito superior ao daqueles doces preparados industrialmente.

O que é uma pena, pois sabor do marmelo  é maravilhoso em doces em calda, em pasta ou mesmo como geleia e na forma de xaropes. Também tem uso na fitoterapia, por conta da presença de compostos bioativos, como polifenóis. As sementes são usadas em infusão ou em decocção (proporção de uma a três sementes por xícara de água), no combate a tosse, dor de estômago e até diarreia.

Rico em pectina, que é um tipo de fibra solúvel, o marmelo também ajuda a trazer consistência para outras geleias e preparos, além de favorecer a saúde gastro-intestinal. É parente da pera e da maçã e seu aroma de rosas é marcante e continua agradável depois de cozido.

Quando fresco, é rico em vitamina C, que acaba por se deteriorar um pouco durante o processo de cocção. Mas, mesmo na forma de doce, preserva uma boa dose de fibras e de minerais como potássio (importante para a manutenção da pressão arterial), cálcio e fósforo (fundamentais para a preservação de ossos e dentes) e, ainda, magnésio (que atua no bom funcionamento metabólico).

O marmeleiro é proveniente da região do Cáucaso, mas difundiu-se pela Europa Central e pelos países mediterrâneos. Consumida há milênios, na Antiguidade essa fruta era considerada símbolo de fortuna, fertilidade e amor. Até hoje, em Portugal, a marmelada é um doce muito apreciado, assim como as geleias, caldas e xaropes feitas com esse fruto.

Marmelo: como preparar

Se você tiver a sorte de encontrar marmelos maduros, de casca bem amarelinha (recoberta, algumas vezes, por uma delicada penugem), lave-os bem e seque-os. As cascas e os miolos podem ser usados para preparar pectina, cozendo-se com um pouco de líquido. Esse líquido ficará viscoso e você poderá usá-lo para fazer geleias com outras frutas.
Uma forma simples de provar todo o sabor do marmelo é cortá-lo em fatias e cozinhá-lo em água com um pouco de açúcar e especiarias. Neste caso, gosto de usar a canela e o cravo. Faça uma calda rala e adicione os marmelos. Cozinhe a fruta nessa calda até ficar macia, quase translúcida, e adquirir um tom rosado. Deixe esfriar e sirva como sobremesa ou acompanhando fatias de queijo, fica delicioso (com queijo cremoso, tipo requeijão, também é ótimo – e acrescenta-se ainda um pouco mais de cálcio à refeição).

Outra forma de preparar a fruta é na famosa marmelada. Para isso, use 1 quilo de marmelos para cerca de 700 gramas de açúcar. Se gostar mais doce, pode colocar um pouco mais de açúcar. Complete com 1 colher (sopa) de suco de limão e 1/2 xícara (chá) de água. Retire os miolos do marmelo antes de levar ao fogo. Cozinhe todos os ingredientes juntos até amaciar a fruta. Então, bata tudo no liquidificador e coe em uma peneira para remover as partes mais duras e pedacinhos de casca. Volte o líquido ao fogo e mexa bem, mantendo a temperatura baixa, até ficar bem cremoso. Teste o ponto colocando um pouquinho do doce num pratinho. Se firmar, está pronto. Despeje em recipientes refratários e deixe esfriar antes de comer. É uma delícia, sem conservantes e dura por vários dias na geladeira, pois o açúcar age como um conservante natural.

Para os que gostam de molhos agridoces, vale cozinhar pedaços pequenos de marmelo com um pouco de açúcar, folhas de hortelã, uvas passas e um pouco de mel e vinagre. Deixe apurar, amasse os marmelos e, se necessário, complemente com um pouco de manteiga e gotas de limão. Esse molho pode ser servido morno ou quente sobre assados e fica particularmente bom com carnes de aves e de porco.

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